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Atos 3:11-26 - O Autor da Vida Morreu por Nós

03 de janeiro de 202611 min de leitura

Atos 3:11-26 - O Autor da Vida Morreu por Nós

Série: Ao Redor da Cruz.

**Sermão 1 –**O Autor da Vida morreu por nós. Atos 3:11–26.

versículo chave: 19Portanto, arrependam-se e se convertam, para que sejam cancelados os seus pecados,

Queridos irmãos e irmãs, ano novo, novo horário, nova série de mensagens. Estamos animados para ver o que Deus vai permitir acontecer conosco em sua Graça, misericórdia e bondade para conosco.

Nossa nova série é baseada no livro Personagens ao Redor da Cruz, de Tom Houston. Ao longo das próximas semanas, vamos olhar para os personagens que estiveram perto da cruz — gente como Barrabas, Judas, Pedro, líderes religiosos, Pilatos. As reações dessas pessoas à Cruz e ao Cristo diferem. Uns amaram nossos Senhor, outros O desprezaram. Pessoas ficaram indiferentes e outras foram profundamente transformados. Minha oração é que sejam transformados pela Palavra de Deus nessa jornada.

Antes de avançarmos para esses sermões que nos acompanharam até a Páscoa, precisamos pensar em perguntas mais básicas. Quem estava naquela cruz? Por que ele morreu?

E talvez a mais importante: O que isso tem a ver comigo e com você?

Para isso, vamos a um texto que não está nos Evangelhos, mas em Atos 3. Um texto que nos mostra como os apóstolos, no caso Pedro, entendiam o que aconteceu na morte de Jesus e na sua ressureição e as consequências disso. O texto mostra que a cruz é muito mais do que apenas um símbolo religioso, ela é o próprio coração da fé cristã.

No começo do cap. 3, Pedro e João curam um homem paralítico à porta do templo. A multidão fica perplexa e se junta para tentar entender o que estava acontecendo. Pedro, então, cheio do Espírito Santo, aproveita a oportunidade para conectar aquele milagre com Jesus, sua morte e ressurreição. Ele aponta para Jesus e diz algo que é maravilhoso e chocante ao mesmo tempo: no v. 15: “Vocês mataram o Autor da vida.”

Essa frase é o coração da nossa mensagem hoje.

**O Autor da vida foi morto por nós.**Mas Deus o ressuscitou.

E agora cada um de nós é chamado a responder à Cruz com fé, arrependimento e esperança.

Vamos caminhar por esse texto juntos e observar quatro verdades expositivas que Pedro apresenta. Cada uma delas nos leva a olhar novamente para a cruz e a nos perguntarmos: qual é a minha resposta?

Ao explicar o milagre que havia acabado de acontecer, Pedro não perde tempo em apontar para Jesus. Ele começa sua pregação com coragem, e nos revela a primeira grande verdade que precisamos entender sobre a cruz.

O Autor da Vida foi rejeitado e morto (vv.11–15)

11 Enquanto aquele homem ainda se mantinha ao lado de Pedro e João, todo o povo, perplexo, correu para junto deles no pórtico chamado de Salomão. 12Quando Pedro viu isso, dirigiu-se ao povo, dizendo: — Israelitas, por que vocês estão admirados com isto ou por que estão com os olhos fixos em nós como se pelo nosso próprio poder ou piedade tivéssemos feito este homem andar? 13O Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, o Deus dos nossos pais, glorificou o seu Servo Jesus, a quem vocês traíram e negaram diante de Pilatos, quando este já havia decidido soltá-lo. 14Vocês negaram o Santo e o Justo e pediram que fosse solto um assassino. 15Vocês mataram o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas.

Pedro começa o seu sermão num tom direto e corajoso. “Nós não somos ninguém, não temos poder em nós e nossa piedade não é a resposta para esse milagre. Ele tem a ver com Jesus. Aquém vocês entregaram e negaram diante de Pilatos... Vocês pediram a libertação de um assassino... e mataram o Autor da vida.” (v.13-15)

Pedro não economiza. Ele não diz: “puxa, vocês cometeram um deslize, um descuido. Que pena”. Não, Pedro diz com todas as letras: “vocês negaram o Santo, o Justo e mataram o Autor da vida.”

Quem é esse “Autor da vida”? É aquele que criou todas as coisas. João 1 diz que por meio dele todas as coisas foram feitas e sem Ele, nada do que foi feito se fez. Ele é a fonte, o princípio, o doador da vida. Pedro diz: vocês mataram essa pessoa. Mas isso não se limita aos judeus do primeiro século. Não é algo apenas do passado. Nós também temos parte nisso. É sobre nós, também.

O pecado que levou Jesus à cruz não se limita ao pecado de Jerusalém ou apenas dos judeus. O que leva Jesus à cruz é o pecado da humanidade. Foi o seu e o meu pecado.

O evangelho é cheio de paradoxos, de coisas que nos deixam maravilhados. Aqui vemos que o O Doador da vida morre por intermédio das mãos daqueles a quem Ele veio salvar.

Isso nos leva a alguns pensamentos. Quem ainda não crê, precisa reconhecer que está resistindo a Deus. Todos nós já fizemos ou fazemos isso. Todos nós rejeitamos o Senhor em algum momento. A cruz revela que o nosso pecado é mais sério do que imaginávamos — mas também que o amor de Deus é mais profundo do que jamais poderíamos sonhar.

Quem já crê precisa lembrar que a cruz não é apenas uma decoração religiosa. A cruz nos lembra sempre que alguém santo morreu em nosso lugar e isso nos chama à humildade, à gratidão e à santidade.

E como igreja? O que devemos fazer diante da verdade que nossos pecados mataram o autor da vida? Nós devemos pregar com clareza: Ele morreu por nós e ressuscitou por nós. Esse é o evangelho. Que a nossa mensagem não seja diluída. Ela precisa ser cristocêntrica, honesta e cheia de graça.

Mas Pedro não para por aí. Ele continua seu sermão nos lembrando que tudo isso — inclusive a morte de Jesus — não foi acidental. Agora, ele nos mostra que a cruz não foi um erro trágico, mas o plano eterno de Deus.

A morte de Jesus cumpriu o plano de Deus (vv.16–18)

Pedro continua dizendo:

16 Pela fé no nome de Jesus é que esse mesmo nome fortaleceu a este homem que vocês estão vendo e bem conhecem. Sim, a fé que vem por meio de Jesus deu a este homem saúde perfeita na presença de todos vocês. 17— E agora, irmãos, eu sei que vocês fizeram isso por ignorância, como também as suas autoridades o fizeram. 18Mas Deus, assim, cumpriu o que tinha anunciado anteriormente pela boca de todos os profetas: que o seu Cristo havia de padecer.

A morte de Jesus não foi um acidente. Foi o plano de Deus desde o princípio. Desde o Éden, passando por Moisés, por Isaías, por Davi, os profetas anunciaram que o Messias sofreria. Pedro está dizendo: tudo aconteceu como estava escrito. A cruz não pegou Deus de surpresa. A cruz foi a agenda de salvação de Deus.

E Pedro aponta para o milagre que tinha acabado de acontecer — a cura do paralítico — como um sinal de que a vida ainda está fluindo do nome de Jesus. Pela fé no nome dele, vidas são restauradas.

Pense nisso, um coxo de nascimento é curado pela fé no nome de Jesus. Deus pode reverter situações impossíveis para a capacidade humana. A fé que cura, segundo Pedro, opera agora por meio de Jesus. Os milagres devem apontar para Jesus para serem milagres que glorificam a Deus. Cuidado com milagres que apontam para caminhos diferentes. Mas milagres fazem parte do andar com Jesus.

Se você ainda não crê, pense nisso. A cruz é a prova que Deus se importa conosco. Ele tinha um plano para nos resgatar que envolvia entregar Seu único Filho. Um plano de resgate que foi anunciado pela boca de profetas. Deus não abandonou o homem à própria sorte e a perdição eterna. Deus não abandonou o mundo. Ele interveio. E hoje pode ser o dia de entender e responder a esse convite de amor.

Quem crê pode obter consolo dessa verdade. Deus controlou todos os detalhes para que Jesus morresse na cruz. Se Ele controla isso, com profecias e cumprimentos, com morte e ressurreição, então confie que Deus controla os detalhes das nossas vidas também. Mesmo quando tudo parece perdido e confuso, nosso Deus tem um plano para nossa alegria e para a sua glória. Creia e descanse nisso. Jesus tem poder para curar e está conosco. Ele tem poder para restaurar vidas e relacionamentos.

Por fim, como igreja, devemos viver e pregar com confiança sobre as promessas de Deus. A Cruz é o sim de Deus para todas as suas promessas. Nossa confiança deve estar apenas na fidelidade do Pai revelada na Cruz. Nossa confiança não pode pairar sobre nossos dons, capacidade de gestão, recursos humanos ou financeiros. Nosso descanso está em Deus.

E se a morte de Jesus faz parte do plano soberano de Deus, Pedro deixa claro que ela não pode ser recebida com indiferença. Agora ele se volta diretamente à multidão e mostra que a cruz exige uma resposta pessoal e imediata.

A cruz exige uma resposta: arrependam-se e creiam (19–21)

Pedro agora se volta à multidão e diz:

19 Portanto, arrependam-se e se convertam, para que sejam cancelados os seus pecados, 20a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que ele envie o Cristo, que já foi designado para vocês, a saber, Jesus, 21ao qual é necessário que o céu receba até os tempos da restauração de todas as coisas, de que Deus falou por boca dos seus santos profetas desde a antiguidade.

“Arrependam-se, pois, e convertam-se, para que os seus pecados sejam cancelados.” (v.19) esse é o v. chave do hoje.

A cruz não é apenas uma revelação da nossa culpa. Ela é também um convite à reconciliação. Pedro mostra que a resposta certa à cruz é arrependimento e conversão.

E o resultado? Pecados cancelados; Tempos de refrigério; certeza da volta de Jesus e a promessa da restauração de todas as coisas. Ou seja, a cruz traz salvação hoje e esperança futura.

Tudo começa com uma nova vida que compreende seu pecado e que compreende o amor de Deus. Arrependimento e conversão inauguram uma nova vida que é cheia da companhia de Deus e de esperança sobre o futuro.

Se você ainda não crê, saiba que a cruz exige uma resposta. A cruz não é mera contemplação ou admiração. É preciso aceitar sua mensagem. É preciso concordar que o autor da vida morreu em seu lugar. É preciso admissão de culpa, arrependimento, mudança de mente, de rumo, mudança de senhor, deixar de ser senhor da própria vida para ter Jesus reinando. Isso pode acontecer hoje. Agora. Ore aí e peça o perdão de Deus em Cristo. Depois venha conversar comigo no intervalo.

Quem já crê, precisa lembrar que o arrependimento não é apenas uma etapa, é um estilo de vida. Em que área da sua vida Deus está te chamando ao arrependimento?

E como igreja, qual o nosso desafio? Ser uma igreja fiel ao evangelho que tem chama as pessoas com coragem ao arrependimento e recebe com alegria aqueles que voltam.

Mas o que acontece se essa resposta não for dada? Pedro encerra sua pregação com uma advertência séria e, ao mesmo tempo, com uma reafirmação cheia de esperança. A cruz não deixa espaço para neutralidade.

Rejeitar a cruz é rejeitar a salvação (vv.22–26)

22 Porque Moisés disse: “O Senhor Deus fará com que, do meio dos irmãos de vocês, se levante um profeta semelhante a mim; a esse vocês ouvirão em tudo o que ele lhes disser. 23Quem não der ouvidos a esse profeta será exterminado do meio do povo.” 24— E todos os profetas, a começar com Samuel, assim como todos os que falaram depois dele, também anunciaram estes dias. 25Vocês são os filhos dos profetas e da aliança que Deus estabeleceu com os pais de vocês, dizendo a Abraão: “Na sua descendência, serão abençoadas todas as nações da terra.” 26— Tendo Deus ressuscitado o seu Servo, enviou-o primeiramente a vocês para abençoá-los, no sentido de que cada um abandone as suas maldades.

Pedro termina citando Moisés, dizendo: “Toda alma que não ouvir esse profeta será exterminada.” (v.23) Ou seja: ignorar Jesus não é neutro. É fatal. Não cometa esse erro.

Jesus é o cumprimento final das profecias. Pedro ensina que os profetas apontavam para Jesus. Ele é o Servo prometido. E esse servo foi ressuscitado e enviado aquelas pessoas e a nós para que abandonemos a maldade.

A cruz é amor, mas é justiça. Ela é esperança, mas também é urgência. Todos terão de responder a ela.

Se você não crê, saiba que rejeitar Jesus é rejeitar o único caminho de salvação. Não ignore essa mensagem. Ela é vida ou morte. Essa benção é oferecida a você, simplesmente a receba.

Quem já crê deve continuar a seguir Jesus. Ele é a Palavra. Ele nã apenas salva, Ele guia. Ele está vivo e fala por intermédio de Sua Palavra. Encontre prazer em ter a companhia de Jesus por intermédio da Palavra.

E como igreja, devemos pregar todo o conselho de Deus. Que amemos a cruz o suficiente para chamar as pessoas a se renderem a Cristo, para o bem da alma delas, para a glória de Deus e para nossa alegria.

Pedro termina sua pregação com apelo e isso nos ensina que a mensagem da cruz não termina com informação, mas com um convite à transformação. E nós não podemos terminar de outra forma. Somos chamados ao arrependimento, à fé e à esperança. A cruz não é opcional. Ela exige uma resposta.

Se você está aqui no primeiro domingo do ano sem ainda ter encontrado Jesus, o chamado é para se arrepender e começar uma nova vida. O Autor da vida morreu por você.

Os crentes são chamados a voltar ao evangelho. Viver em arrependimento e missão. A cruz não é uma lembrança, é um alicerce.

E como igreja, que sejamos marcados pela cruz, unidos pela cruz e guiados pela cruz. Que nossas conversas, nosso louvor, nossos discipulados, nossa comunhão no cafezinho exalem o Cristo crucificado e ressurreto. Jesus foi enviado para abençoar. Receba a benção do arrependimento, da fé e da vida abundante.