Pular para o conteúdo principal

Gálatas 2:1-21 - Libertos pela Fé

17 de março de 202316 min de leitura

Gálatas 2:1-21 - Libertos pela Fé

A principal verdade que vimos até aqui em Gálatas é que: “a alegria de Deus em nós não é baseada em nossa performance para ele”. Por um lado, isso é libertador; por outro, pode parecer frustrante. Quer dizer que não podemos fazer nada para agradar a Deus? A resposta dessa pergunta revela o segredo, num certo sentido, da vida cristã.

Embora não possamos merecer o favor de Deus, as Escrituras falam que podemos agradar a Deus. Em 2 Coríntios 5: 9, Paulo diz que seu objetivo é “agradar ao Senhor”, e ele afirma que os crentes devem ter o mesmo objetivo (1 Ts. 4:1). Mas se a alegria de Deus em nós não é baseada no que fazemos, como podemos agradá-Lo? Gálatas 2 traz três imagens que nos ajudam a responder a essa pergunta —dois exemplos da vida de Paulo e a explicação fundamental. (vv. 15-21).

Três Imagens Gálatas 2: 1-21 Legalismo (2: 1-10)

Nos versículos 1-10 vemos comportamentos corretos, mas crenças erradas. Houve uma discussão entre Paulo e alguns “falsos irmãos” (2: 4) sobre se Tito, um crente gentio, precisava ou não ser circuncidado. Vocês lembram que os judaizantes estavam afirmando que era necessário seguir a lei judaica, em especial a circuncisão, para ser salvo? Então se Tito fosse fosse obrigado a ser circuncidado, os judaizantes teriam obtido uma grande vitória ao acrescentar requisitos humanos à salvação.

Felizmente, Tito não foi obrigado a ser circuncidado, e os líderes da igreja – Pedro, Tiago e João – confirmaram Paulo como apóstolo, bem como o evangelho que ele pregava. (v. 9).

Num sermão anterior, definimos legalismo como agir com as próprias forças, seguindo as próprias regras, para tentar obter o favor de Deus. Os judaizantes defendiam coisas “boas”, a lei de Deus, mas com crenças erradas. É por isso que aqui, definimos legalismo como ter o comportamento correto, mas a crença errada.

A circuncisão era importante na vida judaica e toda a Lei de Deus é prevista no AT é boa. Mas mesmos as leis perfeitas de Deus podem se tornar ruins quando são acompanhadas pela crença de que, ao cumprir a lei, podemos merecer algo de Deus.

Em nossa realidade, há uma série de coisas que podemos enquadrar na categoria de legalismo: comportamento correto; crença errada: podemos elevar coisas como vida devocional, leitura bíblica, abstinências, frequência à igreja e a ajuda ao próximo, à categoria de requisito para obter o favor de Deus. Todas elas são boas, mas se as fizermos para ganhar o favor de Deus, nos tornamos legalistas.

Todos nós temos uma tendência legalista e achamos que podemos nos salvar sozinhos, que podemos obrigar Deus a ter misericórdia de nós por algo que fizermos. Essa mentalidade persiste mesmo após a conversão. As palavras de Paulo, portanto, devem servir de advertência aos cristãos professos. Devemos evitar esse tipo de legalismo.

Hipocrisia (2: 11-14)

A imagem dos versículos 11-14 é o outro lado da moeda do erro anterior. A hipocrisia é a crença correta com o comportamento errado. Este é um dos episódios mais tensos do NT. Paulo repreende Pedro publicamente. Vamos explicar rapidamente o contexto.

A igreja em Antioquia era composta em sua maioria por não judeus. Quando Pedro foi até lá, passou um tempo e comeu com eles. Isso era algo muito significativo para um Judeu. Durante séculos, os judeus foram conhecidos por suas leis e por se manterem afastados dos gentios.

Deus, no AT, estabeleceu regras alimentares e outras para impedir que os judeus se misturassem com gentios e fossem contaminados pela idolatria e imoralidade deles. Comer com gentios era mal-visto. Eles comiam coisas consideradas impuras. Comer com alguém é demonstrar aceitação e aprovação. Jesus foi criticado por comer com pessoas consideradas indignas. Mas algo aconteceu com Pedro em Atos 10 que mudou seu entendimento sobre os gentios.

Atos 10 conta como Cornélio foi salvo e como Deus essa situação para tratar Pedro. Cornélio tem uma visão e um anjo manda que ele chame Pedro para ir em sua casa. Enquanto isso, Pedro teve uma visão de que deveria comer comidas impuras. Quando Pedro questiona a visão, uma voz lhe disse: O que Deus considera puro, você não deve considerar impuro. Pedro ficou pensando nisso e alguém bateu em sua porta. Eram os homens enviados por Cornélio. Quando isso aconteceu, o Espírito disse a Pedro que ele deveria acompanhar aqueles homens.

Pedro foi e pregou o evangelho a Cornélio e sua família, e Atos 10: 44-48 nos conta o resultado:

44 Enquanto Pedro falava estas palavras, o Espírito Santo caiu sobre todos os que ouviam a mensagem. 45E os fiéis que eram da circuncisão, que tinham vindo com Pedro, admiraram-se, porque também sobre os gentios foi derramado o dom do Espírito Santo. 46Pois eles os ouviam falando em línguas e engrandecendo a Deus. Então Pedro disse: 47— Será que alguém poderia recusar a água e impedir que sejam batizados estes que, assim como nós, receberam o Espírito Santo? 48E ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então lhe pediram que permanecesse com eles por alguns dias.

Nem todos ficaram contentes com aquilo. No capítulo seguinte, Atos 11:2-3, vemos a reação dos que eram da circunscisão.

2 Quando Pedro voltou para Jerusalém, os que eram da circuncisão começaram a questioná-lo, dizendo: 3— Você entrou na casa de homens incircuncisos e comeu com eles.

Pedro preciou se explicar, dizendo que os gentios também creram no Senhor Jesus e receberam o dom do Espírito Santo - o mesmo que havia sido derramado sobre os crentes judeus. Atos 11:17-18

17 Pois, se Deus deu a eles o mesmo dom que tinha dado a nós quando cremos no Senhor Jesus, quem era eu para que pudesse resistir a Deus? 18Quando os demais ouviram isso, acalmaram-se e glorificaram a Deus, dizendo: — Então também aos gentios Deus concedeu o arrependimento para a vida!

Com esse contexto, o confronto entre Paulo e Pedro faz mais sentido. Gálatas 2:12 diz que Pedro costumava comer com os gentios, mas por temer os “da circuncisão”, deixou de comer com os gentios e se afastou deles. Pedro foi quem levou o evangelho para Antioquia em Atos 10! Foi lá que Barnabé começou a andar com Pedro e ajudou a plantar aquela igreja.

A atitude dúbia de Pedro poderia ser lida como algo que apontasse que os gentios não eram totalmente aceitos por Deus, algo gravíssimo. No v. 14, Paulo diz que eles não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho. Pedro tinha a crença certa, mas o comportamento errado, hipocrisia. Pedro conhecia e cria o evangelho, mas suas ações não refletiam o evangelho, então Paulo o confrontou.

Hoje, embora, não estejamos mais preocupados se judeus podem ou não comer com gentios, ou com alimentos puros ou impuros, temos muitas outras inconsistências. Muito do nosso estilo de vida esbanjador e autoindulgente não é compatível com a verdade do evangelho. Não se preocupar com os pobres é, no mínimo, uma hipocrisia.

Se afirmamos que Jesus veio pregar boas novas aos pobres e oprimidos, mas os ignoramos, vivemos em desacordo com o evangelho. Da mesma forma, se alguém crê em Jesus, mas vive em imoralidade sexual, vive em hipocrisia. Tudo isso deve ser confrontado biblicamente. Confrontar a hipocrisia não é legalismo. Mesmo que seja a hipocrisia de ap. Pedro, do Davi, do Fábio, da Lydia.

Gálatas nos lembra que é fácil desviar tanto para o legalismo, quanto para a hipocrisia. Por um lado, temos a tendência de acreditar que se fizermos coisas boas, Deus vai gostar mais de nós. Por outro lado, afirmamos crer no evangelho, mas vivemos como se não crêssemos, hipocrisia. Precisamos evitar esses dois erros, e somente a correta compreensão do evangelho pela Palavra pode nos ajudar.

Uma das questões que Paulo confrontava em Gálatas 2 foi o da divisão da igreja em camadas, judeus e gentios. Os judeus alegavam que eram mais aceitáveis diante de Deus porque obedeciam às Leis. Em Romanos 14 vemos o inverso, pessoas que obedeciam as leis eram desprezadas. Grupos podem se achar mais espirituais que os outros dentro de uma mesma igreja. Precisamos estar atentos para isso. Não há cidadãos de segunda classe no reino de Dues.

Em nosso meio podemos pensar que o pastor bom é o de tempo parcial e que o de tempo integral é parasita. Ou que o bom é o de tempo integral e que o de tempo parcial é mundano. Podemos pensar que os que vão para viagens missionárias são mais crentes do que os que ficam; que os que doam certa proporção de recursos são mais espirituais do que aqueles que não fazem, ou que aqueles que bebem com moderação são mais ou menos espirituais do que abstêmios. Há muitas maneiras de criar divisões desnecessárias.

Isso não significa que não devemos nos estimular as boas obras, frequencia na igreja ou a generosidade com a igreja e com os pobres. Mas precisamos lembrar que não estamos numa competição para saber quem merece mais favor de Deus. Precisamos dar as mãos para evitar o legalismo e a hipocrisia. Dentro de nossa igreja, devemos direcionar uns aos outros para o evangelho e para a verdade da Palavra de Deus.

Fé (2: 15-21)

Agora chegamos a terceira imagem desse capítulo que nos ajuda a entender como podemos agradar a Deus. Nos versículos 15-21, Paulo descreve a crença correta com o comportamento correto. Como você concilia essas coisas? A palavra-chave é fé. Tudo gira em torno da fé. Não é fé mais algo, é somente a fé. A justificação é somente pela fé. Somente a fé. Nesses versículos, vemos dois resultados extremamente importantes da fé.

Pela fé em Cristo, somos aceitos diante de Deus. Nos vs. 15-16, Paulo lembra a Pedro que os judeus não foram salvos pela Lei, mas apenas pela fé em Cristo. Se a justiça vem por meio da lei, diz Paulo, segue-se que Cristo morreu em vão. (v. 21).

Voltar e viver como se a lei pudesse salvar, depois de ter sido salvo pela fé em Cristo, é para Paulo, no v. 18, “voltar a edificar aquilo que destruí”. Paulo lembra a Pedro que Deus aceitou os gentios, muito embora eles não fossem circuncidados e comessem alimentos impuros. Se Deus os aceitou, então eles também deveriam. É pela fé em Cristo, somente por ela, que judeus e gentios são aceitos por Deus.

Outro termo chave aqui é justificação. Somos justificados pela fé. O termo justificado aparece quatro vezes nos versículos 16-17. É a mesma palavra que é traduzida como justiça no v. 21. Justificaçãon é uma “megapalavra” no Cristianismo. Lutero afirmou que a justificação somente pela fé é a doutrina sobre a qual a igreja permanece ou cai. Calvino chama a justificação de a “dobradiça sobre a qual tudo gira”. A doutrina da justificação estava no centro da Reforma e no centro do Cristianismo. Lutero disse a justificação precisa ser martelada continuamente em nossas cabeças.

Parece forçado dizer isso, mas parece que Paulo está fazendo isso ao repetir tanto este tema. Paulo deixa claro que a justificação é indispensável para o evangelho e para a vida cristã. Então, o que significa justificação? Analisaremos a seguinte definição:

A justificação é o ato gracioso de Deus pelo qual Ele declara um pecador justo somente por meio da fé em Jesus Cristo.

Primeiro, a justificação é o ato gracioso de Deus. No final do versículo 16, Paulo faz alusão ao salmo que foi lido no início do culto:

Ouve, Senhor, a minha oração, dá ouvidos às minhas súplicas. Responde-me, segundo a tua fidelidade, segundo a tua justiça. 2Não entres em juízo com o teu servo, porque à tua vista não há justo nenhum vivente.

O salmista sabe que ninguém é justo diante de Deus, nenhum vivente. Nada em nós garante, merece, começa ou faz com que Deus nos salve. A justificação tem tudo a ver com a graça, a própria fé que temos é uma evidência da graça. Assim, temos que ter cuidado para não transformar a fé em uma obra.

Não é uma oração específica que nos salva. Se não tomarmos cuidado, vamos dizer que somos salvos por que oramos ou por que levantamos uma mão. Não podemos ensinar isso as pessoas. A fé não é algo que produzimos. A própria fé é evidência da graça. A justificação é um ato gracioso de Deus que precisamos que Ele faça.

Em seguida, a justificação é o ato gracioso de Deus pelo qual Deus declara. A justificação é uma declaração. A imagem é a de um juiz sentenciando. Justificação é um ato, não um processo. Não somos mais justificados amanhã do que somos hoje. É uma declaração única feita de uma vez por todas. Quem foi declarado justo está para sempre justificado. É isso que diz Rm 5:1:

Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio do nosso Senhor Jesus Cristo

Deus, o juiz, declara a justificação de um pecador. Alguém justamente culpado diante de Deus. Quando Paulo encontrou Cristo pela primeira vez, ele percebeu que o julgamento de Deus sobre ele era justo.

Paulo passou toda a sua vida procurando obedecer à lei de Deus, tentando ser bom. Ele perseguiu a igreja achando que estava fazendo o correto. Mas quando ele encontrou Cristo, Paulo percebeu que não era bom, que sua pretensa bondade não era suficiente. Toda a nossa “bondade” pessoal é imunda aos olhos de Deus.

Na justificação, Deus afirma que um pecador culpado agora é declarado justo. O Santo juiz do universo declara inocente alguém que é rebelde e merecedor da santa ira de Deus. A justificação é assim o oposto da condenação. Isso envolve o perdão total de pecados e a declaração imutável que somos agora santos diante de Deus. Você está em paz com Deus. Você é inocente. Você não é mais culpado. Este é o evangelho! Mas como? Como isso acontece? Melhor ainda, como isso pode acontecer? Como pode um pecador ser declarado justo?

A justificação é unicamente pela fé em Cristo. Deus, o juiz, pega a justiça de Cristo e a credita em nosso favor quando cremos em Cristo pela fé. Paulo explica da seguinte forma:

“Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Cor 5: 21).

Somos culpados, merecemos a morte, mas nossa dívida foi paga por Cristo, que suportou a ira santa de Deus na cruz. Por sua vez, por Sua morte na cruz, Cristo possibilita que a justiça dEle seja considerada nossa. Mas essa justiça não é nossa por nossos esforços. Ela é nossa pela fé. Quando alguém crê no evangelho, Deus diz:” não existe mais nenhuma dívida sua, sua dívida foi paga na cruz pelo meu Filho.

Os judaizantes não conseguiam acreditar nisso. Eles queriam fazer algo. Como a justificação pela fé não nos impede de tentar agradar a Deus? Gálatas 2 tem uma resposta para essa objeção.

É Pela fé em Cristo, que estamos vivos para Deus.

Os v. 18-19 alertam que não devemos voltar a buscar a aceitação de Deus pelo cumprimento da Lei. Paulo adverte contra confiar em Cristo e depois voltar a tentar ser aceito por Deus pela Lei. No v. 19, Paulo afirma que morreu para Lei, para viver para Deus. Nós não somos apenas justificados pela fé, mas também vivemos pela fé.

A Fé não permite apenas dizer que crê em Jesus sem viver para Jesus. A fé nos salva e nos permite viver a salvação. Vivemos cada dia, cada momento, pela fé. Isso decorre do versículo 20:

logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. E esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.

No v. 19 Paulo fala sobre morrer para lei. No v. 20, fala em viver pela fé. Então, estamos mortos ou vivos? Para responder a essa pergunta, precisamos considerar a morte de Cristo na cruz. Obviamente, há um sentido em que ela é exclusiva de Cristo. somente Ele pode pagar o preço por todos os nossos pecados e suportar a ira de Deus. Num outro sentido, compartilhamos o que aconteceu na cruz. Nós fomos crucificados com Cristo. O puritano William Perkins disse:

Em mente e coração consideramos o Cristo crucificado: primeiro, devemos acreditar que ele foi crucificado por nós. Feito isso, devemos ir ainda mais longe, e como se estivéssemos na cruz de Cristo, crendo e nos vendo crucificados com ele.

Da mesma forma, Romanos 6:3 afirma que fomos batizados na morte de Cristo, que significa que morremos com Ele. Então, o que isso significa? Significa que morremos para o pecado - sua penalidade, poder e domínio. Todos os nossos pecados - passados, presentes e futuros - foram pagos na cruz. Quando pecamos, Deus não diz: “Vocês não estão mais justificados”. Não, nossa justificação está selada; você morreu para o pecado. É uma declaração final de Deus.

Mas, não morremos apenas para o pecado, morremos para nós mesmos. Paulo diz: “logo já não sou eu quem vivo” (Gl 2, 20). É aqui que o evangelho barato morre. Não é possível apenas crer intelectualmente. Quando você crê em Jesus, você morre com Cristo. Seu coração de pedra é ferido; seu orgulho destruído, sua vida se entrega.

Quando isso acontece, nossos pecados são cobertos. Jesus leva nossos pecados sobre si e nos cobre com seu sangue. Por causa disso, a vida muda. Estar crucificado com Cristo e não estar mais no controle de sua própria vida. Não é mais o nosso Eu que controla.

Não é mais o EU que tentou comprar Deus e falhou, não é mais o eu em torno de quem o mundo gira. Não é mais o eu que exigia em seu orgulho, autoestima, autoconfiança, autodireção e auto-exaltação. Não é mais o eu que vive para seu próprio prazer e honra. A vida não é mais sobre mim, “porque Cristo vive em mim”.

Aqui está o segredo da fé cristã. Não estamos em dívida com Cristo. Normalmente pensamos: Nossa Jesus fez tanto por mim, o que eu tenho que fazer por Ele agora? Devemos tomar cuidado com isso porque Jesus não parou de fazer por nós. Nós não estamos pagando uma dívida. Cristo continua cuidando de nós.

Nós agora, somos habitados por Cristo! Cristo está em nós. A vida cristã não é viver para Cristo, mas confiar que Ele vive por nós, por nosso intermédio e em nós. Isso é fé. Pela fé somos aceitos diante de Deus, e pela fé estamos vivos para Deus porque estamos unidos com Cristo.

Houve um dia em que morri, morri completamente. . . morri para George Müller, para suas opiniões, preferências, gostos e vontades - morri para o mundo, sua aprovação ou sua censura – morri para aprovação ou para censura até mesmo de meus irmãos e amigos - e desde então tenho me aplicado apenas a ser aprovado por Deus.

Fé em Cristo é a chave da vida cristã: não apenas que Cristo morreu na cruz por você, mas que Ele vive em você. Viver pela fé é crer em todos os momentos do dia: que Ele nos sustenta e dá forças; que Ele é nosso amor, alegria e paz; que Ele nos satisfaz mais do que grana outras coisas. Que Ele é a nossa pureza, santidade e poder para vencer o pecado. Isso é Cristianismo: acreditar que Cristo é tudo que você precisa em cada momento. Você vive pela fé no Filho de Deus.

Liberto pela Fé Então, como podemos agradar a Deus? Como podemos obedecer às ordens difíceis como amar e perdoar? A resposta é que não conseguimos. Precisamos dele. E Ele está disponível, Ele está em nós e nós nEle. Confie nEle. Compreenda que a alegria de Deus em você não está baseada no seu desempenho, mas no desempenho de Cristo em seu favor.

Mesmo depois de sermos aceitos por Deus, nossas boas obras continuam sendo resultado da obra de Cristo em nós. Devemos confiar em Cristo para diariamente fazer o que agrada a Deus. omo podemos saber que Ele vai nos capacitar para obedecer à Palavra? Paulo diz “Ele me amou e se entregou por mim”. (v. 20).

Paulo se torna extremamente pessoal aqui, Ele nos convida a dizer: “Cristo me ama”. Você pode confiar em Jesus porque Jesus nos ama. Ele te ama. Nós sabemos que Deus ama as nações, que Cristo vai salvar gente de todas as nações, isso é cristianismo bíblico. Mas quero lembrá-lo de que Cristo morreu na cruz por você.

Jesus não somente nos ama. Ele pagou o preço por nós. Ele se entregou na cruz por você para que a vida dEle, com todos os seus benefícios atuais e eternos, fosse sua. Creia nEle. Somos salvos pela graça, somente pela fé, somente em Cristo.

A. Legalismo: Comportamento correto; crença errada (2: 1-10)7

B. Hipocrisia: Crença correta; comportamento errado (2: 11-14)

C. Fé: Crença correta e comportamento correto (2:15-21)

III. Somente a fé.

Pela fé em Cristo, somos aceitos diante de Deus.

B. Pela fé em Cristo, estamos vivos para Deus.

IV. Libertos pela Fé