Gálatas 3:26-4:7 - Filhos Libertos: A Glória da Adoção
15 de abril de 2023 • 16 min de leitura

A adoção é desafiadora. Uma família adotante ouve coisas difíceis. Frases como: “além desses, vocês têm seus próprios filhos?” “vocês não tem medo do histórico familiar deles?” “Acho que não conseguiria amar tanto um filho adotivo quanto um biológico.” Essas frases revelam um vício mental de pessoas que não compreendem o que é a adoção.
Esses mitos e equívocos causam mais que constrangimentos, eles revelam que podemos ter dificuldades de entender o significado de participar da família de Deus. Nossa fixação por filhos “biológicos” ou “adotivos” mostra nossa prisão aos critérios da herança genética.
Presos em distinções genéticas, teremos dificuldades com o evangelho por que afinal, ele é a história de uma grande adoção espiritual que é transracial e muda vidas para sempre. Os cristãos foram adotados na família de Deus, e as implicações disso são enormes para entender e viver o cristianismo.
**Salvação em Gálatas.**Para entender a adoção em 3:26–4:7, faremos uma rápida revisão sobre o que vimos até aqui. Primeiro justificação. Uma única frase resume tudo: “Salvos somente pela graça por meio intermédio somente da fé depositada somente em Cristo”.
Vimos que Deus não nos ama com base na nossa performance. Deus nos ama simplesmente porque Ele decidiu amar. Assim devemos evitar o legalismo, cap. 1, e a hipocrisia, vista no cap. 2.
Em resumo, Somos salvos somente pela fé. A alegria de Deus em nós é baseada no que Cristo fez por nós. Ao crermos em Jesus, fomos aceitos por Deus e vivemos para Ele. Conforme (2:19-20):
... Estou crucificado com Cristo; 20logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. E esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.
“Salvos somente pela graça por meio intermédio somente da fé depositada somente em Cristo”.
Em Gálatas 3, Paulo faz um panorama sobre o AT olhando para Abraão, Moíses, até chegar em Cristo. Cristo é assim o clímax de toda a história. A promessa dada a Abraão e a lei dada a Moisés apontam para Cristo. Jesus cumpriu a lei de Moisés e Ele mesmo o cumprimento da promessa feita a Abraão. A salvação é somente por Cristo.
A justificação é assim a doutrina principal nos cap. 1 a 3. No cap. 2 a definimos como o ato gracioso de Deus pelo qual Ele declara um pecador justo somente pela fé em Jesus Cristo.
É pela graça por intermédio da fé em Cristo que somos considerados justos diante de Deus, o juiz. Não lutamos para obter justiça, porque Cristo a conquistou para nós. Ele é a nossa justiça. Nossa justiça está viva no Céu, nossa posição não depende da justiça que tentamos conquistar todos os dias, mas está assegurada unicamente na justiça Daquele que está sentado à direita de Deus.
AdoçãoNão é possível exagerar na importância da justificação. Quem crê em Jesus precisa ter firme convicção sobre esta verdade bíblica. Mas a justificação não é o objetivo, nem a verdade mais maravilhosa do evangelho.
Packer diz que a justificação é uma benção primária, anterior. Já a adoção é ainda mais maravilhosa, por proporcionar relacionamento mais rico com Deus. A justificação nos torna justos diante do Deus Juiz, já a doutrina da adoção mostra que somos amados por Deus Pai.
A justificação traz a imagem de julgamento; estamos diante de um juiz que pronuncia nossa inocência. Na adoção, o juiz não apenas afirma nossa inocência, mas se levanta, desce até onde estamos, tira nossas algemas e diz: “morem na minha casa como filhos”. Esta é a doce verdade que vamos pensar nesta noite: a verdade que eu e você somos amados por Deus Pai.
O que é ser cristão? Packer diz: “A resposta mais rica que conheço para a pergunta é que o cristão é alguém que tem Deus como Pai. A igreja deve ser um povo cuja adoração, orações e perspectiva de vida são direcionadas pelo fato de sermos filhos de Deus.
O Pai AdotivoGálatas 3:26 resume tudo o que vimos até aqui:
26Pois todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus
Paulo não diz filhas ou filhos. Ele chama de filhos. Não é machismo, mas é intencional. Na sequência do texto, Paulo distingue uma criança pequena e alguém que tem o status de filho. Há uma mudança de status. Era assim na cultura grega, judaica e na romana.
Uma criança era tratada como escrava, mesmo sendo um herdeiro, até que pudesse assumir as responsabilidades masculinas. Quando isso acontecia, ela largava o status de criança, assemelhada a um escravo, para a condição de filho.
Paulo não falou de filhas aqui, por que naquela época filhas nada herdavam. A Bíblia não é machista. O v. 28 afirma que os direitos de filiação em Cristo agora são concedidos às mulheres e aos homens. Assim, Paulo usa uma ilustração cultural para descrever o que Deus fez por nós pela graça por intermédio de Cristo para nos adotar.
**Deus tomou duas medidas –radicais e gloriosas – para nos adotar como filhos.**Gl 4:4-5:
Deus Enviou Seu Filho Para que recebêssemos o status de filhos.
4 Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, 5para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos.
A palavra adoção significa na Bíblia “colocar alguém na condição de filho adulto”. Deus nos adota como filhos ao enviar Seu Filho. Isso leva à pergunta: Como o envio de Jesus tornou possível nossa adoção como filhos? Vamos fazer uma analogia com o processo de adoção moderno. Obviamente não é a mesma coisa, mas nos ajuda a ilustrar a resposta.
O que é necessário para adotar uma criança hoje?
1 - É necessário que o adotante venha no momento correto.
Quem conhece ou passou por um processo de adoção sabe que há muita espera envolvida, muita papelada. Um tempo a esperar. Não é só dar match. Há muito mais do que isso envolvido.
Da mesma forma, Deus envia Jesus para nos salvar de forma intencional, na hora certa, na plenitude do tempo. (4: 4). Este tempo perfeito para a encarnação é intencional em todos os sentidos. Era o tempo perfeito do ponto de vista teológico. Cumprir as promessas feitas a Abrãao, cumprir a Lei de Moisés, cumprir as mais de 300 profecias sobre a vinda do Messias. O nascimento de Jesus não foi um acaso, mas foi um plano intencional de resgate. Um plano que começou antes da criação do mundo (Ef 1: 4).
Além disso, era tempo religioso perfeito. O paganismo e a idolatria romana revelam uma sede espiritual enorme. O judaísmo desconectado de Deus caminhava na mesma direção. Era o momento cultural perfeito. A Koiné, o grego comum, virou uma língua praticamente universal, permitindo a propagação do evangelho pelo mundo conhecido. Era omomento político perfeito. A pax romana prevalecia. Roma conquistou e subjulgou as nações vizinhas e construiu estradas que permitiram viagens e comércio. Era o tempo perfeito de Deus.
Deus não aproveitou uma oportunidade: Deus projetou toda a história para esse momento. Era um agendamento. A volta de Cristo será do mesmo jeito. Deus fixou um tempo e Jesus voltará.
20 Aquele que dá testemunho destas coisas diz: — Certamente venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus! Ap. 22:20.
Além do momento correto, a adoção requer alguém com as qualificações corretas.
Para uma adoção moderna ser concluída, você precisa passar por entrevistas, testes, documentação, investigação de antecedentes, pesquisa domiciliar. É necessário comprovar as qualificações. Quem tem emprego, casa etc tem mais facilidade para adotar.
De uma forma muito mais profunda, a adoção na família de Deus requer as qualificações certas. Por exemplo, quem pode pagar o preço para que os pecadores sejam salvos? Essa pergunta aponta para apenas uma pessoa Jesus. Quais são as qualificações dEle1?
Jesus é totalmente divino. “Deus enviou Seu Filho”, aquele que é a imagem do Deus invisível.
Jesus é totalmente humano. “Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher” (Gl 4: 4).
É a mesma ideia de Filipenses 2: 5-11, uma passagem teologicamente muito rica. Eis como o apóstolo se refere a Cristo:
que, mesmo existindo na forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus algo que deveria ser retido a qualquer custo. 7Pelo contrário, ele se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante aos seres humanos. E, reconhecido em figura humana,
Jesus é totalmente divino e, agora, totalmente humano. Cristo nasceu de um parto normal, foi posto em uma manjedoura suja e em trapos, como qualquer camponês pobre da Palestina. Lutero disse que o cristianismo “não começa no topo, como fazem todas as outras religiões; começa na base” (Lutero, Lectures on Galatians, 26: 30).
você deve correr diretamente para a manjedoura e para o ventre da mãe, abrace este menino, a criança da virgem, em seus braços e olhe para ele, parido, amamentado, crescendo, andando entre nós, ensinando, morrendo, ressuscitando, subindo acima de todos os céus e tendo autoridade sobre todas as coisas.
**Jesus é totalmente justo.**Ele não é apenas “nascido de mulher”, mas também “nascido sob a Lei” (Gl 4: 4). Ele era um judeu que cumpriu perfeitamente todas as exigências da lei de Deus. Se Jesus não fosse justo, Ele não teria sido capaz de redimir homens injustos.
**Jesus tinha a determinação correta.**Ninguém adota por acidente, adoção é algo proposital. Jesus veio com um propósito: Deus enviou Seu Filho “para resgatar os que estão debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (4: 5). Ele decidiu nos redimir. Ef.1:3-5:
3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo. 4Antes da fundação do mundo, Deus nos escolheu, nele, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele. Em amor 5nos predestinou para ele, para sermos adotados como seus filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o propósito de sua vontade,
Assim como os adotantes buscam adotar um filho, assim Deus escolheu, antes da criação do mundo, nos amar.
Mas há uma grande diferença entre a adoção moderna e a bíblica. A adoção moderna tem um certo glamour. Pensamos nos adotantes como aqueles que salvam crianças inocentes.
Quando olhamos para Ef. 2, vemos o tipo de pessoas que Deus adota. Pessoas que mereciam a ira de Deus, seguidoras de Satanás que atua em filhos desobedientes. Erámos por natureza filhos da ira. Russel Moore usa a seguinte ilustração.
Imagine conhecer seu filho adotivo no último momento. Ele tem 12 anos, faz tratamento psiquiátrico desde os 3. Ele gosta de queimar coisas e de tirar a pele de animais. Ele tem fixações sexuais, segundo a assistente social, seu pai, avó, bisavo e tataravô tiveram histórico de violência que variavam de abuso doméstico a serial killer. Todos eles cometeram suicídio. Você ainda quer essa criança? Se você o adotar, não ficará com a pulga atrás da orelha enquanto ele brinca com os outros filhos? Você iria esconder as facas da cozinha? Iria deixar ele assistir um filme com luzes apagadas com sua filha?
Esse garoto problemático somos nós. Não existe nada em nós para atrair o amor de Deus, mesmo assim Ele determinou o nosso resgate. Não é exagero. Olhe para cruz e lembre-se do preço pago.
Jesus escolheu nos salvar morrendo para isso. Glorifiquem a Deus porque Ele escolheu isso. Somos filhos adotados porque ele decidiu adotar. Por quê? Porque Ele quis. Agradeça a Deus por Ele ter enviado seu único Filho para nos resgatar.
Mas não para aqui. Ser justificado é algo glorioso. Mas a condição de filhos é uma benção extraordinária. Mas não para aqui. V. 4:6.
Deus enviou o Espírito de seu Filho ao nosso coração, e esse Espírito clama: “Aba, Pai! 4.6.
A declaração de adoção ou a chegada da criança em casa não é o final da história. É onde a nova vida começa. Da mesma forma, não dá para ficar satisfeito em dizer: sou filho de Deus por que fiz uma oração num retiro no início dos anos 2000.
Os filhos sabem que são filhos no dia a dia da família. É o buscar na escola, levar no médico, nas broncas, nas gargalhadas. Os filhos adotivos sabem que são filhos não apenas porque foram tirados de um abrigo, mas porque recebem demonstrações de cuidado paterno hoje.
É assim com Deus também. Fomos adotados por Deus quando cremos, quando fomos justificados. Mas há mais do que uma mera troca de status. Há uma nova vida, um relacionamento vivo onde temos comunhão, amor, cuidado, proteção e sustento.
Ao sermos adotados, obtemos uma nova identidade diante de Deus. Conforme 3:27:nos fomos batizados em Cristo.
É uma figura de ser imersos na vida de Cristo. Esse é o significado e o símbolo do batismo nas águas. Paulo está falando contra os judaizantes, que defendiam a circuncisão como meio de salvação.
Paulo fala da figura do batismo, que agora é a marca pública identificadora de um cristão. Paulo não diz que o batismo salva, ele é um símbolo externo de uma realidade interna, a realidade de termos experimentado uma mudança de identidade em Cristo.
Apesar de não salvar ninguém, o batismo não é apenas uma opção. Se você já creu em Cristo, o batismo é um ato de obediência extremamente importante. É uma figura de identificação com Cristo. É um fruto de obediência a uma ordem divina. Portanto, se creu, seja batizado.
Depois de batizados,somos revestidos de Cristo. Perceba a figura. Roupas novas. É uma imagem do AT onde um rapaz, para simbolizar o recebimento completo dos direitos de filiação, recebia novas roupas. E assim conosco. Nós despimos do velho Adão e nos revestimos do novo Adão. É o que acontece quando nos unimos com Cristo.
Mas os crentes não são apenas unidos com Cristo. Somos também unidos em Cristo. V. 28. No v. 28 Paulo lista barreiras que separavam os seus ouvintes, as mesmas barreiras que podem causar divisão hoje. Barreiras raciais; judeus e gregos. Barreiras sociais; escravos e livres. Barreiras de gênero; macho e fêmea, homem e mulher. Essas barreiras não dividem mais porque estamos unidos em Cristo.
Este é um resumo da beleza da igreja. Pessoas unidas de todas as etnicidades, status socioeconômicos e gênero. Elas são um em Cristo. Estamos todos diante do mesmo Deus, dependentes de Cristo, não há melhor ou pior. Todos precisam da graça, e só a encontram em Cristo, em quem nos tornamos filhos de Deus. Somos tão diferentes, mas nossa unidade vem de estarmos em Cristo. A união em Cristo cria de forma automática comunhão com outros cristãos.
Fechando essa ideia, além de sermos batizados, revestidos e unidos em Cristo, cada um de nós pertence a Cristo. Em 3:29, temos:
29 E agora que pertencem a Cristo, são verdadeiros filhos de Abraão, herdeiros dele segundo a promessa de Deus.
Paulo conecta a ideia de pertencemos a Cristo com a ideia das promessas feitas a Abraão. Somos herdeiros das promessas feitas a Abraão, o Pai da fé, por intermédio da fé em Cristo. Crer em Cristo nos conecta com todos os que aguardavam o cumprimento das promessas feitas a Abraão.
Vimos que porque fomos adotados temos uma nova identidade diante de Deus. Mas existe outra benção a ser mencionada. Desfrutamos de intimidade com Deus. O Espírito não apenas transforma nossa identidade. Ele também nós dá intimidade. 4:6 afirma
E, porque nós somos seus filhos, Deus enviou ao nosso coração o Espírito de seu Filho, e por meio dele clamamos: “Aba, Pai”.
Lembrem do contexto do capítulo 3 e 4. Antes de Cristo, estávamos sob a custódia da Lei (3:23). A Lei nos condenava porque ninguém, exceto Cristo, cumpriu a Lei. Paulo diz agora, no v. 3:
Assim, também nós, quando éramos menores, estávamos escravizados aos rudimentos do mundo.
Nós éramos como escravos da Lei, mas tudo mudou.
Lembram como as pessoas tremiam de medo aos pés do Monte Sinai? Isso é uma figura dos efeitos da Lei. A Lei revela o pecado do homem e a justa separação de Deus. Assim, no AT, todos tremem diante da presença de Deus. Agora pensem na imagem da adoção em Galatas. Agora nos aproximados de Deus e podemos dizer Abba Pai.
Abba é uma expressão do desejo pela companhia ou pela ajuda do Pai. É o que crianças assustadas dizem amedrontadas se agarram nas pernas do pai. É como chamamos por Deus nos momentos de crise, de diagnósticos indesejados, quando experimentamos circunstâncias não imaginadas e nos ajoelhamos. Não temos um espírito de escravidão, mas um espírito de filiação, que nos levar a clamar Abba Pai.
Será que conseguimos imaginar o privilégio que temos de poder nos aproximar de Deus, algo que só Moisés podia? Temos esse acesso tão fácil. Basta abaixar a cabeça e orar. É bom ser um filho com intimidade com o Pai. Os judaizantes renunciaram a isso. Crentes da boca pra fora também. Não adianta ter rotina religiosa, sem comunhão.
Você é filho? você tem intimidade com Deus como seu Pai? É isso que significa ser um filho. Finalmente, temos uma herança garantida com Deus. O argumento continua aprofundando.
Não somos mais escravos, mas filhos. Por sermos filhos, temos uma herança. Nossa salvação e o evangelho ficam mais bonito quanto mais nos aprofundamos nele. Fomos justificados, fomos adotados, temos uma nova identidade e intimidade, mas também somos herdeiros.
Fomos adotados. Recebemos inúmeras benção inenarráveis. Vou mencionar rapidamente 3 delas:
Primeiro, temos um pai eterno. Algumas pessoas não conheceram seus pais. Outras prefeririam não ter conhecido. Outras tiveram bons pais que apontaram para Deus. Mas nem mesmo o melhor pai terreno seria uma imagem falha para demonstrar o que é ter Deus como pai e nossa adoção espiritual.
Filhos adotivos podem ter dificuldade de se adaptar à nova família. Um pai amoroso fará o possível para transmitir segurança e amor. Numa escala muito superior, Deus cuida de nós. Ele assegura seu amor. Se cairmos, ele continua nosso Pai. Essa é uma noticia maravilhosa para quem caiu em pecado. Como um bom Pai, ele nos disciplina, mas ele fará isso a partir de um amor e de uma afeição profunda e inalterável.
Segundo: nossa adoção significa que temos uma família eterna. Jà vimos sobre nossa união uns com os outros por causa de Cristo. Como família, nos relacionamos como irmãos e irmãs. Rm. 8.17 afirma que somos “Coerdeiros com Cristo. Hb. 2.11 fala que somos irmãos de Jesus. Aquilo que é de Jesus é nosso. Tem boas e más notícias. Se Ele sofreu, também sofreremos. Fazer parte da família de Deus pode custar nossa vida. Mas se compartilhamos o sofrimento de Cristo, vamos compartilhar também da glória dele. Juntos, vãos desfrutar de tudo o que Cristo tem para nós por toda a eternidade. Essa é a melhor família possível, uma na qual você certamente gostaria de ser adotado.
Terceiro, nós temos um lar eterno. Quando um filho é adotado e é trazido para o novo lar, a adoção se completa. Ela não mais temporária. Ninguém vai tirar um filho legalmente adotado do novo lar. Podemos ter a firme convicção, baseado na Palavra de Deus, que sempre iremos pertencer a esse novo lar.
Deus enviou seu Filho para que fossemos feitos filhos de Deus. Quando cremos em Jesus para nossa salvação, Deus nos leva para sua casa como seus herdeiros, e ninguém vai nos tirar das mãos dele. A adoção é uma benção grandiosa. Quem poderia imaginar Deus assim?
Libertos para sermos filhos. Gálatas 3: 26– 4:7