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Gálatas 5:22 - O Fruto do Espírito: Benignidade e Bondade

04 de junho de 202316 min de leitura

Gálatas 5:22 - O Fruto do Espírito: Benignidade e Bondade

Boa noite, estamos quase na metade de nossa série sobre o Fruto do Espírito. Estamos observando a enorme transformação que Deus produz em nós, pelo seu Espírito para nos fazer mais parecidos com Jesus. No texto que lemos, que é a base de nossa minissérie, Paulo cita nove virtudes que compõem o fruto do Espírito e que refletem o caráter de Jesus. São elas: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.

Quando estamos ligados a Jesus pela fé, essas virtudes crescem organicamente, como indivíduos e como comunidade de fé, e transbordam para nossos condomínios para o bem das pessoas e da cidade. Hoje vamos falar sobre benignidade e sobre a bondade.

Vamos pensar sobre isso em três tópicos: o solo salgado, as virtudes da benignidade e da bondade e o solo de onde elas brotam.

**Vamos começar com o solo salgado.**No passado, no oriente médio, quando um rei conquistava um território e queria demonstrar ódio especial contra o povo conquistado, ele mandava salgar a terra. É o que aconteceu em Juízes. 9:45, quando Abimeleque, após destruir Síquem e matar seus habitantes, mandou espalhar sal sobre a cidade.

Isso era feito para impedir novas colheitas, para deixar a terra inabitável. A terra antes fértil ficava imprópria para o cultivo. De muitas formas isso é uma analogia do que vivenciamos. Nossa cultura e País está salgado, cheio de demonstração de inimizades, hostilidades, iras.

Certa pessoa disse que se a pandemia não nos tornasse gente melhor, nada mais poderia. A aposta dela é a de que o sofrimento conjunto nos faria mais humanos, empáticas, gentis, porque o isolamento revelaria quanto precisamos uns dos outros. Ele foi muito otimista. Me parece que não estamos num mundo melhor pós-pandemia.

Para muitos o efeito foi o oposto. Parece que há mais hostilidade e amargura nessa profunda polarização cultural. Antes as pessoas diziam: não discuto religião... mas parece que não podemos mais discutir mais nada. Saúde pública, política, raça. Tudo é proibido. É chocante a propensão que há para se viver em brigas, dissensões e facções.

Além disso, ficou ainda mais fácil ofender e desprezar pessoas que pensam diferente de nós. As redes sociais jogaram gasolina no fogo. Elas criaram bolhas de pensamento e mecanismos para envergonhar publicamente no que chamamos de cultura do cancelamento.

Vivemos sem disposição para ouvir. Há pouca boa vontade. É improvável que algo bom nasça em um solo tão salgado. Mas e os cristãos? Como estamos nos saindo?

Um olhar sincero para o cipoal evangélico mostra que não estamos muito melhor. Há uma incongruência nos ditos seguidores de Jesus: Com uma mão proclamam as boas novas de Jesus e com a outra lançam pedras na forma de discursos sem bondade, sem benignidade e até sem a verdade do Evangelho. Muito se machuca e pouco se cura.

Será que nós mesmos não estamos salgados? Se estamos salgados, não sentimos sede? Não sentimos sede das virtudes que só Espírito pode produzir em nós e nas comunidades ligadas a Cristo?

Será que não sentimos falta de ter compaixão, de humildade, de liberdade para pedir ajuda, de dar e de receber perdão? Será que não sentimos falta da benignidade e da bondade bíblicas? Mas o que elas significam? Benignidade e bondade bíblicas? Isso nos leva ao ponto 2. O que é benignidade e bondade na Bíblia?

Se compararmos benignidade e bondade com as outras virtudes do fruto, elas parecem as menos emocionantes, elas se parecem com o chuchu refogado na culinária goiana, faz parte, é até gostosinho, mas preferimos outras coisas. Preferimos ter paz, amor e alegria.

Nas crônicas de Nárnia, Pedro recebe uma espada e um escudo e Susana recebe arco e flechas e uma trombeta, coisas legais para serem usadas na guerra. Lucy, a mais novinha, recebeu uma garrafinha.

Acontece que o pequeno frasco, aparentemente insignificante, tinha conteúdo mágico. Se Lucy ou seus irmãos fossem feridos bastaria aplicar algumas gotas para que fossem curados. O conteúdo dela tinha o poder mágico de curar a própria Lucy e seus companheiros.

Da mesma forma, benignidade e bondade são pouco valorizadas e parecem sem importância, mas essas virtudes podem nos curar, curar nossas famílias, relacionamentos e comunidades.

A palavra grega para benignidade é chrēstotēs é notoriamente difícil de definir. E a melhor definição que eu encontrei foi: Benignidade é amor em ação que oferece amizade real, não apenas ajuda.

Esse amor em ação é particularmente percebido quando ele vence divisões, que podem ser políticas e sociais, de gênero ou de etnicidade. É fácil ser benigno com pessoas que você gosta ou com pessoas que pareçam com você. Mas não quando a pessoa pensa diferente de você ou há barreiras a serem vencidas.

Bondade, por sua vez, é a tradução da palavra grega agathōsynē. Ela significava possuir um padrão de qualidades morais positivas que geralmente se manifestam num interesse ativo e generoso pelo bem-estar dos outros.

Vamos ver rapidamente duas histórias bíblicas que ilustram o que é a benignidade bíblica, que é amor em ação que oferece amizade real, não apenas ajuda, especialmente vencendo barreiras e uma para contrastar o que imaginamos ser bondade com o que é bondade bíblica.

Primeira história: mulher samaritana, em João 4.

Cansado da viagem, Jesus sentou-se junto ao poço. Era por volta do meio-dia. 7Nisso veio uma mulher samaritana tirar água. Jesus lhe disse: — Dê-me um pouco de água. 8Pois os seus discípulos tinham ido à cidade comprar alimentos. 9Então a mulher samaritana perguntou a Jesus: — Como, sendo o senhor um judeu, pede água a mim, que sou mulher samaritana? Ela disse isso porque os judeus não se dão com os samaritanos.

Os judeus consideravam os samaritanos como um povo mestiço e herético. Assim um judeu, muito menos um Rabi, como Jesus, jamais deveria ser encontrado conversando com uma samaritana ao meio-dia.

Mulheres respeitáveis iam cedo buscar água para evitar o calor do deserto. Apenas marginalizadas buscariam água com o sol a pino. Elas queriam evitar a reprovação ou a maldade da comunidade no poço. Essa é a razão pela qual Jesus a encontra naquele local e naquele horário. Jesus escolheu ir ao encontro dela. Observe que Jesus pede que ela o sirva. Como isso seria ser benigno?

Ela ser tratada de forma gentil e educada, amável e respeitosa era algo raro. Ser tratada assim por um homem, ainda mais por um rabi foi espantoso. Ela ficou admirada. O tratamento respeitoso a dignificou. Ele pedir algo para ela foi. Ele estava dizendo: eu a considero digna de fazer algo respeitável.

Ela havia sido abandonada por 5 maridos e vivia com um homem que não a desposava. Nesse contexto de sucessivos abandonos, um mestre judeu a dignifica. Aquilo foi profundamente reparador. Ele considerou suas mãos limpas para servi-lo, seu copo digno de ser tocado pelos lábios do filho de Deus. Aquilo foi libertador. Alguém viu valor nela.

Judeus e samaritanos não compartilhavam coisas. Mas Jesus compartilhou o momento e o copo. Ele recebeu a ajuda dela e a restaurou ao ponto dela ir de cabeça erguida contar sobre Jesus.

Quem perto de você precisa ser restaurado? Quem anda envergonhado pelo passado? Quem em sua vida precisa ser dignificado? Talvez isso comece com um cafezinho e um bate-papo. Henry Noewen disse:

Penso cada vez mais que seja fundamental conhecer as pessoas pelo nome, comer e beber com elas, ouvir as suas histórias e compartilhar as nossas, e fazê-las saber com abraços, apertos de mão e sorrisos que não apenas gostamos delas, mas que as amamos.

Viver assim diariamente possibilita que cuidemos das pessoas sem impor condições, sem hesitações, sem suspeitas. Quando agimos com benignidade, dignificamos as pessoas como Jesus fez.

Mas e a quanto receber ajuda? Jesus vai até ela com a sua necessidade, com a sua sede e pede a ajuda dela. Você já pensou nisso como uma ação de benignidade? Você está disposto a pedir ajuda a alguém de quem você discorda em determinados assuntos?

Quando revelamos nossas necessidades em humildade deixamos o complexo messiânico que é tão fácil de abraçar. Ao expor nossas necessidades, podemos encontrar e propiciar restauração. O próprio Jesus, o Deus homem que teve sede, pediu ajuda. Ele revelou sua sede a uma pessoa desprezada. Qual a sua sede? Talvez essa sede pontual possa ser satisfeita no relacionamento que restaura pessoas desprezadas, como Jesus fez.Próxima história: Zaqueu

Zaqueu. Lucas 19 1Entrando em Jericó, Jesus atravessava a cidade. 2Eis que um homem rico, chamado Zaqueu, chefe dos publicanos, 3procurava ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura. 4Então, correndo adiante, subiu num sicômoro a fim de ver Jesus, porque ele havia de passar por ali. 5Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse: — Zaqueu, desça depressa, porque hoje preciso ficar na sua casa. 6Zaqueu desceu depressa e o recebeu com alegria. 7Todos os que viram isto murmuravam, dizendo que Jesus tinha se hospedado com um homem pecador. 8Zaqueu, por sua vez, se levantou e disse ao Senhor: — Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres. E, se extorqui alguma coisa de alguém, vou restituir quatro vezes mais.

No tempo de Jesus, os coletores de impostos trabalhavam para as forças ocupantes de Roma. Para um judeu, como Jesus, Zaqueu apoiava o grupo político errado. Além disso, os coletores de impostos abusavam de seu poder para encher seus próprios bolsos. Ele era assim um opressor, um braço da injustiça sistêmica.

Mesmo assim, Jesus queria comer com ele. Jesus afirmou isso em público. Se fosse no Instagram, as pessoas iam achar que alguém tinha hackeado a conta de Jesus. Mas Jesus não se importou com a imaginação do povo, nem com o que pensariam dele ao vê-lo associado com aquele tipo de pessoa que já havia sido cancelada há muito tempo.

Ser benigno é chamar de volta para o relacionamento aqueles que foram rejeitados pela sociedade com ou sem razão. Esse é o tipo de benignidade que nosso mundo precisa hoje.

As pessoas estavam murmurando: ele vai comer com um pecador enquanto Jesus caminhava para entrar na casa de Zaqueu. Mas Ele foi assim mesmo. Jesus ofereceu sua amizade a Zaqueu. Ele fez isso ao custo da sua própria reputação.

Você percebe o resultado desse tipo de atitude? Eu dou metade dos meus bens ao pobres... A benignidade de Jesus transformou a realidade de Zaqueu nas esferas pessoal, política e econômica.

Mas ela já transformou a nossa? Você estaria disposto a ser amigo de alguém com convicções políticas diferentes da sua? Isso não significa abrir mão das causas ou das próprias convicções, mas você estaria disposto a fazer o trabalho pesado, como Keller diz no seu livro ainda não traduzido uncomon ground:

“Isso não significa aceitar suas crenças ou aprovar suas práticas, mas conseguimos fazer a tarefa difícil de distinguir entre pessoas e ideias? De buscar relacionamento com pessoas criadas a imagem de Deus enquanto estamos conscientes que não aprovamos suas crenças e ações?“

Os cristãos têm poder para ser benignos e tolerantes por que o amor ao próximo flui do nosso amor por Deus. E o amor por Deus é alicerçado na verdade do evangelho. Conseguimos fazer esse trabalho difícil? Com quem você vai jantar hoje? A quem você oferece amizade?

Uma outra história que encaixaria muito bem aqui seria de Jesus tocando e curando um leproso descrita em Mt. 8. Não temos tempo.

Vou apontar agora para a bondade bíblica. O que é ser bom? Ser bom é pagar o jantar dos outros? O que é ter esse caráter digno que se reflete externamente em generosidade?

Nós lutamos com duas realidades antagônicas dentro de nós. O desejo de realizar, ter sucesso, deixar uma marca, ser admirado, por outro lado, desejamos viver por um propósito maior que nós mesmos, abençoar os outros, marcar vidas.

Essas duas realidades nos impulsionam a ora priorizar nossa carreira ou investimentos, ora sentimos o desejo de fazer algum bem para algo além de nós.

Os que são marcados por esse segundo desejo tendem a ser mais generosos, abnegados ou capazes de se sacrificar pelo bem dos outros. Acontece que, de fato não somos bons. Muitas vezes fazemos o bem para cobrir nossas inseguranças, para tentar conquista a admiração dos outros, para cobrir nossas falhas, para conseguirmos alguma espécie de evolução espiritual. Essa pretensa bondade não passa de uma cortina de fumaça para aplacar nossa consciência ou culpa.

Nossa motivação para ser bom deve vir de algo além de nós. A Bíblia narra a respeito de um homem que se achava bom. Que cria que seu caráter e que suas obras eram o suficiente. Um homem cheio de virtudes aos próprios olhos que imaginou que fosse bom o suficiente para merecer o reino dos céus. Jesus o amou profundamente para deixa-lo morrer nessa ilusão.

Marcos 10:1’7-23 17Pondo-se Jesus a caminho, um homem correu ao seu encontro e, ajoelhando-se diante dele, perguntou-lhe: — Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna? 18Jesus respondeu: — Por que você me chama de bom? Ninguém é bom, a não ser um, que é Deus. 19Você conhece os mandamentos: “Não mate, não cometa adultério, não furte, não dê falso testemunho, não defraude ninguém, honre o seu pai e a sua mãe.” 20Então o homem respondeu: — Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude. 21E Jesus, olhando para ele com amor, disse: — Só uma coisa falta a você: vá, venda tudo o que tem, dê o dinheiro aos pobres e você terá um tesouro no céu; depois, venha e siga-me. 22Ele, porém, contrariado com esta palavra, retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades.

Bondade ´-e assim uma expressão generosa em relação aos outros fruto de um caráter que só Deus pode produzir em nós. A Bíblia afirma que não somos bons e que apenas Deus é bom. É necessário que Ele habite em nós e nos transforme de dentro para fora.

Quando começamos a amar Jesus, o Espírito Santo começa a nos impulsionar na direção da generosidade. Isso será uma resposta, não um ingresso. Pensar sobre isso será natural, mas a força para vencer nosso egoísmo será sempre sobrenatural.

Como podemos começar? Geralmente temos dificuldade de saber por onde começar para mostrar benignidade e bondade para com as pessoas. Que tal começar na sua rua ou prédio? Nas relações que você já possui? Deus nos colocou lá por alguma razão. Quem está ao seu alcance?

Comece de forma simples. A tantas formas de demonstrar benignidade ou amabilidade para nossos amigos e próximos. Que tal encorajar alguém, elogiar, assar um bolo, fazer alguém rir. Seja criativo. Comece com simplicidade e autenticidade e construa a partir disso.

E se formos benignos e bondosos, nossas cidades e nossas vizinhanças serão lugares mais bonitos para se viver. Um autor diz que a benignidade é como a neve que deixa tudo o que cobre mais bonito.

Essas três histórias nos dão uma compreensão mais profunda do que seja a benignidade e a bondade bíblica. E se somos pessoas em que essas virtudes estão se desenvolvendo, então nosso envolvimento com o mundo vai nos colocar de frente com relacionamentos incomuns e com lugares perigosos que podem cobrar um alto preço.

Mas nós olhamos para Cristo. Cristo não veio ao mundo enfrentar um risco possível para o seu conforto, Ele veio apesar da certeza que isso custaria sua própria vida. Estamos dispostos a seguir Jesus até os lugares arriscados, mesmo nos relacionamentos complicados?

Amor em ação que oferece amizade real, não apenas ajuda, especialmente rompendo barreiras. Nosso mundo precisa dessa virtude. Impulsionados pelo amor de Jesus, nos podemos ir muito além da coexistência ou da tolerância. Como Keller diz:

Pense nas sua amizades com pessoas que se apegam a crenças diferenças das suas. Você não apenas os tolera. Você se diverte, ri, chora, enfrenta o luto com eles. Você se expõe a um tipo de vulnerabilidade que exige mais do que o coexistir no mesmo espaço de trabalho ou de vizinhança.

E aqueles que te rejeitam ou, pior, te hostilizam? A resposta é a mesma. Jesus não mandou que tolerássemos nossos inimigos. Graças a Deus que Jesus não apenas nos tolerou, ele nos acolheu, vencendo as barreiras do pecado e da inimizade contra Deus e nos abraçou em família de fé. Isso nos leva a conclusão:

O tipo de solo de onde brota o fruto que tem a virtude da benignidade e da bondade. .

Graças a Deus que Ele não apenas nos tolerou, mas nos acolheu em Jesus. As virtudes da bondade e da benignidade recuperam os solos salgados porque elas têm origem na bondade e na benignidade de Deus. Elas são como o líquido mágico da garrafinha da Lucy.

Rm. 2:4 afirma

Ou será que você despreza a riqueza da bondade, da tolerância e da paciência de Deus, ignorando que a bondade de Deus é que leva você ao arrependimento?

Isso significa que é a benignidade e a bondade de Deus em nosso favor que nos restaura e que nos capacita a sermos amáveis e bondosos. Como Deus foi bondoso e benigno com você?

De várias formas: Ele te deu vida, saúde, capacidade de se alegrar e desfrutar de coisas boas como comida, amigos, Ele nos deu dias ensolarados e pores de sol. tudo isso é bondade e benignidade de Deus, essas coisas são manifestações de graça comum e alcançam pessoas que amam e que odeiam a Deus. Elas são boas, mas rasas.

Existe uma bondade e uma benignidade ainda mais profunda. Como Deus foi bondoso e benigno com você? Deus demonstrou seu caráter perfeito em todos os seus atributos, seu caráter benigno e bondoso ao enviar seu Filho Jesus para nós.

Deus demonstrou seu amor por nós quando, ainda pecadores, Cristo morreu por nós. A Bíblia afirma que Deus amou o mundo de tal maneira que Deus seu filho unigênito. A bondade e a benignidade de Deus são demonstradas de forma mais completa em Cristo.

E como Ele fez isso? De uma maneira muito cara. Jesus, dentre todos os nascidos de mulher e por ser o próprio Deus, deveria ser tratado com respeito, com bondade e com benignidade.

Mas o seu povo, ao invés de recebe-lo, gritou Crucifica-o. Ao invés da benignidade da lealdade, seus melhores amigos o abandonaram, um deles o traiu por dinheiro. As autoridades ao invés de protegerem-no, o flagelaram. Ao invés do respeito que lhe era devido, ele recebeu açoites nas costas e ofereceu sua face para cuspida e esbofeteada. Ao invés de honrarias reais, ele foi insultado: olhem o rei dos judeus e colocaram uma coroa de espinhos em sua cabeça. Ao invés da gentileza de um copo d´agua, lhe deram vinagre para beber. Ao invés de um leito para descansar, lhe pregaram num madeiro. Ao invés de deixarem Ele morrer em paz, lhe gritaram insultos. Desça da cruz, você salvou outros, mas não pode se salvar.

Toda a punição que merecêssemos por não amar a Deus e ao próximo como Deus requerer, todo tratamento que merecidamente deveríamos suportar, foi suportado por ele para que fôssemos alvo de sua bondade e da benignidade para sempre.

Essa ação concreta de bondade e de benignidade em nosso favor foi custosa e é real. Recebê-la é a única motivação que poderá nos levar a romper barreiras com atos de benignidade e de bondade. Precisamos desesperadamente experimentar de forma pessoal a benignidade e a bondade de Deus.

Tito 3:3-7 Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. 4Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, 5não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, 6que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, 7a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna.

Isso já aconteceu? Você já experimentou? Você conhece a bondade e a benignidade de Deus por você em Cristo? Você pode. Se renda a Ele em fé hoje. Vamos orar.