Hebreus 11:1-7 - A Galeria da Fé: A Certeza das Coisas que Não se Veem
10 de agosto de 2024 • 16 min de leitura

A galeria da fé.
Hebreus 11 é conhecido como a galeria da fé. É provavelmente o trecho mais conhecido de Hebreus, mas há um perigo em estarmos muito familiarizados com um texto. Assim como uma bela obra de arte em nossa casa que, com o tempo, deixamos de notar, podemos perder o significado profundo de passagens bíblicas tão familiares. Hoje, vamos olhar com novos olhos para esta 'galeria da fé' e redescobrir o poder transformador que ela traz.
Após as duras advertências do capítulo 10, o autor de Hebreus nos conduz à galeria da fé. Ele nos lembra que a perseverança não é apenas para evitar a condenação, mas é o caminho para a preservação da alma. A perseverança que vemos nesses heróis da fé é a mesma que Deus espera de nós hoje, enquanto aguardamos a promessa."
32 Lembrem-se dos dias passados, quando, depois que foram iluminados, vocês suportaram grande luta e sofrimentos. (10:32).
39 Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição, mas somos da fé, para a preservação da alma. 10:39
Eles deveriam lembrar da grande luta e sofrimentos que enfrentaram e como perseveraram. Perseverança é a demonstração da fé no que Deus fez por nós em Cristo. O autor expressa confiança de que a perseverança dos leitores foi por causa da fé em Cristo. A perseverança é demonstra a realidade da fé. Esse é a ideia do cap.
Como já dissemos em outros sermões, um dos objetivos dessa carta é ensinar a ler o AT pela vinda de Cristo. O AT tem diversas imagens, que chamamos de tipos ou sombras, que apontam para Cristo. De Gênesis a Apocalipse, a Bíblia conta uma única história — a história da graça de Deus encontrada somente em Jesus Cristo.
Não podemos impor ao texto algo que não esteja lá. O que temos de comum aqui é que o povo da fé (os transformados) do Antigo Testamento havia entendido que a história apontava para a chegada de um Messias. Isso foi algo que eles receberam pela fé.
Em outras palavras, assim como a nossa fé olha para a obra da Cruz e da ressurreição para a salvação, os santos do AT olhavam para frente, através dessas imagens de tipos e sombras, para o Messias. Eles, como nós, receberam as bênçãos da salvação pela fé.
A certeza da fé. Hebreus 11:1–2
1 Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem. 2Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho
Em nossa vida diária, todos nós praticamos fé, desde confiar que o carro funcionará de manhã até acreditar que um investimento financeiro trará retorno. Da mesma forma, os antigos obtiveram bom testemunho porque, em meio à incerteza, confiaram nas promessas de Deus. E é essa mesma fé que Deus deseja ver em nossas vidas hoje.
A Bíblia ensina que Deus julgará o mundo. só há dois resultados: aprovação, que implica em estar para sempre na presença de Deus e a rejeição, que produz a separação eterna de Deus. não há uma terceira alternativa. No dia do julgamento, seremos aprovados em Cristo ou seremos condenados sem ele.
Como pessoas do AT obtiveram bom testemunho? Como elas foram aprovadas? Esta dúvida não é apenas uma questão teológica importante para nós. Os leitores desta carta, à luz do que foi escrito sobre a superioridade da nova aliança, se perguntavam: E Abraão? E Moisés? Como eles foram salvos? O autor responde claramente que esses homens e mulheres foram aprovados por Deus porque tiveram fé, pela fé.
Paulo responde da mesma forma em Romanos 4:1–12. Abraão foi considerado justo diante de Deus por causa de sua fé (conforme Gn 15:6). Essas passagens demonstram um ensino consistente de que as pessoas que viveram antes de Cristo foram salvas pela fé nas promessas de Deus. Elas criam na vinda do Messias. Elas confiaram suas vidas nas promessas de Deus. Elas tinham certeza sobre fatos que esperavam, convicção sobre o que não viram. Elas aguardavam a chegada do libertador.
A fé que nos move Hebreus 11:3
3 Pela fé, entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não são visíveis.
No versículo 3, o autor mostra que nossa vida cristã começa pela fé e que essa fé muda a forma como enxergamos o mundo. Pela fé, cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus e que ela está certa na sua explicação do universo. Quem acredita que Deus criou o mundo tem fé, já que não somos testemunhas oculares disso.
É a Bíblia que afirma o universo como criação divina. É pela fé que recebemos isso das Escrituras. Pela fé cremos que tudo que existe tem o propósito de demonstrar a glória de Deus. Calvino diz que a criação é o teatro da glória de Deus no drama da redenção. Sabemos disso pela fé.
Imagine um agricultor que planta uma semente. Ele não vê imediatamente o fruto, mas acredita que a semente crescerá porque ele confia nas leis naturais que Deus estabeleceu. Da mesma forma, nossa fé nos faz acreditar que o universo, com toda sua complexidade, foi criado pela palavra de Deus."
Vamos iniciar nosso tour pela galeria da fé. A seleção das personagens é muito interessante. Além disso, o texto traz informações que não encontramos no Antigo Testamento. A repetição da expressão pela fé antes de cada personagem serve para manter o foco do ponto teológico principal do capítulo e para estruturar o texto.
A repetição da expressão pela fé também é um antidoto para a tendência que temos de moralizar as histórias bíblicas. Isso é muito comum em alguns sermões e aulas: "Seja como Moisés, não como o Faraó". Embora haja lições morais que devemos aprender, elas não são o ponto principal.
As lições morais do AT não são a essência. Elas fazem apenas parte do enredo do evangelho. O escritor tira algumas lições para nós, mas ele sempre nos lembra da principal razão pela qual aquelas pessoas foram aprovadas na sua caminhada com Deus: elas viveram pela fé na expectativa da fidelidade de Deus em enviar um redentor.
Uma fé que ainda fala Fé v. 4
4 Pela fé, Abel ofereceu a Deus um sacrifício mais excelente do que Caim, pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas. Por meio da fé, mesmo depois de morto, ainda fala.
A primeira história "pela fé" mencionada é a de Abel. Em Gênesis 4, Moisés narra que Abel ofereceu um sacrifício de parte de seu rebanho, enquanto Caim ofereceu algum produto da lavoura ou de colheita. É claro que não há nada de errado em oferecer para Deus o fruto do seu trabalho. Deus mesmo exigiu que Israel fizesse oferta das primícias das colheitas no AT. Então por que Deus aceitou o sacrifício de Abel, mas não a de Caim? Gênesis não responde a essa pergunta, mas o resto do AT traz algumas dicas sobre a aceitação da oferta de Abel.
Vimos, no v.922, que "sem derramamento de sangue não há perdão de pecados". O sacrifício oferecido por Abel, de certa forma, prenunciava o sistema sacrificial do Antigo Testamento e, portanto, o sacrifício de Cristo. Abel entendeu que a ira de Deus pesava contra ele e ofereceu um sacrifício para buscar a paz com Deus. O derramar do sangue apontava para a consciência de pecado e para a esperança que Deus iria cumprir a promessa feita a Adão e Eva a partir de um descendente da mulher. É por isso que Deus se agradou de Abel e de sua oferta, conforme (Gn 4:4).
O final do versículo afirma que Abel “mesmo depois de morto, ainda fala.” Isso é interessante e encorajador. O que dirão em nosso funeral? Como reconheceram nosso impacto espiritual no mundo? Não seria lindo saber que nosso testemunho de fé, mesmo depois de nossa morte, serviria de testemunho da graça e misericórdia que aponta para o sacrifício de Jesus?
Você deseja deixar um legado de fé para quem você ama? Seus filhos, netos, para os amigos que conviveram com você? Os cristãos devem aspirar ter esse bom testemunho que aponte para o poder salvador de Jesus, como Abel ainda tem. A vida dele testificou a grandeza de Cristo, mesmo depois da sua morte.
Abel nos ensina que nossa adoração a Deus deve ser baseada na fé. Assim como ele, nossas ações devem refletir a convicção de que Deus é digno do melhor que temos a oferecer.
A fé de Enoque Hebreus 11:5–6
As personagens escolhidas são notáveis. Muitas delas nós esperaríamos encontrar aqui: Noé, Abraão, Isaque, Jacó, José, gente importante na história bíblica. Mas às vezes, a galeria olha para uma figura secundária, gente que não esperávamos figurar na galeria da fé da Bíblia. Este é certamente o caso quando lemos sobre Enoque no v. 5.
O Exemplo de Enoque
5 Pela fé, Enoque foi levado a fim de não passar pela morte; não foi achado, porque Deus o havia levado. Pois, antes de ser levado, obteve testemunho de que havia agradado a Deus.
Sabemos muito pouco sobre Enoque. Ele tem poucas menções em Gênesis 5: 21-24:
21 Enoque viveu sessenta e cinco anos e gerou Metusalém. 22Enoque andou com Deus; e, depois que gerou Metusalém, viveu trezentos anos; e teve filhos e filhas. 23Todos os dias de Enoque foram trezentos e sessenta e cinco anos. 24Enoque andou com Deus e não foi mais visto, porque Deus o levou para junto de si. (Gn 5:21–24)
O relato que Deus o levou para si não é muito descritivo. Ele teve vida notável com Deus e não sabemos quase nada sobre como ele viveu e nem sobre o evento extraordinário no fim de sua vida. Alguém ser levado por Deus só acontece mais uma vez no AT, no caso de Elias que foi levado ao céu por uma carruagem de fogo.
O autor, no entanto, nos conta algo importante sobre Enoque: o fim miraculoso de sua vida foi resultado de sua fé em vida. A fé de Enoque agradou a Deus e Deus o levou para si para que ele não experimentasse a morte. A fé honra a Deus e Deus honra a fé. Enoque é um exemplo impar disso. A fé de Enoque agradou a Deus.
Impossibilidade da fé. V. 6
O autor cita Abel e Enoque como provas da afirmação teológica encontrada no v. 6:
6 De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que recompensa os que o buscam.
Essas palavras nos ensinam duas verdades teológicas importantes. Primeiro, sem fé é impossível agradar a Deus. Embora fazer obras boas e ter uma boa moral pode nos fazer agradável diante de algumas pessoas, isso não é suficiente para agradar a Deus.
Solidariedade, religiosidade, moralidade ou condutas éticas ilibadas não nos farão ser aprovados por Deus no dia do julgamento. O critério é a fé. Sem fé é impossível agradar a Deus. Deus não se agrada de quem é justo aos olhos do mundo, mas sem fé em Cristo.
Além disso, a fé torna impossível que Deus nos rejeite. Esta é a glória do evangelho. A justiça de Cristo é colocada sobre nós de tal forma que nossos piores pecados não nos separam mais do amor de Deus. Quem crê no sacrifício substitutivo de Jesus e em sua ressurreição pode ter a confiança de que não será condenado. Paulo afirma: Rm 8:38 39
38 Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, 39nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.
**Motivo da Fé.**Isso nos leva á parte final do v. 6: “aquele que se aproxima de Deus deve crer que ele existe e recompensa aqueles que o buscam.” A fé nos une às bênçãos de Deus. Pela fé confiamos nas promessas de Deus e sabemos que Ele é generoso, ele é um doador gracioso, ele recompensa os que confiam em em sua bondade.
O final do versículo tem duas ideais: Pela fé aceitamos que Deus existe, e segundo, pela fé aceitamos suas promessas. Crer em Deus pela fé não prescinde da razão. A história da teologia e da própria filosofia mostram boas razões para acreditar na existência de Deus e tornam o ateísmo algo dlificil de sustentar.
As provas clássicas do teísmo são os argumentos filosóficos que foram mais debatidos, mais ainda continuam em pé. Dentre eles podemos citar o argumento teleológico (tudo que foi criado tem algum propósito), o moral (de onde vem o sendo de justiça?) o cosmológico (como o nada pode ter explodido se nada existia?)
No entanto, o autor de Hebreus nos lembra que a razão final pela qual aceitamos a existência de Deus é porque acreditamos que ele se se revelou nas Escrituras e hoje Ele nos fala em Jesus. (1:1–2).
Os ateus vivem pelos pressupostos da fé no materialismo e no naturalismo secular. Eles vivem por fé. Os cristãos vivem, em ultíma razão, pela revelação de Deus sobre si mesmo. Os dois vivem por fé.
A segunda afirmação é que “ele recompensa aqueles que o buscam”. Isso nos lembra da graça do evangelho. Deus dá graça e misericórdia àqueles que confiam em suas promessas. No evangelho, Deus promete salvação e afirma sua bondade. Quando cremos nas suas promessas, ele cumpre sua palavra e nos agracia com sua bondade. Você quer desfrutar das bençãos de Deus? Então creia nessas promessas e viva com base nelas.
A fé de Noé Hebreus 11:7
7 Pela fé, Noé, divinamente instruído a respeito de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, construiu uma arca para a salvação de sua família. Assim, ele condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé.
Noé é uma ilustração do final do v. 6. Por que ele sobreviveu ao dilúvio do julgamento de Deus? Em última análise ele construiu a arca para salvação de sua família porque ele creu na palavra de Deus. Sua obediência veio da sua fé.
A Bíblia é muito clara em afirmar que o diluvio foi um julgamento global determinado por Deus. Há estudos geológicos que indicam restos de vida marinha em lugares muito distantes do litoral. A história do dilúvio ocupa um lugar importante como uma sombra do julgamento de Deus e do poder destruidor do pecado. O dilúvio aponta que Deus irá julgar novamente o mundo, não com a água, mas com fogo.
Com isso em mente, pense no que o v. 7 afirma sobre Noé. Primeiro, Ele creu na advertência de Deus sobre o julgamento futuro. Ele creu em coisas que ainda não via. Isso é uma ênfase para a afirmação do v.1 de que a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se vem. Em outras palavras, Noé acreditou na revelação divina sobre o futuro.
O texto também afirma que Noé construiu a arca motivado por ser temente a Deus.
Esta passagem também nos diz que Noé construiu a arca “motivado pelo seu temor de Deus. Ele era temente a Deus. Noé reconheceu que Deus é santo. Ele sabia que Deus “é fogo consumidor” (Hb 12:29). Temer a Deus é a única resposta apropriada a um Deus justo. Ele é Deus gracioso, mas essa graça só é conhecida com a consciência de que Ele é justo e se ira contra o pecado.
7 Pela fé, Noé, divinamente instruído a respeito de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, construiu uma arca para a salvação de sua família. Assim, ele condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé.
O texto diz que Noé condenou o mundo com sua fé. Como isso funciona? Sempre que alguém escolhe obedecer a Deus num mundo imoral, esse indivíduo acaba por testemunhar a condenação do resto do mundo. A luz revela a escuridão. A feiura invisível se torna aparente. Às vezes nem percebemos quão escuro está até que alguém acenda uma luz. Da mesma forma, a obediência de um homem justo revela e condena a desobediência do mundo.
A fé de Noé o levou a agir em obediência, mesmo diante da incredulidade dos outros. Em um mundo que muitas vezes zomba da fé, somos chamados a confiar em Deus e a seguir Suas instruções, sabendo que Ele é fiel para nos salvar.
**Justificado pela Fé.**O final do v. 7. é muito interessante. Pela fé Noé se tornou herdeiro da justiça. Aqui temos a maravilhosa doutrina da justificação somente pela fé. Esta frase nos mostra que os santos do Antigo Testamento foram considerados justos por causa da justiça de Cristo aplicada a eles de forma retroativa.
De uma perspectiva bíblico-teológica, a arca representa Cristo e as pessoas dentro dela representam a igreja. Noé põe em prática a fé e é salvo do julgamento do dilúvio. Em meio a maior demonstração da ira de Deus contra o mundo, há uma demonstração da graça de Deus. Noé e sua família foram salvos, não por serem melhores do que os outros, mas por que, conforme Gn 6:8, Noé encontrou o favor, a graça, de Deus.
Ao olharmos para a galeria da fé, somos desafiados a refletir sobre nossa própria caminhada com Deus. Assim como os heróis de Hebreus 11, nossa fé deve nos mover, nos transformar e nos sustentar. Não somos daqueles que retrocedem, mas daqueles que, pela fé, avançam para a preservação da alma.
Que essa galeria não seja apenas um capítulo bonito da Bíblia, mas um convite para vivermos pela fé hoje. A fé não é apenas um conceito teológico; é o que nos mantém firmes diante das dificuldades, o que nos motiva a obedecer a Deus, mesmo quando não vemos o resultado imediato. Que possamos, como Abel, Enoque e Noé, deixar um legado de fé que continue a falar mesmo depois de partirmos.
Pergunte a si mesmo: Como a minha fé está impactando minha vida e a vida daqueles ao meu redor? Estou andando com Deus como Enoque? Estou confiando nas promessas de Deus como Noé? Estou oferecendo a Deus o melhor, como Abel? Que nossa resposta seja um firme sim, enquanto seguimos pela fé, certos de que Deus recompensará aqueles que o buscam.
A galeria da fé Hebreus 11:1–10
I. Uma garantia investida (11:1–2)
II. A fé de Abel (11:3) A. Andando pela fé B. Uma fé que ainda fala
III. A fé de Enoque (11:5–6) A. O exemplo de Enoque
B. As impossibilidades da fé C. Razão para a fé
IV. A fé de Noé (11:7) A. A reverência de Noé
1 Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem. 2Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho. 3Pela fé, entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não são visíveis.
4 Pela fé, Abel ofereceu a Deus um sacrifício mais excelente do que Caim, pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas. Por meio da fé, mesmo depois de morto, ainda fala.
5 Pela fé, Enoque foi levado a fim de não passar pela morte; não foi achado, porque Deus o havia levado. Pois, antes de ser levado, obteve testemunho de que havia agradado a Deus. 6De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que recompensa os que o buscam.
7 Pela fé, Noé, divinamente instruído a respeito de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, construiu uma arca para a salvação de sua família. Assim, ele condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé.
8 Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber como herança; e partiu sem saber para onde ia. 9Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. 10Porque Abraão aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e construtor.