Gálatas 1:6-10 - O Apóstolo Surpreso: Não Há Outro Evangelho
04 de março de 2023 • 15 min de leitura

Quando pensamos em alguém que começou muito bem e terminou muito mal, lembramos do Rei Salomão. Ele teve riquezas e sabedoria indescritíveis, usufruiu de paz e de admiração de outros povos. Contudo, seu fim foi descrito assim, em I Rs 11:4-6.
4 Sendo já velho, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses, e o coração dele não era fiel ao Senhor, seu Deus, como havia sido fiel o coração de Davi, seu pai. Salomão seguiu Astarote, deusa dos sidônios, e Milcom, abominação dos amonitas. 6Assim, Salomão fez o que era mau aos olhos do Senhor e não perseverou em seguir o Senhor, como Davi, seu pai, havia feito.
Piper, sobre essa passagem, advertiu pastores recém-formados: “Irmãos, terminem bem! Terminem bem! Sigam no caminho e terminem bem!”. Parece que precisamos ficar alertas para permanecermos fiéis ao Deus que nos chamou na graça de nosso Senhor Jesus.
Obviamente Paulo aconselhou os crentes da Galácia da mesma forma, antes de partir. Ele sabia que teria que continuar sua viagem e fez questão de adverti-los para não abandonar o primeiro amor ou flertar com qualquer outro “evangelho” (cf. vv. 6-9).
Certamente seu apelo antes de viajar foi: Terminem bem, continuem! Imagine, então, o choque de Paulo ao saber que os gálatas estavam se afastando daquele que os chamou pela sua graça (1:6).
Paulo era um homem experimentado, mas parecia não estar preparado para aquele desgosto. O relato de Atos mostra como Paulo plantou aquelas igrejas com sangue, suor e lágrimas. (cf. Atos 13:13—14:23), mas agora ele ouviu que alguns estavam abandonando o evangelho da graça por obras, que estavam naufragando na fé!
Ao contrário de Salomão, no entanto, os gálatas não foram seduzidos por esposas estrangeiras, mas por falsos mestres. O resultado, contudo, foi o mesmo. Os corações deles já não estavam fieis ao Senhor e começavam a flertar com deuses e ensinos heréticos. Paulo escreve essa carta com o coração sangrando.
Paulo foi surpreendido pela situação. Ele diz:
6 Estou muito surpreso em ver que vocês estão passando tão depressa daquele que os chamou na graça de Cristo para outro evangelho,
Paulo mal conseguia acreditar que a incredulidade estava fermentando no coração deles. Suspeito que a maioria de nós conheceu alguém à beira da apostasia. Talvez você esteja perto dela. A apostasia pode atingir qualquer pessoa que tenha uma má compreensão do evangelho. Seria completamente arrogante afirmar que isso não poderia acontecer conosco por algum mérito nosso. Quem está excessivamente confiante, deve lembrar do que Paulo diz em 1 Co. 10:12: “Aquele que pensa estar em pé, veja que não caia”. Nessa perspectiva, apostasia é uma possibilidade para todos.
Apostasia é uma tragédia, mas o que significa apostatar? Apostasia significa desertar. Quando abandonamos o que amávamos ou nos afastamos do que antes dizíamos valorizar, cometemos apostasia.
Apostatar, no sentido da fé cristã, é ter declarado um dia ter abraçado a fé cristã e depois rejeitá-la. Isso acontece todos os dias. Estudos mostram que muitos jovens cristãos abandonam a fé durante a faculdade e uma minoria retorna após terem filhos.
Mesmo criados em lares cristãos, tendo frequentado a igreja, muitos até batizados, muitos abandonam a fé. Sabe o que é pior, muitos nunca retornam. Como respondemos à notícia de alguém abandonou a fé? Isso nos entristece profundamente? Ficamos surpresos e feridos como Paulo?
A apostasia deve nos entristecer profundamente. Pois o que poderia ser mais triste do que alguém abandonar a verdade do triunfo do evangelho em sua própria vida? A apostasia é uma tragédia de cortar o coração! Paulo fica surpreso e decepcionado com essa tragédia.
A apostasia é trágica porque ela é o abandono do evangelho. Aqueles que apostatam normalmente não enxergam assim. Eles acham que estão aprimorando e não abandonando o evangelho. Os Gálatas não pensavam estar abandonando o evangelho ao adicionar ritos judaicos como fonte de justificação.
Mas isso, diz Paulo, é precisamente o que acontece quando você acrescenta algo ao evangelho. Você tem outro evangelho, não o de Jesus. A equação do evangelho é esta: Jesus + qualquer coisa = nada! É por isso que Paulo não acusa os gálatas de acrescentar algo ao evangelho, mas de se voltarem para “um outro evangelho” (1:6).
Quando apostatamos, abandonamos a graça. É isso que torna a situação dos gálatas tão triste: eles haviam sido chamados por Deus “pela graça de Cristo” (1:6). Mas agora eles estão passando depressa da graça para um nova escravidão (cf. 4:9; 5:1).
4:9 Mas agora que vocês conhecem a Deus, ou melhor, agora que vocês são conhecidos por Deus, como é que estão voltando outra vez aos rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo querem servir como escravos?
5:1 Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Por isso, permaneçam firmes e não se submetam, de novo, a jugo de escravidão.
Mas a verdadeira tragédia da apostasia é esta: abandonamos a Deus. Apostar é abandonar o Deus vivo por um ídolo morto, um bezerro de ouro de nossa própria fabricação. Quem adiciona algo ao evangelho abandona o próprio Deus que derramou sua ira sobre Jesus.
Lembram dos israelitas aos pés do Monte Sinai? É muito notável que a situação de Paulo com os Gálatas se assemelha com o que os israelitas fizeram depois que Moisés foi para o monte. Como o antigo Israel, seus convertidos estão “passando de pressa (1:6) daquele que os chamou. Vejamos Ex. 32:1-4, 7 e 8.
1 O povo viu que Moisés demorava para descer do monte. Então reuniu-se em volta de Arão e lhe disse: — Levante-se, faça para nós deuses que vão adiante de nós; pois, quanto a este Moisés, o homem que nos tirou do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu. 2Arão respondeu: — Tirem as argolas de ouro das orelhas de suas mulheres, de seus filhos e de suas filhas e tragam para mim.
3 Então todo o povo tirou das orelhas as argolas e as trouxe a Arão. 4Este, recebendo-as das mãos deles, trabalhou o ouro com buril e fez dele um bezerro de metal fundido. Então disseram: — São estes, ó Israel, os seus deuses, que tiraram você da terra do Egito.
7 Então o Senhor disse a Moisés: — Vá, desça; porque o seu povo, o povo que você tirou do Egito, se corrompeu 8e depressa se desviou do caminho que eu lhe havia ordenado; fez para si um bezerro de metal fundido, o adorou e lhe ofereceu sacrifícios, dizendo: “São estes, ó Israel, os seus deuses, que tiraram você da terra do Egito.”
Paulo, como Moisés, confronta a apostasia. Os gálatas, como os israelitas, estavam abandonando o Deus que havia libertado da escravidão do pecado pela graça e estavam se voltando para um evangelho diferente, que é um ídolo sem vida que não pode salvar.
Eles acham que estão melhorando o evangelho, mas os gálatas estavam forjando um bezerro de ouro na fornalha da incredulidade. Esta é a verdadeira tragédia da apostasia: alguns tentam melhorar o evangelho, mas ao final descobrem que estão apenas com um ídolo feito por mãos humanas.
**Dores na alma e verdade distorcida.**Ora, se isso é tão sério, por que pessoas caem nisso? Pq alguém abandona a fé cristã? Por que alguém em sã consciência trocaria a graça por nada, trocaria o evangelho por algo que não é evangelho? Geralmente é a combinação de dois fatores: dores na alma em conjunto com uma distorção da verdade num coração que não foi de fato transformado pela graça.
Primeiro experimentamos uma crise pessoal, dificuldade, tragédia ou perda. E, em segundo lugar, encontramos com alguma perversão sutil da verdade da Escritura, uma leve distorção da graça de Deus no evangelho.
Observe o que Paulo diz sobre os gálatas: eles estavam abandonando o evangelho 7o qual, na verdade, não é outro. Porém, há alguns que estão perturbando vocês e querem perverter o evangelho de Cristo.
Os gálatas estavam sob ataque, estavam perturbardos por falsos mestres, pessoas estavam perturbando a alma com ataques contra a suficiência da fé, com cobranças por obras, talvez por resultados, e ao mesmo tempo eles expunham um falso evangelho, a uma distorção da verdade.
Esta é a fonte gêmea da apostasia na vida de quem acha que é cristã, sem de fato ser: problemas na alma (coração, sentimentos) e o encontro com uma a verdade distorcida. Problemas da alma nos deixam vulneráveis à mentira.
Quando sofremos, ou ficamos amedrontados, desanimados ou desiludidos, muitas vezes ficamos mais propensos a buscar algo além do evangelho que recebemos. O evangelho parece inadequado, parece ralo. Pensamos que Jesus foi suficiente por um tempo, mas dadas as circunstâncias, não seria a hora de buscar algo a mais, algo diferente?
Pense na Camila. Filha única que vê sua mãe doente ser abandonada pelo pai. Ela fica arrasada, mas também desiludida com a atitude de seu pai, que tanta palestrinha deu sobre casamento e sobre a necessidade de ir à igreja, mas que negou o valor do casamento e da autonegação.
Camila ia a igreja e chegou a se batizar quando adolescente. Ela imaginava que a dita fé dos pais era sua também. Agora ela assumiu os cuidados com sua mãe e concilia isso com trabalho e faculdade. Ela foi jogada numa espiral de tristeza e raiva; e passou experimentar uma crise na alma inédita. Ela deixou de ir a igreja alegando mero cansaço.
Num trabalho de grupo da faculdade, ela conheceu um rapaz atencioso que, preocupado com ela, passou a falar sobre os benefícios de chás e da meditação. Os ensinamentos e a companhia do rapaz a tranquilizam. Ela passa a consumir coisas sobre meditação e chacras. Num certo momento, ela se sente confortável com a ideia de que o esoterismo pode ser mais confortante do que a fé hipócrita de seu pai.
A realidade é que ninguém acorda uma manhã e decide abandonar a fé cristã. Em vez disso, a apostasia acontece de forma mais sutil e lenta. Como diz João Calvino:
“O diabo às vezes usa questões aparentemente pequenas e sutis para nos distanciar do evangelho, sem que percebamos.”
É por isso que abandonar uma pretensa fé em Cristo pode tanto parecer algo que simplesmente aconteceu com você, como uma escolha que você fez. Apostasia, em outras palavras, como define Todd Wilson significa:
“lentamente abandonar a praia da fé para embarcar numa jangada de dúvidas, que será levada pelos ventos do desapontamento e pelas correntes do falso ensino”.
**Como evitar a apostasia?**Mas como podemos evitar estar à deriva na fé? Primeiro, devemos nos apegar tenazmente ao que nos foi ensinado. Tenacidade é o que Paulo pede aqui:
8 Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu pregue a vocês um evangelho diferente daquele que temos pregado, que esse seja anátema.
Paulo está dizendo, ignorem a mim, ignorem até um anjo que ensine algo diferente do evangelho. Paulo está pedindo que fiquemos firmes no evangelho. Spurgeon aconselha assim:
“Agarre-se firmemente com ambas as mãos; quando as mãos falharem, se agarrem pelos dentes; e se eles cederem, fiquem pendurados pelos cílios!
Não se perca do evangelho! Esse é o tipo de tenacidade que todos precisamos se quisermos manter o rumo e terminar a corrida.
Em segundo lugar, devemos deixar que a Escritura seja nossa autoridade final em questões de fé. Devemos deixar a Bíblia governar nossa vida. Ouça Martinho Lutero:
Esta rainha [a Bíblia] deve governar, e todos devem lhe obedecer e estar sujeitos a ela. O papa, Lutero, Agostinho, Paulo, um anjo do céu - esses não devem ser mestres, juízes ou árbitros, mas apenas testemunhas, discípulos e confessores das Escrituras. Nenhuma doutrina deve ser ensinada ou ouvida na igreja, exceto a pura Palavra de Deus. Caso contrário, que os mestres e ouvintes sejam amaldiçoados junto com sua doutrina.
Evitamos a apostasia, **em terceiro lugar, atendendo às advertências bíblicas.**Os gálatas deveriam ter feito isso, mas obviamente falharam em fazê-lo. Observe que Paulo os lembra do que já ouviram (9):
9 Como já dissemos, e agora repito, se alguém está pregando a vocês um evangelho diferente daquele que já receberam, que esse seja anátema.
Não gostamos de avisos. Parece que quem nos avisa está nos desprezando. Cuidado café quente queima. Pode deixar. Eu sei... Assim, nosso próprio orgulho e senso de autossuficiência resistem fortemente aos avisos, mesmo quando o aviso é necessário. Não gostamos de avisos, não gostamos dos alertas dos pais, dos professores, dos pastores, das irmãs ou até mesmo dos alertas bíblicos.
Mas a realidade é que avisos salvam vidas. Ninguém aqui mandou um email para o detran agradecendo por ensinarem: “atravessem na faixa!” Mas nenhum dos meus filhos morreu atropelado até agora. Avisos funcionam, mas só quando são atendidos.
Como cristãos, devemos atender às advertências das Escrituras para permanecer, como Jesus diz, na porta estreita e no caminho apertado porque eles conduzem à vida. (Mateus 7:14).
Como devemos responder à apostasia? com espanto e lamento. Como você se sente quando descobre que alguém abandonou a fé? É apenas um pouco pior do que seu jogador favorito trocar de time? É apenas um pouco pior do que a falência do seu restaurante favorito?
Quando alguém abandona a fé, isso deveria nos entristecer tanto quanto descobrimos que nosso melhor amigo abandonou seu cônjuge. Devemos ter um zelo piedoso, igual ao que Paulo sentia pelos coríntios, em 2 CO 11:2
2 Tenho zelo por vocês com um zelo que vem de Deus, pois eu preparei vocês para apresentá-los como virgem pura a um só esposo, que é Cristo.
Devemos lembrar, no entanto, que não é nossa responsabilidade individual declarar pessoas como apóstatas. Nossa responsabilidade individual é de sermos instruídos na Bíblia para sermos capazes de identificar falsos ensinos e encorajar outros a permanecerem fiéis ao evangelho. Cuidar uns dos outros estimulando na prática do bem.
A tarefa de reconhecer uma pessoa como apóstata não é individual, mas uma responsabilidade comunitária, no nosso caso liderada pela ação dos presbíteros, a quem foi confiada a tarefa de zelar pela fidelidade moral e teológica da igreja (cf. Tito 1:9).
Mas qual é nossa responsabilidade para com pessoas que estão em vias de abandonar a fé? Em Gálatas 6, Paulo exorta os gálatas, ou pelo menos alguns deles, a fazer pelos outros exatamente o que Paulo estava fazendo por eles. Depois de explicar o que estava acontecendo e como eles deveriam andar pelo Espírito, Paulo aplica a igreja as seguintes palavras (6:1)
1 Irmãos, se alguém for surpreendido em alguma falta, vocês, que são espirituais, restaurem essa pessoa com espírito de brandura. E que cada um tenha cuidado para que não seja também tentado.
É um chamado para buscar pessoas, para restaurar pessoas que foram surpreendidas em qualquer pecado, desde uma mentira até aqueles que estão a caminho da apostasia. É um chamado a implorar, a advertir e a apontar aquela pessoa de volta para Cristo e de volta para a graça.
**Como devemos tratar aqueles que ensinam o erro?**Paulo por duas vezes usa a palavra anátema, que significa: esteja sobre a maldição divina. Quem deliberadamente ensina o erro deve entender que cruzou uma linha perigosa. É necessário arrependimento urgente e completo, ou irá sofrer as consequências da oposição divina.
Há diversos exemplos de maldição divina no antigo testamento. O próprio Jesus amaldiçoou uma figueira e ela murchou em apenas um dia, simbolizando o que aconteceria com a nação de Israel por causa de sua falta de frutos de arrependimento.
A maldição neotestamentária para Paulo é a separação de Cristo, conforme Rm. 9:3. Quem ensina algo que é contrário a graça de Deus corre o risco de ser separado de Cristo, corre o risco de estar diante de Deus com esperança em suas próprias obras. Que grande tragédia aguarda essas pessoas. Que tragédia alguém viver para agradar os outros e não a Deus. Paulo, contudo, no v. 10 afirma:
10 Por acaso eu procuro, agora, o favor das pessoas ou o favor de Deus? Ou procuro agradar pessoas? Se ainda estivesse procurando agradar pessoas, eu não seria servo de Cristo.
Não é possível ser servo de Cristo, sendo escravo de homens. Paulo é acusado de baratear a Lei para conquistar adeptos. Mas Ele afirma que não é o caso. Ele não quer agradar judeus ou bajular gentios. Ele quer agradar a Deus. O evangelho exige isso de nós: o desejo de agradar apenas a Jesus, não o de ser aprovado pelos homens.
**Apostasia e a Fidelidade de Deus.**Como vimos, a apostasia é uma possibilidade real e terá consequências graves para quem a estimula e para quem se afasta da Cruz. Ela serve para revelar se alguém de fato creu em Jesus. Mas mais real do que o risco da apostasia é verdade da fidelidade de Deus.
O Novo Testamento mostra Pedro a um triz da apostasia. Pedro chegou a ser chamado de Satanás pelo Cristo por não entender a necessidade do sofrimento que viria sobre o Messias. Pedro negou Jesus 3 vezes e não se achava mais digno de ser um discípulo. Além disso, Pedro agiu com hipocrisia em Antioquia, texto que será trabalhado em Gl. 2.
No entanto, aqui está a boa notícia: Jesus Cristo o guardou! Pedro teria sido devorado se fora deixado à própria sorte, (cf. 1 Pedro 5:8). Pedro nunca foi abandonado. Jesus permaneceu ao seu lado, defendendo, protegendo, preservando. Lc 22:31-32
31 — Simão, Simão, eis que Satanás pediu para peneirar vocês como trigo! 32Eu, porém, orei por você, para que a sua fé não desfaleça. E você, quando voltar para mim, fortaleça os seus irmãos.
Deus Pai age assim com todos os seus filhos. Em I Pd. 1:5, lemos
que Deus nos guardará pelo seu poder, “mediante a fé, para a salvação preparada para ser revelada no último tempo”.
I Pd. 5:10 afirma:
10 E o Deus de toda a graça, que em Cristo os chamou à sua eterna glória, depois de vocês terem sofrido por um pouco, ele mesmo irá aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar vocês.
Isso acontece, conforme Judas 24, por que Deus é “poderoso para evitar que vocês tropecem e que pode apresentá-los irrepreensíveis diante da sua glória, com grande alegria,
1 Coríntios 1:8:
Ele também os confirmará até o fim, para que vocês sejam irrepreensíveis no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo.
Paulo também afirma, em Filipenses 1:6:
6 Estou certo de que aquele que começou boa obra em vocês há de completá-la até o Dia de Cristo Jesus.
I Ts. 5:24. “Fiel é aquele que vos chama; o qual também o fará”
Portanto, devemos nos apegar com firmeza ao que foi ensinado, observar os avisos das Escrituras e esperar com confiança em Jesus. Pois ele diz os seus discípulos: João 10:27-29
As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. 28Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. 29Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo, e da mão do Pai ninguém pode arrebatar