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3 João 1:1-14 - A Prática da Hospitalidade Bíblica

15 de dezembro de 202315 min de leitura

3 João 1:1-14 - A Prática da Hospitalidade Bíblica

A 3ª Carta de João foi escrita para um homem chamado Gaio. Ele é alguém que pode ter perdido recursos e a saúde. Os estudiosos suspeitam disso por três razões:

1 - João ora pedindo que saúde e prosperidade;

2 – João noticia Gaio sobre as ações de Diótrofes. Isso pode indicar que Gaio não conseguia ir na igreja há algum tempo. Ele poderia morar longe ou estar doente.

3- Pessoas que haviam sido hospitaleiras foram expulsas da igreja por Diótrofes, mas Gaio foi hospitaleiro e não foi excomungado.

Por essas razões, os estudiosos creem que Gaio andava afastado da igreja por questões de saúde e que, por isso, também estava sem notícias do que estava acontecendo na igreja.

Eu preciso de 3 minutos para um panorama da carta. Os v. 1-14 Essa carta foi endereçada a Gaio para encorajar a hospitalidade (v.8), para agradecer pela hospitalidade já oferecida (v.3, 5-6) e para dizer que Demétrio era digno de hospitalidade (v.12). Demétrio havia sido rejeitado por Diótrefes e João pede a ajuda de Gaio.

João havia enviado missionários para a igreja, acompanhados de uma carta de recomendações para Diótrefes, que deveria ser uma espécie de presbítero principal, na igreja a qual Gaio pertencia (v.9). Contudo, Diótrefes rejeitou a carta de João e se recusou a acolher Demétrio. João considerou a atitude abusiva e fruto de arrogância.

João ficou preocupado com o mau exemplo de Diótrofes e como isso poderia afetar negativamente a hospitalidade naquela igreja. João usou a carta para reforçar a posição de Gaio contra a ordem abusiva de Diótrofes. Assi, João tranquiliza Gaio a respeito da integridade de Demétrio e diz que Diótrofes era passível de disciplina pela igreja. Sim, líderes abusivos precisam ser parados e até destituídos. ordens que não condizem com o ensino das Escrituras e não devem ser obedecidas.

O tema geral aqui é hospitalidade. Esse tema é vital para o cristianismo. É tão importante que João está pedindo para que um homem provavelmente doente e sem recursos seja hospitaleiro.

Hospitalidade é essencial para todos os cristãos. A Bíblia, de forma geral, não apenas na 2ª e 3ª cartas de João, trata o tema como vital. Romanos 12 há uma lista das características que devem estar presentes na vida de cada crente. Ela afirma que devemos ser “hospitaleiros”. Rm 12:13

Ajudem a suprir as necessidades dos santos. Pratiquem a hospitalidade.

Você é hospitaleiro? Isso serve para todos. Na lista de qualidade de diáconos e presbíteros, esse traço aparece de novo. Quem não é hospitaleiro precisa crescer nesse ponto para ser diácono ou presbitero

É, no mínimo, um erro alguém entrar em qualquer igreja cristã e não ser acolhido pelas pessoas. Esse acolhimento não fica restrito aos voluntários da recepção. A igreja deve espelhar o acolhimento que os membros já receberam do próprio Deus, em Cristo. Nossas atitudes para com os de dentro e para com os de fora devem representar ofertas de hospitalidade.

Hb. 13:2: 2Não se esqueçam da hospitalidade, pois alguns, praticando-a, sem o saber acolheram anjos.

1 Pedro 4:9

Sejam mutuamente hospitaleiros, sem murmuração.

Há muitos outros textos bíblicos que provam que a hospitalidade é essencial para todos os cristãos, jovens ou maduros. Não trate essa questão como irrelevante.

A palavra hospitalidade soa assim no grego Filoxenia. Ela vem da junção da palavra phileo, que é amizade, amor, com a palavra xeno, que significa estranho, estrangeiro. Amizade para com desconhecidos. Amor por quem não conhecemos.

Ser hospitaleiro é mais do que ser um bom anfitrião. Receber alguém em sua casa para uma ocasião especial ainda permite que a pessoa que te visita permaneça desconhecida por você e você por ela.

Não é o fato de recebermos alguém que as faz próxima de nós. Assim receber e hospedar são atitudes próximas, mas não idênticas. Receber pode envolver preparação exaustiva, faxina, mesa posta, guardanapos dobrados, comida feita para impressionar. Receber envolve planejamento e controle. Os convidados se sentem honrados, mas sabem que é uma ocasião especial.

A hospitalidade é a capacidade de fazer com que um estranho rapidamente se sinta bem, como um amigo, à vontade. Essa pessoa relaxa e pergunta se pode ajudar. A hospitalidade é um convite para compartilhar a vida, com toda a sua bagunça e imprevisibilidade. Sim, o arroz pode queimar, mas isso não quebra o foco relacional.

Há espaço para receber bem pessoas e para ser hospitaleiro a depender da situação, mas o chamado cristão não é para fazer recepções, mas para exercitar a hospitalidade, nos envolvermos de forma mais prática e real na vida das pessoas e elas nas nossas.

A hospitalidade assume várias formas: um cartão para quem está doente, sair para comer juntos, fazer com que as pessoas se sintam bem quando visitam a igreja, ou algo mais intenso como oferecer um teto para alguém por um tempo. A questão é que todos somos chamados a expressar hospitalidade. Gaio, no v. 5, é elogiado por sua hospitalidade fiel para com irmãos estrangeiros.

Veremos no sermão que a hospitalidade deve fluir do coração, ou seja, sem um coração hospitaleiro, a hospitalidade se perde. Depois que ela é abnegada, envolve doação ou sacrifício, e, por fim, que ela é criteriosa, não devemos ser ingênuos na questão da hospitalidade.

A hospitalidade fiel flui primeiro do coração (vv. 1-4)

Muitas vezes esperamos atender determinadas condições para sermos hospitaleiros: serei mais hospitaleiro quando tiver um sofá, aposentar, ficar rico, comprar uma air-friyer. Esperar atender essas condições apenas procrastina a hospitalidade.

Em contraste, a Bíblia aponta que o pré-requisito para a hospitalidade é como nossa alma encara a questão. A graça de Deus nos permite nos relacionar com as pessoas de uma forma única. Quem tem um coração que lembra da graça recebida é impulsionado a encontrar maneiras de ser hospitaleiro. Podemos ver isso na vida de Caio, que provavelmente não tinha recursos e nem saúde, v 2.

2 Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma.

João ora para que Gaio obtivesse saúde e prosperidade. Isso implica que ele não estava bem de saúde e nem era particularmente rico. Mesmo assim, ele era hospitaleiro, porque seu coração, sua alma, era próspera. A hospitalidade flui de uma alma próspera. O contrário disso é ilustrado na vida de Diótrefes (v. 9-10). Havia um problema naquela igreja. Os líderes não modelavam a hospitalidade:

9 Escrevi algumas palavras à igreja, mas Diótrefes, que gosta de exercer a primazia entre eles, não nos dá acolhida. 10Por isso, quando eu for aí, farei com que se lembre das obras que ele pratica, proferindo contra nós palavras caluniosas. E, não satisfeito com isso, ele não recebe os irmãos, impede os que querem recebê-los e os expulsa da igreja.

Diótrefes não era um modelo de hospitalidade. Ele criou uma atmosfera não hospitaleira, conforme o v. 10. Por causa de uma liderança abusiva e dominadora, a igreja estava se tornando ensimesmada. Mas isso não contaminou Gaio. V. 3,5-8.

Gaio venceu barreiras. João se alegrou com a integridade de Gaio, no v. 3 e o elogia pela fidelidade na hospitalidade no v. 5. Nos v. 6-8, João comenta do testemunho que outras pessoas deram a respeito da hospitalidade de Gaio. Os irmãos ficaram encantados com o acolhimento concedido por Gaio. De alguma maneira, Gaio conseguiu contornar os obstáculos pessoais e da cultura eclesiástica para continuar sendo fiel e hospitaleiro.

João ora para que esses obstáculos sejam removidos na vida de Gaio, mas louva a Deus porque, apesar deles, Gaio tinha um coração hospitaleiro. As dificuldades que Gaio enfrentava serviam para salientar que coração é a chave da hospitalidade.

Há uma correlação entre ter um coração aberto e ter uma casa aberta. Somente quando nossos corações estiverem abertos para amar é que nossas casas estarão abertas para receber pessoas.

Nós precisamos demitir nosso advogado interior. Ele é incansável. Ele fica criando desculpas para que adiemos a obediência. Nosso advogado é bem treinado para autojustificar nosso egoísmo, orgulho e falta de amor.

Isso precisa acontecer porque a hospitalidade fiel se expressa de forma abnegada (vv. 5-10). A hospitalidade fiel tem como característica se expressar de forma abnegada. Ela é uma doação, não uma troca. O fato de ser um serviço, algo que demanda esforço, já afasta muitos. Contudo, o cristão, aquele que provou do amor de Deus, é compelido a ter um coração disposto a servir.

Vemos em Gaio que ter dinheiro não é um requisito para ser hospitaleiro. Podemos agir com hospitalidade com o que temos e isso fica mais nítido quanto temos pouco. Isso fica bem claro nos v. 5-10.

Quem tem um coração hospitaleiro pode estar numa cama de hospital, internado, e consegue olhar com alegria para quem vai fazer uma visita. Sim é possível deixar de se focar na própria dor e em sintomas desconfortáveis para focar a atenção nos outros.

Essa disposição auto sacrificial acolhe a equipe médica e de enfermagem com um sorriso e uma atenção não autocentrada. Eles terão prazer em visitar seu quarto. Por quê? Porque a hospitalidade, o acolhimento, tem um efeito contagioso. Você só não precisa ser hospitaleiro se você estiver em coma. Vamos pensar nas características auto sacrificiais da hospitalidade.

V. 5: ela não busca nada em troca.

5 Amado, você tem sido fiel no que faz pelos irmãos, mesmo quando são estrangeiros.

Foquem na palavra estrangeiro. É improvável que essa pessoa possa te retribuir algum favor. Gaio não buscava alguma vantagem ao hospedar essas pessoas. Eles não eram conhecidos, mas missionários enviados por João. Talvez Gaio nunca os tivesse visto antes. O v. 9 diz que João mandou uma carta para apresenta-los, mas Diótrofes não quis acolher. Provavelmente ele destruiu ou extraviou aquela carta.

Enquanto Diótrofes os rejeitava, Gaio oferecia hospitalidade. A autoridade dentro da igreja se limita aos parâmetros bíblicos. Se um pastor, presbítero, diácono, professor de EBD dá uma ordem ou age de maneira antibíblica, ele não deve ser obedecido neste ponto.

O fato de Gaio receber aquelas pessoas que estavam em situação difícil revela que ele não fez isso esperando que eles de alguma forma retribuíssem o favor.

A 2ª característica auto sacrificial da hospitalidade é amor. V. 6a.

Estes deram testemunho, diante da igreja, do amor que você tem. Você fará bem encaminhando-os em sua jornada de um modo que agrada a Deus.

Amor aqui é ágape, amor abnegado. As pessoas percebem rapidamente quando uma hospitalidade é verdadeira ou apenas uma troca. Trocas aguardam recompensa. A hospitalidade foca nas pessoas.

Marta estava focada na tarefa de receber Jesus. Maria havia se focado na essência da hospitalidade que era a entrega ao relacionamento. Ela estava focada na boa parte, no Cristo.

As duas coisas envolvem sacrifício, preparar tudo é um sacrifício, mas se esse sacrifício tem como origem o amor, então ele é feito com alegria por causa da graça de Deus. Há uma retomada do primeiro ponto aqui: a origem da verdadeira hospitalidade é o coração.

**Digno de Deus (v..6b-7).**Um terceiro ponto da hospitalidade auto sacrificial é que ela é centrada em Deus.

Você fará bem encaminhando-os em sua jornada de um modo que agrada a Deus.

Precisamos ser hospitaleiros como se estivéssemos fazendo para agradar a Deus. Como você agiria se Jesus fosse jantar em sua casa? Você iria caprichar, né? Haveria uma doce expectativa e você iria se esmerar para ter tudo pronto para poder usufruir daquilo.

O convite aqui é para nos envolvermos com a hospitalidade de uma forma digna que seja agradável a Deus. Pense que Jesus prometeu habitar nos crentes. Ser hospitaleiro com irmãos pode muito bem ser encaixado no que Jesus disse em Mt. 25:37-40:

37 — Então os justos perguntarão: “Quando foi que vimos o senhor com fome e lhe demos de comer? Ou com sede e lhe demos de beber? 38E quando foi que vimos o senhor como forasteiro e o hospedamos? Ou nu e o vestimos? 39E quando foi que vimos o senhor enfermo ou preso e fomos visitá-lo?” 40 — O Rei, respondendo, lhes dirá: “Em verdade lhes digo que, sempre que o fizeram a um destes meus pequeninos irmãos, foi a mim que o fizeram.”

Dar água, alimento, hospedar estranhos ou vestir pessoas são modos de hospitalidade. A ideia é que a hospitalidade deve ser feita como se fosse para o próprio Deus. Algo que agrada a Deus.

Mas essa é a vida cristã. Somos embaixadores de um Deus muito especial. Um Deus bom e generoso. Um Deus que veio a esse mundo como um estrangeiro e que não foi acolhido. Mas Ele venceu o mundo e nos acolhe. Cristo é o modelo perfeito.

Por fim, a hospitalidade auto sacrificial é trabalhosa. V8.

Portanto, devemos acolher esses irmãos, para que nos tornemos cooperadores com eles na proclamação da verdade.

A ideia é simples. Ser hospitaleiro dá trabalho. A hospitalidade briga com a nossa preguiça e nosso conforto. Mas ela nos permite cooperar. Há uma missão acontecendo. Há um trabalho que traz resultados eternos. O trabalho é necessário, mas produz frutos para a eternidade. A hospitalidade nos abre a possibilidade de coparticipar na proclamação da verdade. Mateus 10:41-42 aponta para algo similar:

40 — Quem recebe vocês é a mim que recebe; e quem recebe a mim recebe aquele que me enviou. 41Quem recebe um profeta, no caráter de profeta, receberá a recompensa de profeta; quem recebe um justo, no caráter de justo, receberá a recompensa de justo. 42E quem der de beber, ainda que seja um copo de água fria, a um destes pequeninos, por ser este meu discípulo, em verdade lhes digo que de modo nenhum perderá a sua recompensa.

Quando você é hospitaleiro com missionários ou quando você financia o trabalho missionário você se torna coparticipante do trabalho deles e passa a compartilhar da recompensa deles.

Quando oferecemos nossa hospitalidade uns aos outros, compartilhamos do trabalho e da recompensa. Um simples copo dágua em nome de Cristo será computado. O mesmo se dá com o cuidado diário de uma mãe com seu lar, a atenção dada a enfermos, o arrumar a igreja antes ou depois do culto. Esses atos de adoração agradam a Deus. Eles nos fazem coparticipantes dos trabalhos uns dos outros. Não sabe tocar teclado, vem enrolar cabo.

Precisamos lembrar que o trabalho repetitivo, como o de uma dona de casa, importa para Deus. Somos cooperadores na proclamação da verdade. Diótrofres é a antítese disso tudo. Ele vivia exatamente o oposto disso. Ele não tinha um coração voltado para o autosacrifício. Ele é um líder abusivo, não um líder servo.

Vejamos apenas um exemplo negativo dos v. 9-10

9 Escrevi algumas palavras à igreja, mas Diótrefes, que gosta de exercer a primazia entre eles, não nos dá acolhida. 10Por isso, quando eu for aí, farei com que se lembre das obras que ele pratica, proferindo contra nós palavras caluniosas. E, não satisfeito com isso, ele não recebe os irmãos, impede os que querem recebê-los e os expulsa da igreja.

Para João, a raiz do problema de Diótrofes estava no seu orgulho egoísta. Esse orgulho o levou à calunia, a desprezar os missionários e ao desejo de que outros participassem de seu pecado. É incrível como o pecado pode influenciar negativamente outras pessoas. As Escrituras deixam isso claro afirmando que “más companhias corrompem os bons costumes” (1Co 15:3).

Nossos exemplos influenciam para o bem e para o mal. Isso é ainda mais grave quando se trata de líderes. Ninguém deveria usar seus pastores e presbíteros como desculpa para não ser hospitaleiro.

Vimos, até aqui, que a hospitalidade flui de um coração aberto, e não das oportunidades ou dos recursos que dispomos. Quem tem um coração aberto procura oportunidades. Além disso, vimos que a hospitalidade é uma doação auto sacrificial. Por último, vamos ver que ela não é ingênua. Ela exige critérios. A hospitalidade fiel exige discernimento.

Diótrofes estava modelando um comportamento e João ficou preocupado. Veja o que ele diz no v. 11:

11 Amado, não imite o que é mau, e sim o que é bom. Quem pratica o bem procede de Deus; quem pratica o mal jamais viu a Deus.

É necessário discernir nossos modelos: João avisa Gaio: cuidado com quem você imita. É natural imitar e seguir quem admiramos. Mas o que fazer quando os líderes não são hospitaleiros? Não espere por eles. Lidere a hospitalidade. Você não precisa ser um pastor ou exercer qualquer liderança para ser hospitaleiro.

Não deixe que o exemplo de igrejas abastadas não hospitaleiras contaminar você. Sou grato a Deus pela hospitalidade demonstrada por cada um dos nossos pastores e presbíteros. Eles são uma benção. É muito melhor que seja assim.

Que bom que nossa liderança serve de motivação e inspiração. Abra sua casa para receber um pequeno grupo. Não espere alguém convidar você para uma visita, tome a iniciativa.

Sim, é necessário discernir os modelos de hospitalidade que temos, mas também é necessário discernir a quem oferecemos hospitalidade. Vejamos o v. 12:

12 Quanto a Demétrio, todos dão bom testemunho dele, até a própria verdade. E nós também damos testemunho, e você sabe que o nosso testemunho é verdadeiro.

Parece que Gaio estava em dúvidas quanto a receber Demétrio. É possível que Diótrefes e outros estivessem espalhando calúnias. João, então, oferece três motivos para tranquilizar Gaio, três testemunhos sobre Demétrio. João disse que ele mesmo era testemunha, que pessoas também testemunhavam e que a própria verdade se manifestava claramente no caráter piedoso de Demétrio.

Esses testemunhos de João são importantes. No livro anterior, 2ª de João, o apóstolo afirma que não devemos hospedar pessoas que propagam falsas doutrinas. Paulo nos avisa para não hospedar preguiçosos e diz que eles não devem comer, se não trabalharem. Fato é que não podemos ser ingênuos em relação a hospitalidade, mas também não devemos ser preconceituosos.

Como aplicação final, eu gostaria de desafiar a cada irmão aqui a ser ainda mais hospitaleiro em 2024. Há bons livros sobre o assunto, mas eu recomendo você praticar.

Pastor, minha casa é bem pequena. Convide uma pessoa. Pastor eu moro com meus pais descrentes... Faça um piquenique no Jardim Botânico, saia para comer um churrasquinho. Pastor, minha casa está em obras, não tenho nem mesa: Faça da sua igreja sua casa e seja acolhedor. Ajude pessoas se sentirem bem em nosso meio.

Esta pequena carta tem várias outras lições, especialmente sobre abuso espiritual, mas eu oro para que esse tema central da hospitalidade desperte em nós o desejo de sermos parecidos com Gaio. Gente com coração hospitaleiro, disposta a servir sacrificialmente e com discernimento. Que nosso próximo ano seja marcado desta forma.