Pular para o conteúdo principal

Ageu 2:20-23 - A Soberania de Deus e o Anel de Selar

09 de setembro de 202316 min de leitura

Ageu 2:20-23 - A Soberania de Deus e o Anel de Selar

Abra comigo pela última vez o livro de Ageu. Hoje encerraremos nossa série de 5 mensagens. Abram no Cap. 2:20-23. Na semana seguinte ao retiro, dia 24, vamos iniciar uma nova série, em que trabalharemos o livro de Tiago.

20 A palavra do Senhor veio pela segunda vez a Ageu, no vigésimo quarto dia do mês, dizendo: 21— Fale a Zorobabel, o governador de Judá: “Farei tremer o céu e a terra. 22Derrubarei o trono dos reinos e destruirei a força dos reinos das nações. Destruirei os carros de guerra e os que andam neles; os cavalos morrerão e os seus cavaleiros matarão uns aos outros. 23Naquele dia, diz o Senhor dos Exércitos, tomarei você, Zorobabel, filho de Salatiel, você que é meu servo, diz o Senhor, e farei de você um anel de selar, porque eu o escolhi”, diz o Senhor dos Exércitos.

Deus se move na história. Brasília foi construída por mãos de todos os brasileiros. A história que hoje vivemos aqui passa por nomes e rostos desconhecidos, mas muito reais. Temos um memorial vivo da memória candanga entre o núcleo bandeirante e a Candangolândia. Lá podemos ter um pouco da ideia de como foram as condições dos pioneiros que trabalharam no barro vermelho. Sim, histórias, nomes e rostos reais.

Da mesma forma, a palavra de Deus se dirigiu para determinadas pessoas, em determinados dias. Foi assim com Zorababel, no dia 18 de dezembro de 520 AC por intermédio do profeta Ageu.

Naquele dia, Deus falou duas vezes por intermédio de Ageu. A primeira vez, que é o quarto discurso, foi o texto que o pastor Kelvin pregou no domingo passado. Naquele mesmo dia, Deus falou de novo, agora para uma pessoa específica, chamada Zorobabel.

Deus deu uma mensagem a Zorobabel, algo que aconteceu no tempo e no espaço. A Bíblia não é conto de fadas ou ficção fantasiosa. Ela conta história real, tem tempo, espaço e propósitos específicos.

Você percebe no versículo 20: “A palavra do Senhor veio”. Em português precisamos desse verbo vir. Ela veio. Ela veio a existir. Ageu falou em nome de Deus, ele era um profeta e enquanto falava, Deus falava por intermédio dele. Suas palavras eram assim palavras de Deus.

Essas palavras foram escritas e passaram a fazer parte Escrituras que são capazes de nos tornar sábios para a salvação pela fé em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Este trecho contém promessas de ação futura de Deus. Eu farei, eu derrubarei, eu destruirei, eu tomarei, eu farei. Deus está dizendo vou agir. Essa repetição de ideias é como um martelo batendo num prego. Um refrão, uma repetição de ideias. Quando a Bíblia repete ideias, preste atenção. Essa palavra veio em um tempo de muitas dificuldades, de muita pressão, mas Deus disse que estava prestes a fazer algo.

Observe o v. 23. Ele faz uma referência àquele Dia. Este termo é algo bastante típico na linguagem dos profetas. Sim, os profetas olhavam não apenas para o presente, mas também para o futuro. Eles falavam sobre eventos futuros, o que às vezes chamamos de escatologia.

Às vezes, esse termo “naquele dia” apontava ainda para a história do AT. Daniel, por exemplo, fala "daquele dia" em que impérios presente e futuros, como o persa, grego e romano entrariam em colapso.

Em outras ocasiões, "naquele dia” é referência à futura vinda de Cristo para cumprir as profecias messiânicas ligadas ao nascimento, vida, morte, ressurreição e ascensão do nosso Salvador que inaugurou a nova aliança, substituído o velho pelo novo. A Lei veio por Moisés, mas graça e verdade vieram por Jesus Cristo.

Em outros momentos, “naquele dia”, é uma referência ainda mais distante, ligada ao fim dos tempos, ao tempo do juízo, ao dia da retribuição, Dia do Senhor, dia de julgamento, da separação entre justificados e injustos, ao dia em que veremos novos céus e nova terra e em que vivenciaremos todas as promessas de Deus.

Esse dia está chegando, e a mensagem final desse trecho de Ageu trata desse tema. Deus comunica nesse discurso duas ideias centrais. A primeira é que ele derrubará reinos terrenos e Ele abalará os céus e a Terra. Lembram do v. 6 e 7, deste mesmo capítulo?

6 — Pois assim diz o Senhor dos Exércitos: Daqui a pouco, mais uma vez eu farei tremer o céu, a terra, o mar e a terra seca.  7Farei tremer todas as nações, e serão trazidas as coisas preciosas de todas as nações, e encherei este templo de glória, diz o Senhor dos Exércitos.

A interpretação que demos a esse trecho nada tinha de alegórica. Sim, Deus sacudiria as nações para que os recursos delas fossem trazidos para a reconstrução do templo. Nós vimos que isso aconteceu. Mas o trecho do v. 22 é diferente:

22 Derrubarei o trono dos reinos e destruirei a força dos reinos das nações. Destruirei os carros de guerra e os que andam neles; os cavalos morrerão e os seus cavaleiros matarão uns aos outros.

O contexto geopolítico aqui era dificílimo. As forças que se opunham a pequena nação em reconstrução eram gigantescas. Eles não tinham exército, carruagens, poder bélico algum. Eles eram apenas uma pequena nação sujeita ao império persa.

Nações se levantam contra o propósito que Deus tinha para aquele pequeno povo. Isso se parece com o que lemos em nosso tempo de oração no Salmo cap.2.

1 Por que se enfurecem as nações e os povos imaginam coisas vãs? 2Os reis da terra se levantam, e as autoridades conspiram contra o Senhor e contra o seu Ungido, dizendo: 3“Vamos romper os seus laços e sacudir de nós as suas algemas

Mas o Salmo prossegue falando da futura vinda do Messias, que Deus riria dos que conspiravam contra o Seu domínio. Eles maquinavam contra os propósitos eternos de Deus e seriam punidos por isso.

Há um contexto, nesta última profecia. O destinatário imediato dela é o governador, Zorobabel, o administrador daquele pequena nação cercada por inimigos e subjulgada pela Pérsia, depois Grécia e Roma.

Zorobabel era assim um oficial persa, um administrador nomeado por Dario para tomar conta de um pequeno pedaço do império que era cercado por inimigos poderosos. Deus estava dizendo para ele: "Vou abalar os céus e a terra e essas forças gigantescas irão desmoronar. A história está nas minhas mãos e eu vou levá-la a cabo. Fique tranquilo"

Pensem no nosso contexto ocidental. O mal parece bem ativo. Há um projeto antideus, uma agenda humanista cientificista que acredita com fé que a ciência é maior do que Deus, e não que a ciência é possível por causa de um Deus que ordena leis universais. Vivemos num tempo em que as pessoas estão em busca de seus prazeres egoístas impuros, tráfico de mulheres, redes de aliciamento, banalização da violência. Um tempo em que pessoas fraudam até jogos esportivos e suas apostas.

Parece que, mesmo com o aumento do número de evangélicos no Brasil, vivemos um tempo em que a essência do cristianismo e sua influência na sociedade, nas artes, na cultura, na moral, nos valores a serem preservados pela lei, no exercício da justiça por tribunais parecem caminhar para a extinção.

Perceba o que Ageu diz: O Dia está chegando. Ele não diz quando esse dia acontecerá, mas diz que é certo a sua vinda. Há um dia de acerto de contas com Deus, um dia em que os motins contra os propósitos de Deus cairão por terra.

A conotação geral desse Dia é algo sombrio, não alegre. Aqueles que se opuserem aos propósitos de Deus, à igreja de Cristo, aqueles que se empenham para destruir o que é piedoso, enfrentarão o juízo de Deus. Esse Dia está chegando. Céus e Terra serão abalados.

Essa mensagem é a mesma mensagem dada por Daniel, antes de Ageu. Ele profetizava contra a Babilônia e contra os impérios que a sucederiam em nos próximos 200, 300 e 400 anos seguintes. O Dia está chegando. Chegou para os persas, para os gregos e para os romanos.

A segunda metade da profecia de Daniel é a mesma mensagem pregada por Jesus no Sermão do Monte das Oliveiras em Marcos 13, Lucas 21 e Mateus 24 e 25: Lembram de Mt 24:6?

6 E vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras. Fiquem atentos e não se assustem, porque é necessário que isso aconteça, mas ainda não é o fim.

Ainda não será o fim, mas o fim último existe. Vivemos guerras e rumores de guerra e Jesus nos avisa para ficarmos alertas. Essa é a mesma mensagem dada pelo Apóstolo João na ilha de Patmos, quando o livro de Apocalipse foi escrito.

João enxerga a queda da Besta, do grande dragão vermelho, da Babilônia espiritual. Ele vê o conjunto de forças do mal que se levantam contra os propósitos de Deus sendo derrotados e vê no final o triunfo de Cristo. Sim, a mensagem final de Apocalipse é a vitória de Jesus.

Há um motim em curso no coração do homem desde o Eden. Um motim para ser Deus no lugar de Deus. Há uma ação deliberada e intencional de romper com o que é piedoso, romper com a relação de dependência de Deus. Não há nada de novo.

Em 1793, os revolucionários entraram na catedral de Notre Dame, retiraram a estátua da virgem Maria e colocaram uma estátua dedicada a deusa da razão. Ele ficou menos de um ano por lá. Napoleão percebeu que precisava da moral e da religião, por isso reestabeleceu a fé católica como uma fé oficial sob sua direção. Napoleão entendeu que sem os elementos básicos da moralidade contida nos 10 mandamentos haveria apenas caos e anarquia.

Há um livro ainda não traduzido do Albert Mohler, chamado de "The Gathering Storm", algo como a tempestade em formação, citação de um dos discursos de Churchill que foram ignorados na década de 30, onde ele alertava para os perigos da ascensão do nazismo e do totalitarismo.

Nesse livro, Mohler afirma que há uma tempestade se formando. Ele aponta para uma tempestade alimentada pelo crescente sectarismo, secularização, diluição dos padrões de moralidade sexual e de gênero, questões de poder e controle das mídias sociais, ativismo político judicial e outras forças se alinhando para declarar a fé como inimiga do homem.

Sim, estamos diante de um tempo de convulsão social e de fragilidade de grandes proporções e somos aparentemente indefesos contra essas grandes forças. Como lidar com isso? Que encorajamento precisamo?

Assim como Zorobabel, precisamos apenas de uma coisa: de fé. O que precisamos é de fé na pessoa correta, fé no único Deus, fé na Sua Palavra, nas suas promessas, nos propósitos e planos. É disso que precisamos. É isso que Deus diz a Zorobabel por intermédio de Ageu: As coisas podem parecer terríveis, descontroladas, seus esforços na reconstrução do templo são pífios, patéticos, mas estou contigo.

Sim, eles estavam em 520 AC e levariam ainda quatro a cinco anos para levantar o templo que não seria nem sombra do que fora o templo de Salomão. As coisas pareciam sombrias, mas ele foi desafiado a crer que aquele dia iria chegar. O Dia do acerto de contas.

Creia nisso. Creia que Deus tem tudo sobre controle. Creia que, apesar das circunstâncias, podemos nos guiar pela fé, não pelo que vemos. Você crê nisso?

Precisamos olhar para o presente à luz do futuro e não o contrário. Se olharmos para o futuro pela luz do presente, ficaremos desanimados e nossa fé será abalada pelas evidências da vitória do mal. Mas se olharmos para o futuro que Deus planejou e já revelou, se olharmos para o futuro que foi profetizado diversas vezes, teremos esperança.

Um dos aspectos que diferenciam o cristianismo de outras explicações do mundo é que o cristianismo afirma que a história é linear e não cíclica. A história caminha para um fim, um propósito, uma direção, um escathon. A história caminha para a redenção completa dos justificados e para a destruição eterna do mal. Sim, a besta, o falso profeta e a Babilônia, referidas por João no Apocalipse, serão julgadas e Jesus reinará eternamente.

Estar ao lado de Cristo é estar do lado vitorioso. Quando estamos com Cristo, somos mais do que vencedores. Isso não é apenas um clichê gospel. Essa é a verdade. Não é interessante que os clichês são normalmente verdadeiros? Essa é a primeira ideia central. Quem se opõe ao reinado de Deus será destruído.

A segunda ideia é mais específica para Zorobabel. Deus quer encorajar aquele homem e diz, no v. 23:

23 Naquele dia, diz o Senhor dos Exércitos, tomarei você, Zorobabel, filho de Salatiel, você que é meu servo, diz o Senhor, e farei de você um anel de selar, porque eu o escolhi”, diz o Senhor dos Exércitos.

Um anel de selar era um item que os governantes usavam para assinar documentos oficiais. Eles eram serviam para provar a autoridade e a veracidade de algum documento. Um pingo de cera era colocado sobre o documento e então, com o anel de selar, o governante colocava sua marca e atestava que aquilo deveria ser cumprido.

Deus estava afirmando para Zorobabel que ele receberia autoridade delegada por Deus. Ele era um governador colocado ali pelo rei Dario, uma espécie de cargo de confiança do imperador Dario. Ele governa sobre uma província desmilitarizada e pobre, um nada comparado ao poderio persa.

Mas Deus estava dizendo para ele: “Você pode ser pequeno aos olhos do mundo, mas tenho um lugar especial para você. Eu tenho planos a respeito de você. Eu escolhi você”.

Não é assim que Deus age? Ele escolhe as coisas pequenas do mundo para envergonhar as grandes, as coisas loucas do mundo para envergonhar as sábias. Ele pega as coisas que o mundo considera triviais e desprezíveis e as coloca em posição de destaque. É assim que Deus age.

Quem foi Zorobabel? Seu nome significa gerado na Babilônia. Ruim, né? Mas ele também era neto do último rei oficial de Judá antes do exílio. Seu avô, Jeoaquim, foi um rei mal e recebeu uma sentença divina: vejamos Jr. 22:24-25:

24 — Tão certo como eu vivo, diz o Senhor, ainda que Jeconias, filho de Jeoaquim, rei de Judá, fosse o anel de selar na minha mão direita, eu dali o arrancaria. 25Vou entregá-lo, ó rei, nas mãos dos que procuram tirar a sua vida e nas mãos daqueles a quem você teme, a saber, nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, e nas mãos dos caldeus.

Zorobabel conhecia a profecia contra o rei de Judá, seu avô. Ele deve ter lido a profecia de jeremias dada antes do exílio babilônico. Por que isso importa? Bem, Deus fez uma promessa a Davi de que um dos seus descendentes iria governar para sempre sobre o trono de Judá.

A aliança davídica foi estabelecida em 2 Samuel 7. Mas o que aconteceria com essa promessa de Deus após o exílio? Quando Deus disse que a Jeoiaquim: “Vou arrancar meu anel de selar de suas mãos e darei a Nabucodonozor” o que foi feito dessa promessa?

Deus lembra a Zorobabel que Ele não havia se esquecido da promessa: Você será meu anel de selar. Zorobabel é da linhagem de Davi e talvez não conseguisse enxergar a honra que estava reservada a ele. Afinal, ele era apenas um governador nomeado por um rei estrangeiro, não um rei de verdade. Mas Deus tinha um plano especial para ele: vejamos Mateus 1:12;16

12 Depois do exílio na Babilônia, Jeconias gerou Salatiel; e Salatiel gerou Zorobabel;....  6E Jacó gerou José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo.

Agora, Lucas 3:23;27

23 Ora, Jesus tinha cerca de trinta anos quando começou o seu ministério. Era, conforme se pensava, filho de José, filho de Eli,

27 filho de Joanã, filho de Resa, filho de Zorobabel, filho de Salatiel, filho de Neri,

Nós sabemos que há diferenças nas duas listagens de genealogias. Essa diferença pode ser explicada por ser a uma linhagem de José e a outra a linhagem de Maria. O ponto de conexão entre elas é Zorobabel.

Zorobabel pode ser irrelevante para as nações vizinhas, um pontinho interessante para a Pérsia. Mas para Deus ele era como um anel de selar. Um instrumento de Deus.

Zorobabel é abençoado de forma extraordinária, de uma maneira que ele nem poderia descrever ou imaginar. Para Deus, Zorobabel era especial, um escolhido, como lemos no v. 23.

Ao estudar Ageu vimos um tema repetido: a providência de Deus sobre a história. Deus age na história real, que tem nome de gente, de governadores e reis, de sacerdotes, de povo fiel ou infiel.

Ageu é como Romanos 8:28 que afirma que todas as coisas cooperam para o bem do povo de Deus. Podemos estar cercados por um mal avassalador, forças que não temos ideia de como poderiam ser enfrentadas, mas Deus diz: "Isso é parte do meu plano, do meu propósito. Os tempos podem ser maus, tempos de provação, mas estou no controle de tudo."

Se você tirar a doutrina da soberania de Deus, sabe o que resta? Apólices de seguro, confusão, hostilidade, ódio, morte, doença. Um mundo em desordem, sem explicação, sugado pelo vórtice de um redemoinho satânico.

Vendavais castigaram o Sul do nosso País nesta semana. Você já viu algum documentário sobre furacões? Como eles se formam? Você já viu milhões de litros dágua sendo sugados do mar para a atmosfera? Há tanta força e poder nestas manifestações climáticas.

Dentro dos furacões, contudo, há um lugar de paz. Bem no centro deles. Nós chamamos de olho do furacão. Tudo é calmo, não importa o que esteja acontece no mundo que gira em seu redor. Dentro há certeza e paz, há calma e segurança.

A fé nos transporta para esse lugar de paz e de segurança, de certeza e de paz. É o lugar onde nossa alma descansa e entende que há propósito e verdade e que eles serão vitoriosos. “Zorobabel, eu tenho um propósito para você. Há um propósito em sua vida."

É triste encontrar pessoas sem destino ou razão de viver. Gente que não tem ideia do motivo de terem sido criados, gente que não entende o que é chamado a fazer e que está sendo tragada para uma desesperança suicida. Essa ausência de objetivo é uma das coisas mais difíceis de imaginar e experimentar. Mas Deus disse a Zorobabel: "Eu tenho um plano, um propósito para você”.

Muitas vezes, esse mesmo Deus diz a pessoas comuns como nós que Ele também tem propósito e plano para nossas vidas. Nós somos desafiados a crer nisso e viver esse chamado. Somos convidados a caminhar com Ele, a ter comunhão com Ele. A ser guiados por Ele em meio a dias difíceis e maus. Somos chamados a confiar até aquele dia.

Nessa caminhada, as manchetes, as urnas, os diagnósticos, as traições, os aplicativos, as mensagens nos levam a crer que já estamos no fundo do poço até que venham notícias ainda piores. Parece que estamos cercados por inventores de males e, pior, muitas vezes, nós mesmos nos afundamos em escolhas erradas.

Temos tudo para crer que estamos de mal a pior, mas a mensagem de Ageu para Zorobabel é a mesma que Deus tem para nós: confiem na majestade e na soberania de Deus. O Dia do acerto de contas está próximo e o lugar certo para estar é do lado direito de Deus, cobertos pelo sangue de Cristo.

Que Deus nos conceda essa fé que aponta para Cristo, o verdadeira raiz de Davi, o Filho do Homem que venceu a morte e que irá julgar a todos, vivos e mortos.

Resumo de Ageu:

A pregação da palavra é insubstituível.

A casa de Deus merece o melhor

A casa de Deus merece nossa prioridade

A maior glória da casa de Deus é ser habitada pelo Deus da glória

A história tem seu clímax na vitória de Cristo.