Gálatas 5:22 - O Fruto do Espírito: Fidelidade em Tempos Difíceis
10 de junho de 2023 • 15 min de leitura

Estamos quase no final da nossa série sobre o Fruto do Espírito. Ele é descrito aqui em Gálatas pelas 9 virtudes que lemos. Elas se fazem presentes na vida das pessoas e nas comunidades vitalmente ligadas a Jesus e demonstram o caráter de Jesus que se forma em nós.
Hoje vamos focar na virtude da fidelidade. E vamos fazer isso observando três ideias: tempos estranhos, palavra e aliança estranhas.
Tempos estranhos. Lembram da pandemia? Quem pode esquecer. Nós vivenciamos uma série de fatores estranhos. Isolamento, guerras políticas, imagens chocantes, frases e ideias estúpidas, mudanças no ensino, no trabalho, problemas econômicos.
Recentemente vivenciamos troca no governo federal, invasão facilitada ou não da sede dos poderes, vimos o atual governador preso, deputado federal mais votado de determinado Estado sendo cassado. Nosso País ainda nem tem equilíbrio político e já vai enfrentar as eleições municipais no próximo ano.
Não parece que estamos numa areia movediça? As coisas parecem mudar constantemente. Parece que virá um novo Ensino médio. As
coisas parecem estar mais voláteis, mutantes. A pandemia e a política ensinam que há poucas coisas constantes.
Essa volatilidade dificulta fazer compromissos. No contexto de igreja, com pastores e padres presos por abusos sexuais, parece até maluco fazer um compromisso com uma igreja local.
Além disso, no âmbito pessoal, pessoas simplesmente dão sua palavra, mas simplesmente vão embora. Então, temos a impressão que é mais simples e sábio manter distância de compromisso para evitar desapontamentos
. Assim, tentamos manter distância segura e escolhemos que julgamos menos doloroso para nossa autopreservação.
A verdade, contudo, é que de fato temos dificuldades para assumir compromissos e sermos fieis.
Isso piora porque vivemos em uma sociedade que parece confortável com promessas e votos quebrados.
A infidelidade parece não nos incomodar. Desculpamos figuras públicas políticas, empresariais e artísticas, talvez porque desejemos ser desculpados. Consideramos a esperteza nos negócios e na política apenas a regra do jogo. Nossa cultura consegue comemorar festas de divórcio.
Se a promessa não é mais conveniente, então basta quebrar o voto. Se a verdade custa caro, conte mentiras. São tempos estranhos.
Nesse caldeirão de incertezas e de quebra de confiança, precisamos mais do que nunca de terra firme, do alicerce da fidelidade e do compromisso.
Precisamos de um ambiente de previsibilidade e de confiança que é criado pela lealdade das promessas cumpridas e da fidelidade. Em uma palavra, o que precisamos é de “hessed”.
Hessed, tópico 2, é umapalavra estranha
, diferente. Ela é um dos conceitos mais espetaculares e estranhos da Bíblia. É uma palavra hebraica que destaca o estilo de pessoas e de sociedade que precisamos ser que pode ser traduzida por amor constante e leal, por fidelidade.
Ela é usada na Bíblia preferencialmente para se referir a Deus. Poucas vezes se refere a pessoas. Mas é fato que o povo de Deus deve imitar a hessed de Deus vivendo vidas marcas por fidelidade.
Uma das melhores ilustrações de uma vida marcada por amor constante e fiel encontramos no livre de Rute. É um livro do AT que narra um tempo muito difícil que
sobreveio sobre Israel na forma de fome, dificuldades financeiras e incertezas.
O livro começa com a história de uma família de quatro pessoas, um casal com dois filhos, que migrou de Israel para um território inimigo, Moabe, em busca de melhores condições de vida. Lá eles se estabeleceram.
O tempo passou e os rapazes se casaram com moças da região. A vida parecia ok. Então, como acontece muitas vezes, a tragédia se abateu novamente sobre eles. O marido morreu e, pouco tempo depois, os dois filhos também.
Para Noemi, restou a devastação. Perder o marido e os filhos, para uma mulher naquela época e em sua idade, significava a completa ruína. Para ela, restaram duas noras viúvas, sem filhos e estrangeiras, Orfa e Rute.
Noemi não tinha motivos para continuar em Moabe.
Ela decide retornar para sua cidade natal e comunica sua decisão para as noras. Ela sabia que a vida de uma viúva estrangeira em Israel seria muito difícil. Por serem mulheres ainda novas, ela as aconselhou a voltarem para suas famílias: “
Voltem pra casa, reconstruam a vida de vocês, encontrem um marido, vocês não terão qualquer futuro comigo.
Orfa, de forma relutante, concorda. Mas Rute, não. mesmo com Noemi insistindo com ela diversas vezes. E em uma das expressões mais épicas de amor constante, de fidelidade, de hessed humana descritas na Bíblia, Rute diz para Noemi, em Rt 1:16:
16 Porém Rute respondeu:
— Não insista para que eu a deixe nem me obrigue a não segui-la! Porque aonde quer que você for, irei eu; e onde quer que pousar, ali pousarei eu. O seu povo é o meu povo, e o seu Deus é o meu Deus.
17 Onde quer que você morrer, morrerei eu e aí serei sepultada. Que o Senhor me castigue, se outra coisa que não seja a morte me separar de você.
Impressionante, não? impressionante.
Você culparia Orfa por partir? Ela fez exatamente o que nós a aconselharíamos fazer: “Orfa, você ainda é nova, refaça sua vida”.
Acontece que uma vida marcada por hessed nem sempre opta pelas escolhas lógicas. M
uitas das escolhas marcadas por fidelidade podem parecer erros. Por que Rute deveria se comprometer com uma sogra amargurada? Noemi até mudou seu nome para Mara, que significa amargurada. Isso nós dá uma pista do que significava viver com aquela mulher ferida. Além disso, só existia um futuro aparentemente escuro para Rute ao lado de Noemi. Por que ela se comprometeu com ela?
Hessed é assim um compromisso que vai além dos limites da normalidade. Não é algo natural para nós.
Elas voltam para Israel e logo chega o tempo da colheita. Rute vai trabalhar nos campos. Naquele tempo a lei dizia que pobres e imigrantes poderiam colher nas extremidades dos campos e rebuscar lugares já colhidos. Rute parte para esse trabalho duro: andar e se abaixar o dia inteiro para catar algo que não caído ou esquecido. Era de arrebentar com as costas.
Mas para uma mulher, especialmtne uma estrangeira, aquilo era muito arriscado. Ela poderia ser maltratada ou abusada nos campos. Mas por causa da sua fidelidade a Noemi, ela dá duro para alimentar a si e a sua sogra idosa.
O texto narra que ela passa a colher no campo no campo de Boaz, um idoso, que era um dos parentes do marido de Noemi.
Vou poupar vocês dos detalhes, leiam Rute, são apenas 4 capítulos.
Seguindo os conselhos de Noemi, Rute procura Boaz de noite, quando ele estava dormindo na eira, local onde se debulhava os cereais colhidos. Os homens dormiam nas eiras para proteger as colheitas.
Ela o procura lá. Uma situação altamente sugestiva, e ela pede que Boaz se case com ela. Tudo muito arriscado. A reputação dela ficou arriscada, tanto pelo momento, quanto pelo pedido. Ela se colocou nessa situação a pedido de Noemi.
Ela pediu que Boaz se casasse com ela por ser ele parente do sogro falecido e assim, um dos possíveis resgatadores das propriedades. Mas
para resgatar as terras de Noemi, ele teria que se casar com Rute. Era assim que funcionavam as leis. Para ter as terras, era necessário se casar com Rute.
Boaz, percebendo a coragem e a fidelidade de Rute para com Noemi, diz a Rute, no cap. 3:10:
10Boaz respondeu:
— Que você seja bendita do Senhor, minha filha! Você se mostrou mais bondosa agora do que no passado, pois não foi procurar um homem mais jovem, fosse rico ou fosse pobre.
Os tradutores têm dificuldade aqui. A palavra traduzida por bondosa é hessed. Lealdade compromissada, amor leal.
Boaz está dizendo para ela, em outras palavras, você demonstrou seu amor leal por Noemi de uma forma mais completa agora.
Vejam, Rute estava colocou seu futuro em risco novamente. Ela estava novamente entrelançando seu futuro com o de Noemi. Ela não apenas se dispôs a viver em uma terra estrangeira e a trabalhar como uma camponesa refugiada, mas também decidiu confiar no conselho de Noemi e aceitou se casar com um homem já idoso. Rute não estava necessariamente atraída por Boaz, mas certamente se moveu com base em sua Hessed para com Noemi. Espetacular.
Boaz disse sim e foi diante da cidade afirmar publicamente sua intenção de se casar com ela. Ele enfrentou os procedimentos para tornar isso oficial.
A história termina com o casamento de Boaz e Rute e com o nascimento de um filho, chamado Obede.
A lealdade de Rute, sua fidelidade, sua hessed, culminou com a restauração da família. Noemi achava que Deus a estava punindo com as sucessivas tragédias e dificuldades, mas o tempo todo Deus preparava sua restauração por intermédio da fidelidade de Rute.
Mas, além de restaurar Noemi, Deus estava entrelaçando a família de Noemi com a redenção do mundo.
Um comentarista diz:
O livro de Rute é concluído com uma genealogia citando o filho de Rute, Obede, como avô do Rei Davi, de onde veio o Messias Jesus Cristo.
Então, todos esses eventos aparentemente mundanos dessa história estavam sendo entretecidos para construírem a história da redenção do mundo.
Deus trabalha na fidelidade de seu povo, nesse caso na de Rute, para executar seus propósitos redentivos no mundo.
Assim, a história de Rute dá um bom exemplo de uma vida marcada por Hessed e nos convida a refletir sobre como Deus trabalha em nossas vidas, nos detalhes e nas escolhas diárias que fazemos enquanto buscamos viver vidas marcadas por fidelidade.
Você consegue imaginar como Deus está tecendo nossos atos de obediência em tempos estranhos enquanto o drama da redenção se descortina em nossas vidas, em nossa cidade, no Jardim Botânico?
Mais isso provoca uma pergunta. Estamos vivendo vidas marcadas por fidelidade e compromisso? Vidas marcadas por hessed? Nossas vidas são caracterizadas por lealdade e compromisso, por fidelidade?
Não sei quanto a você, mas quando olho para Rute sei que não chego no calcanhar dela. Que fidelidade como mulher viúva, amiga, trabalhadora. Ela foi fiel aos seus maridos, o falecido e a Boaz, a Noemi, ao povo de Israel, a Deus. Vocês percebem o fruto da fidelidade nela? É inacreditável.
Como estamos nos saindo? Podemos imaginar Rute como alguém que demonstrou de forma exemplar essa característica do fruto do Espírito. Talvez nosso fruto seja menos chamativo, tudo bem. Estamos frutificando?
Pense nos locais em que Deus nos chamou a viver em fidelidade e sobre como estamos nos saindo.
Como você se sai como amigo? há fidelidade nas suas amizades? Você separa tempo para se fazer presente? Você é fiel para compartilhar a verdade de forma amorosa? Você é fiel para permanecer quando seus amigos falam a verdade que você precisa ouvir?
Se você é solteiro, ou viúvo, existe fidelidade nessas áreas em sua vida? Como um pastor eu perguntaria: você é fiel com as oportunidades que viver sozinho oferece? Sua maior liberdade pessoal, maior potencial para cuidar de pessoas? Você é generoso com seu tempo e recursos?
Se você é casado, há fidelidade no seu casamento? Fizemos votos que não dependem dos sentimos de determinado dia, mas que são promessas de amor futuro. Prometemos para o melhor ou para o pior.
Talvez alguém aqui possa estar enfrentando luta ou dor nessa área. Talvez você diga que está vivendo o pior exatamente agora. Lamento que você esteja enfrentando isso. Talvez um sentimento de amor tenha escoado há muito tempo e você está apenas segurando as pontas.
Não dê ouvidos a cultura que diz: “pula do barco, encontre um novo alguém, essa é a saída”. Essa não é a resposta. Não dê ouvidos à nossa cultura. Enfrente, faça o trabalho duro da reconciliação, peça ajuda. Todos sabemos que não é fácil. Fidelidade e compromisso exigem trabalho duro e muitas vezes muito difícil. Talvez você esteja se sentido assim, mas Deus dá a graça que precisamos. Um dia por vez. Aguenta firme e peça ajuda.
Para pais: há fidelidade na criação dos filhos? Criar filhos não é fácil. Somos chamados a fidelidade. A instruir e a disciplinar. Não idolatrar nossos filhos, reconhecer que eles não são nossos, que somos apenas mordomos. Ter compromisso com eles quando eles crescerem e nos encherem de orgulho e satisfação, ou quando eles partirem nossos corações.
No outro lado da moeda: há fidelidade em amar nossos pais? Em perdoa-los, em respeitá-los, especialmente quando eles envelhecem? Estamos disponíveis para ajuda-los a instalar um aplicativo? Leva-los ao médico? Como estamos nos saindo?
Aos empregadores aqui: somos leais em pagar salários justos? Para empregados ou servidores? Somos fieis na nossa ética laboral, na constância, na honestidade?
Somos fieis na falar? No cumprir promessas?
Somos fieis na comunidade em que vivemos enquanto estivermos por lá? Somos aqueles que plantam árvores e doam frutas ou somos os que roubam frutas?
E os artistas? Você é fiel nos talentos que têm para deixar o mundo mais bonito? Como você tem desenvolvido os talentos que Deus te deu?
Fidelidade não é fácil. Ela não acontece de forma natural porque nós buscamos nossos próprios interesses, nossa autopreservação. Assim, como podemos ter motivação e poder para viver uma vida fiel?
Isso só é possível se você mesmo já experimentou ser alvo da
fidelidade de alguém. Você já experimentou? Já experimentamos?
Tópico final: a estranhaaliança.****
Eu mencionei que hessed é usada mais frequentemente para o próprio Deus do que para seres humanos. Como
Deus desmonstrou sua hessed, sua fidelidade?
Ele agiu como Rute. Fez promessas e cumpriu.
Nos tempos antigos, alianças e tratados entre reis eram feitos de uma forma muito intrigante. Um tipo específico era o da aliança de suserania. Nela, basicamente, um rei mais poderoso fazia um tratado com um rei mais fraco. Esse tratado de suserania tinha três elementos:
O primeiro descrevia os benefícios que seriam concedidos pelo rei mais poderoso: Proteção, não cortar a cabeça do rei e da sua família, essas coisas. A segunda descrevia as responsabilidades do rei mais fraco: pagar impostos, mandar pessoas para o exército, lealdade.
A terceira era uma cerimônia. Nela o rei mais fraco trazia animais que seriam cortados ao meio. As carcaças eram dispostas de forma a formar um corredor. Então o rei mais fraco passava pelo meio das carcaças dos animais. Aquilo era uma promessa pública e uma demonstração do que iria acontecer com o rei mais fraco se ele não cumprisse os termos do tratado.
Se imagine no lugar daquele rei mais fraco ao caminhar por aquele corredor sombrio: isso é o que vai acontecer comigo se eu for infiel.
Em Genesis, Deus o Rei do Universo, faz uma aliança de suserania com Abraão. Isso pode ser lido em Genesis 12, 15 e 17, mas especialmente no cap. 15. Deus se apresenta com o Rei superior que faz um tratado com um rei menor. Todos os elementos de uma suserania estão presentes.
Vejamos: Deus declara todos os benefícios que concederá a Abraão. P.exm, ele promete uma descendência frutífera: Gn. 15:5
5 Então o Senhor levou-o para fora e disse: — Olhe para os céus e conte as estrelas, se puder contá-las. E lhe disse: — Assim será a sua posteridade.
Depois, Deus declara as responsabilidades de Abraão, em Gn 17:2:
— Eu sou o Deus Todo-Poderoso; ande na minha presença e seja perfeito.
Sem pressão, Abraão... E há também o terceiro elemento. A cerimônia. Gn. 15: 9-11:
9 O Senhor respondeu: — Traga-me uma novilha, uma cabra e um cordeiro, cada qual de três anos, uma rolinha e um pombinho. 10Abrão trouxe todos esses animais, cortou-os pelo meio e pôs as metades umas diante das outras. As aves, porém, não cortou pelo meio. 11Aves de rapina desciam sobre os cadáveres, porém Abrão as enxotava.
Lembram, esse é o momento em que o Rei mais poderoso assiste o mais fraco passando pelo meio das carcaças como uma ameaça do que iria acontecer no caso de deslealdade. Mas a maior surpresa é Deus não obriga Abraão andar entre os pedaços de animais, mas é o próprio Deus desce e anda pelo corredor macabro, v. 17:
17 Quando o sol se pôs e houve densas trevas, eis que um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo passaram entre aqueles pedaços dos animais. 18Naquele mesmo dia, o Senhor fez aliança com Abrão, dizendo: — À sua descendência dei esta terra,
Deus fez uma aliança com Abraão sabendo que aquele homem seria infiel, por causa disso, o próprio Deus passou pelo meio dos pedaços. Em essência Ele estava dizendo para Abraão: “Sei que você será infiel. Mas quando você for infiel, eu seria despedaçado em seu lugar”. Essa foi a promessa que Deus vem cumprindo em todo o trato com Israel.
O AT é a história repetida da infidelidade de Israel e da raça humana para com Deus. Mas Deus provou seu compromisso, sua fidelidade, sua hessed para conosco, se fazendo mortal na pessoa de Jesus. Para quê?
Jesus encarnou para ser sacrificado em nosso lugar. Jesus foi literalmente sacrificado em nosso lugar. Na cruz, conforme Isaías 53:5 em diante, diz que Ele foi transpassado por nossas transgressões, Ele foi esmagado por causa de nossas iniquidades. O sacrifício que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas suas feridas nós fomos sarados. Somos curados pela fidelidade de Jesus.
Os evangelhos mostram como Deus cumpriu suas promessas. Você compreende que na Cruz, Jesus viveu o que Rute prometeu a Noemi? Jesus estava ligado em fidelidade aos planos de Deus em nosso favor.
Porque aonde quer que você for, irei eu; e onde quer que pousar, ali pousarei eu. Eu não vou te abandonar. 17Onde quer que você morrer, morrerei eu e aí serei sepultada. Que o Senhor me castigue, se outra coisa que não seja a morte me separar de você.
Jesus vivenciou nossa morte. Deus lidou com Cristo de forma severa, Ele o castigou por causa da nossa infidelidade. Ele enfrentou a severidade de um Deus justo que não pode deixar de punir o pecado para que nós desfrutemos da fidelidade de Deus, da Hessed divina.
Assim, a única forma de cristãos serem fieis a Deus, aos amigos, a família, à comunidade é porque o próprio Jesus fiel. Ele passou pelo meio da ira e do julgamento por nós. Nós merecemos isso? Claro que não. mas essa é a fidelidade de Deus para com o seu povo.
É a fidelidade dEle que nos dá desejo e poder para sermos fieis. Ele prometeu e cumpriu, assim como Rute prometeu e cumpriu. Jesus é Rute em perfeição. Ele prometeu completar em nós a sua obra. Ele prometeu trabalhar com todas as nossas tragédias e tristezas e nos restaurar. Ele prometeu que nos faria mais semelhante a Ele, o fruto do Espírito seria um desejo nosso e que Ele nos capacitaria a crescer nessas qualidades.
Em Rm 8:30, Paulo afirma que Deus
Nos chamou, nos justiticou e nos glorificou...
Essas ações estão no pretérito, no passado. Mas a glorificação vai acontecer no futuro, quando Jesus voltar. Mas como isso pode então estar no pretérito? Está no passado por apontar para uma certeza absoluta. Certeza que deriva de Sua fidelidade para conosco.
Por causa da fidelidade dele para conosco, ouviremos de seus lábios: Muito bem, servo bom e fiel.
O quê? Bom e fiel? Se você conhece o seu coração como eu conheço o meu, como podemos acreditar que iremos ouvir essas palavras do nosso Senhor quando o encontrarmos cara a cara? Como isso pode acontecer?
Somente pela graça, quando descansamos na fidelidade dEle em nosso favor. É por causa disso que ouviremos essas palavras. É pela graça que ouviremos essas palavras: “muito bem, servo bom e fiel”. Enquanto ansiamos por esse dia, vamos viver vidas marcadas pela fidelidade, vidas de amor compromissado. Amém.