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Hebreus 13:18-25 - Continuando a Jornada da Fé: Palavras de Despedida e Bênção

03 de novembro de 202417 min de leitura

Hebreus 13:18-25 - Continuando a Jornada da Fé: Palavras de Despedida e Bênção

Introdução A vida é cheia de despedidas. Estamos chegando no final da exposição em Hebreus, e a partir da próxima semana, iniciaremos o livro de Joel. Assim como nós, o autor e seus leitores seguiram suas jornadas de fé. O amor entre o escritor e seus leitores permaneceria, e eles continuariam a lutar pela fé até o fim. Para nós, o mesmo é verdadeiro.

Assim como o autor de Hebreus encerra essa carta cheia de ensinamentos, nossa vida também é marcada por transições — novos empregos, filhos que crescem, ou desafios inesperados. Nesses momentos, somos chamados a seguir firmes na fé, como os destinatários desta carta.

As últimas palavras em uma despedida frequentemente contêm o mais importante a ser lembrado. Esse trecho final ressalta três áreas essenciais para a jornada de fé: 1. Oração Fervorosa (18-19) 2. Bênção Divina (20-21), e 3. Comunidade Sagrada (22-25)

18 Orem por nós, pois estamos certos de que temos a consciência limpa, querendo em todas as circunstâncias fazer o que é correto. 19Peço, com insistência, que vocês façam isto, para que eu lhes seja restituído o mais depressa possível. 20Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos o nosso Senhor Jesus, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança, 21aperfeiçoe vocês em todo o bem, para que possam fazer a vontade dele. Que ele opere em nós o que é agradável diante dele, por meio de Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém! 22Irmãos, peço que escutem com paciência esta palavra de exortação, porque, na verdade, escrevi de forma bem resumida. 23Saibam que o irmão Timóteo foi posto em liberdade. Se ele vier logo, irei vê-los na companhia dele. 24Saúdem todos os seus líderes, bem como todos os santos. Os da Itália mandam saudações. 25A graça esteja com todos vocês.

Esses três aspectos — oração, bênção e comunidade — eram essenciais para aqueles primeiros cristãos e são para nós também.

1. Oração Fervorosa(18-19) O escritor deu vários conselhos e encorajamentos ao longo de toda a carta. Agora ele pede a ajuda daquelas pessoas. Ele pede orações de forma insistente.

Apesar de ser um líder escolhido por Deus para fazer importantes advertências ao seu rebanho, que enfrentaria perseguição e o risco de cair em legalismo, o autor reconhece sua dependência da proteção e do poder de Deus. Ele deixa claro que tanto líderes quanto liderados precisam de oração.

Mas a necessidade de oração vai além dos líderes. Todos enfrentamos nossos próprios desafios diários — no trabalho, na criação dos filhos, nas preocupações com o futuro. Por isso, a oração se torna uma ferramenta essencial para todos nós. A oração nos lembra da nossa dependência de Deus em todas essas situações.

O autor declara que está com a consciência limpa. Mas porque alguém com a consciência limpa pediria oração? Que circunstâncias ele estaria enfrentando para justificar um pedido assim?

Pense em alguém responsável por liderar uma família ou uma empresa que enfrenta situações fora de seu controle, onde apenas Deus pode intervir. A oração fervorosa é o ato de reconhecer essa dependência total e algumas circunstâncias nos desafiam de forma especial a depender.

No contexto da carta, o autor fala de desafios específicos: sofrer desonra por Cristo, como os irmãos que pagaram um alto preço por sua fé (cap. 11), e a prisão de Timóteo, que havia sido libertado recentemente (cap. 13, vv. 3 e 23). Nós sabemos que os cristãos eram vistos como malfeitores e como uma ameaça ao império.

Os cristãos estavam sendo tratados como malfeitores ou traidores de Roma. A referência a ter uma consciência limpa está no plural. Isso poderia ser um plural majestático, que indica humildade, mas é provável que não apenas o autor e Timóteo estavam sobre oposição e prisão.

Assim como o autor e seus leitores, também somos chamados a perseverar na fé, especialmente quando enfrentamos pressões que desafiam nossa fé em Cristo. Naquela época, as pressões incluíam perseguições abertas; hoje, lidamos com pressões talvez mais sutis, mas igualmente desafiadoras.

Todos precisamos da ajuda de Deus, em especial quando sofremos ataques por causa da fé. Gente que teme a Deus deseja manter uma consciência tranquila, mesmo quando a opinião popular ou das estruturas de poder as tratem como malfeitoras. Veja 1 Pd 3:14-17:

14 Mas, mesmo que venham a sofrer por causa da justiça, vocês são bem-aventurados. Não tenham medo das ameaças, nem fiquem angustiados; 15pelo contrário, santifiquem a Cristo, como Senhor, no seu coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que pedir razão da esperança que vocês têm. 16Mas façam isso com mansidão e temor, com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam mal de vocês, fiquem envergonhados esses que difamam a boa conduta que vocês têm em Cristo. 17Porque, se for da vontade de Deus, é melhor que vocês sofram por praticarem o bem do que praticando o mal.

Paulo, quando estava sendo julgado em Atos, cap 24:16 afirmou:

16 Por isso, também me esforço por ter sempre uma consciência pura diante de Deus e dos homens.

Em 1 Co. 4:3-4, Paulo também afirma:

3 Mas a mim pouco importa ser julgado por vocês ou por um tribunal humano; nem eu julgo a mim mesmo. 4Porque a consciência não me acusa de nada. Mas nem por isso me dou por justificado, pois quem me julga é o Senhor.

Mesmo quando temos a consciência limpa, ainda precisamos que que orem por nós porque enfrentamos pressões internas e externas. Às vezes, sofremos por nossa fé; em outras, por nossas fraquezas. A ideia de independência de Deus é uma ilusão; Ninguém aqui tem força suficiente para de fato não depender de Deus. Ninguém está livre de errar e de pecar, ninguém é capaz de lidar com o próprio coração enganoso. Veja o que o Salmo 19:12-14 afirma:

12 Quem há que possa discernir as suas próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas. 13Também da soberba guarda o teu servo; que ela não me domine. Então serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão.14As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, Senhor, rocha minha e redentor meu!

Pense em alguém em sua vida que está passando por um momento difícil. Como você pode orar especificamente por essa pessoa? E quem ora por você? Como seguidores de Cristo, somos chamados a nos apoiar em oração uns pelos outros.

O autor aqui amava seus leitores e insiste para que eles orem para que ele possa retornar o mais breve possível para o convívio com eles. 19:

19 Peço, com insistência, que vocês façam isto, para que eu lhes seja restituído o mais depressa possível.

Aquele homem amava e deseja a companhia dos seus leitores. Ele queria estar com eles. Era um momento de crise para os cristãos no império. Paulo e Pedro provavelmente já haviam sido executados. Timóteo esteve até recentemente preso. Os tempos eram incertos.

O pedido de oração do autor era sincero, expressando confiança de que Deus poderia agir para possibilitar seu reencontro com os leitores. A oração é um reconhecimento de que Deus controla o mundo e nossas circunstâncias de forma soberana.

Vimos em Hb. 11 que a vontade de Deus pode ser que seus filhos sejam perseguidos e mortos, outras vezes, libertos. Deus livrou e ressuscitou alguns. Tudo isso de acordo com um plano perfeito e amoroso.

A oração sincera de uns pelos outros é vital na jornada de fé. Consciência limpa, conduta honrosa, intervenção providencial de Deus em nossas circunstâncias — todos precisamos de ajuda divina em relação a essas questões.

Quem são os irmãos e irmãs pelos quais você ora sinceramente? Quem está sob pressão? Quem está enfrentando perigo ou sofrendo? Não importa o quanto você acha essa pessoal espiritual ou devota – aqui é autor de Hebreus pedindo oração! Seus irmãos e irmãs precisam de suas orações.

Por outro lado, que irmão ou irmã tem orado por você? Quem conhece você e suas lutas o suficiente para fazer orações específicas em seu favor? A oração insistente é vital para seguir na jornada da fé.

**Bênção Divina (20-21)**Depois de pedir orações sinceras, o autor volta-se para Deus em oração pelos seus leitores, desejando que Ele lhes conceda a força e a sabedoria para viverem de forma a agradá-Lo.

20 Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos o nosso Senhor Jesus, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança, 21aperfeiçoe vocês em todo o bem, para que possam fazer a vontade dele. Que ele opere em nós o que é agradável diante dele, por meio de Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém!

Perceba que o autor primeiro pede oração por si, mas em seguida ora pelos leitores, reconhecendo a necessidade da bênção divina em suas vidas. Assim como aqueles cristãos, nós também precisamos dessa bênção.

Nossa força para viver segundo a vontade de Deus vem da obra de Cristo em nós. O “grande Pastor das ovelhas” nos guia e capacita, e não fazemos isso por nossas próprias forças.

Essa oração tem por base quem Deus e o que Deus faz. Ele ora para o Deus da paz – o Deus que conserta todas as coisas – que transforma inimigos de Deus, rebeldes, pecadores e adoradores de si mesmos em santos, filhos, herdeiros e amigos de Deus.

Como isso é possível? Pela obra de Deus realizada por intermédio de Cristo, que morreu e foi trazido novamente à vida de entre os mortos. Isso é possível pelo poder que é maior que o poder da morte.

Cristo morreu pelos pecados. Ele levou sobre si o pecado. Ele recebeu a ira de Deus e morreu. Sua ressurreição histórica, vista por mais de 500 pessoas de uma só vez, assegura que Deus aprovou e se agradou do sacrifício feito em nosso favor.

O escrito de dívida foi pago, então Jesus ressuscitou, voltou a viver, garantido que nós também seremos libertos da morte, fisicamente seremos ressuscitados dos túmulos, covas, mares.

Jesus é o “grande pastor das ovelhas” — Ele cuida de nós ao longo de toda a nossa jornada. Quem crê em Cristo é guardado por Ele. Jesus é o maior e o verdadeiro pastor. Quem crê e reconhece a sua voz vai até Ele e é guardado por Ele. O preço disso foi pago pelo “pelo sangue da aliança eterna”.

Essa ‘aliança eterna’ nos assegura que o amor de Deus por nós não tem fim. Ela é firmada no sangue de Cristo, o Cordeiro de Deus, e é essa mesma aliança que nos garante Sua fidelidade, independentemente das circunstâncias. Jesus está vivo e intercede por nós.

Nosso acesso a Deus só é possível por intermédio de Cristo. Deus é santo é Jesus quem nos justifica pelo seu sangue. É sobre essa base sólida que o escritor aos Hebreus ora pelos destinários da carta.

20 Ora, o Deus da paz, ... 21aperfeiçoe vocês em todo o bem, para que possam fazer a vontade dele. Que ele opere em nós o que é agradável diante dele, por meio de Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém!

Sua oração é que Deus providencie todo o bem necessário para que eles cumpram a vontade de Deus. É Deus quem nós dá os instrumentos e meios para sermos agradáveis na Sua presença. Deus nos capacita, preenche o que nos falta, corrige o que está errado, disciplina a quem ama. Deus age assim, em nós, por intermédio do Deus-homem; Salvador-Rei Jesus, o Messias. Deus nos aperfeiçoa em Cristo.

A oração é que o povo de Deus faça a vontade de Deus pelo poder de Deus para que Jesus mereça a glória eternamente. Isso só é possível pela operação da obra de Cristo em nós. Essa glória será eterna, porque o impacto da obra de Cristo é eterno. Ele fez uma aliança eterna com os que creem. Que seja assim em nós. Amém?

Pense como isso tem o poder para transformar a maneira como enfrentamos os desafios diários, sejam quais eles forem. Deus opera em nossas vidas para nos dar os meios para viver de forma que O agrada. Isso não é mérito nosso. Foi algo que Cristo comprou por seu Sangue em nosso favor.

Precisamos orar uns pelos outros. Rogar pela provisão espiritual de Deus em favor de Sua igreja. Precisamos nos inclinar suplicando pelo suprimento espiritual num mundo vazio e faminto.

Busque individualmente também esse suprimento em sua vida. Pratique buscar o Senhor, tenha deleite em viver diante do Senhor. Pratique a presença de Deus. Se alegre no que você é por causa de Cristo e aproveite disso ao máximo.

É impossível explicar nossa igreja sem enxergar a ação de Deus em nosso favor. Muitos aqui já enfrentaram crises pessoais e familiares e sabem que foi a graça de Deus que os manteve de pé.

Vamos nos unir ao autor de Hebreus e pedir que Deus fortaleça nossos irmãos e irmãs. Precisamos de uma consciência desperta em relação a Deus em todo o tempo. Comece e termine seu dia com Deus.

Fale com Deus ao longo do dia, mantenha a Palavra em seu coração, mente e vontade. Ame a Deus e ame aos outros em nome de Deus. Essa caminhada exige uma conexão com uma comunidade sagrada. (22-25).

Depois de tratar da oração e da bênção de Deus, o autor destaca um último aspecto essencial da jornada de fé: a importância de viver em comunidade.

22 Irmãos, peço que escutem com paciência esta palavra de exortação, porque, na verdade, escrevi de forma bem resumida. 23Saibam que o irmão Timóteo foi posto em liberdade. Se ele vier logo, irei vê-los na companhia dele. 24Saúdem todos os seus líderes, bem como todos os santos. Os da Itália mandam saudações. 25A graça esteja com todos vocês.

A vida em comunidade sagrada tem várias dimensões. Primeiro, o relacionamento entre o autor e seus leitores. Ele sabia que sua carta seria difícil de ser acolhida. Ele pede que eles tenham paciência com o que ele ensinou.

Receber uma palavra de correção com humildade é um sinal de maturidade cristã. Todos precisamos de irmãos que nos ajudem a ver onde precisamos crescer. Esse é o verdadeiro amor cristão — o amor que nos aproxima de Cristo.

Às vezes, o que a igreja ou o cristão mais precisa ouvir é o mais difícil de acolher. Você já sentiu esta tensão? As verdades que corrigem nosss pensamentos e ações, alinhando-os à vontade Deus, são difíceis, mas essenciais para o crescimento em Cristo.

Mas como podemos crescer em Cristo se resistimos àquilo que nos confronta e corrige? Se quisermos saber onde mais precisamos mudar, geralmente são as áreas em que somos mais rápidos para refutar.

O autor disse que a carta foi escrita "brevemente". A ideia foi que ele fez um resumo do que precisava dizer e pede que eles tenham paciência para acolher.

A segunda dimensão na comunidade sagrada é a da solidariedade e da preocupação que eles deveriam compartilham por seus líderes como Timóteo, que evidentemente esteve preso.

23 Saibam que o irmão Timóteo foi posto em liberdade. Se ele vier logo, irei vê-los na companhia dele.

Na última carta que Paulo escreveu para Timóteo (2 Tm 4:9), o apostólo pediu que aquele jovem pastor tentasse ir ao seu encontro o mais rápido possível. Paulo só tinha naquele momento de prisão a companhia de Lucas. É possível, que Timóteo tenha ido à Roma e lá também tenha sido preso. Fato é que tanto o autor, quanto os leitores, souberam da prisão de Timóteo.

O autor está aliviado com a libertação de Timóteo e espera poder visitar seus leitores acompanhado por Timóteo em breve. Há um senso de solidariedade, cuidado e proteção por aqueles que passam por provação.

24 Saúdem todos os seus líderes, bem como todos os santos. Os da Itália mandam saudações.

O autor manda saudação para os líderes da igreja e para todos os membros daquela igreja a quem ele chama de santos. Em relação aos líderes, ele já havia ensinado que eles deveriam ser lembrados pelo seu exemplo, imitados em sua conduta de vida e de fé em Cristo que não muda. Ele ensinou que os líderes deveriam ser obedecidos porque prestarão conta das almas das pessoas.

Essa saudação aqui é um lembrete que a igreja não é um palco apenas para alguns iluminados. Ela aponta para o bom relacionamento com a liderança da igreja e com os membros, um convite ao viver harmonioso e de acolhimento dentro da igreja.

Quem pertence a Deus por intermédio de Cristo é santo, separado. A comunidade é santa porque é uma comunidade que pertence a Deus. O povo de Deus é chamado a viver em unidade. Abraçar, torcer e fomentar conflitos é algo contrário à identidade de filhos de Deus e de cidadãos do reino celestial.

Nossa unidade é um testemunho ao mundo. Como membros do corpo de Cristo, nossa responsabilidade é lutar pela paz e preservar a unidade, refletindo o amor de Deus em nosso meio.

Quem produz essa unidade é o próprio Espírito de Deus, mas devemos lutar para protegê-la e preservá-la. É necessário esforço e atenção. Somos pecadores e pecamos contra Deus e contra os outros. É vital proteger a unidade dentro da igreja e há grandes prejuízos quando a ferimos. Paulo explica isso em Efésios 4:1-3

1 Por isso eu, o prisioneiro no Senhor, peço que vocês vivam de maneira digna da vocação a que foram chamados, 2com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando uns aos outros em amor, 3fazendo tudo para preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz.

Lutar pela comunhão é uma demonstração de amor para com a comunidade de fé. Devemos mostrar lutar por isso porque faz parte da restauração da nossa própria identidade como povo separado por Deus. Sempre foi assim, como já ensinava o AT, em Levítico 19:17-18.

17— Não guarde ódio no coração contra o seu próximo, mas repreenda-o e não incorra em pecado por causa dele. 18— Não procure vingança, nem guarde ira contra os filhos do seu povo, mas ame o seu próximo como você ama a si mesmo. Eu sou o Senhor.

O amor verdadeiro envolve repreensão banhada em amor, não ódio. O amor verdadeiro não consiste em dizer que erros são acertos ou em errar junto. O amor verdadeiro aponta para o desejo de amar como já nos amamos.

Interessante a nota que crentes da Itália mandavam saudações. A comunidade santa não é apenas uma igreja local, mas abrange todos aqueles que entendem a salvação apenas pelo Cristo. O autor provavelmente escreve da Itália ou está em outro lugar em companhia de pessoas da igreja da Itália. Igrejas se preocupam com igrejas.

25 A graça esteja com todos vocês.

Esse é o desejo final do autor. Suas últimas palavras registradas. Que a graça esteja com todos vocês. Onde quer que estejamos, em qualquer circunstância, todos precisamos do favor e da bondade imerecidos de Deus em nosso favor.

Nossa igreja e toda a comunidade sagrada da fé existe puramente por causa da graça de Deus. A igreja sobrevive e prospera somente pela graça de Deus. No tempo do culto à razão, a igreja próspera. Em tempos de perseguição na China, a igreja próspera. A igreja no Irã prospera apesar de toda a oposição. Que Deus continue a nos conceder dessa graça!

Sem Ele, nada podemos fazer. Se Deus é por nós, quem será contra nós? É por essa razão que oramos fervorosamente, confiamos e pedimos sua provisão espiritual, alimentados pela Sua Palavra e Seu Poder, e vivemos em uma comunidade sagrada que deve ser marcada pelo amor que Ele mesmo derramou e concedeu ao seu povo.

Nesta jornada de fé, o autor de Hebreus nos convida a valorizar a oração, a buscar a bênção divina que nos capacita para fazer a vontade de Deus, e a conviver e cultivar uma comunidade sagrada, unida em amor. Esses três aspectos não são apenas sugestões, mas fundamentos que sustentam nossa caminhada cristã.

Imagine como nossa vida seria diferente se, mesmo nas semanas mais difíceis, nos lembrássemos de orar por nossos irmãos, de confiar na bênção de Deus e de cultivar nossa unidade como corpo de Cristo. Esses elementos são como uma âncora em meio a tempestade.

Que possamos colocar em prática esses três aspectos da fé, e que Deus nos dê perseverança para vivê-los. Que Ele nos ajude a sermos constantes na oração, confiantes em Sua bênção e unidos como uma comunidade que reflete o amor de Cristo.

Perguntas para Discussão 1. Por que uma consciência limpa e conduta honrosa são tão importantes, especialmente para os crentes que estão sob escrutínio ou acusação como malfeitores?

2. Por que a oração sincera por nós seria crucial para nossa consciência limpa e conduta honrosa?

3. Quais são as maneiras de garantir que você esteja orando sinceramente por seus irmãos e irmãs em Cristo?

  1. O que faz você sentir que pode compartilhar necessidades de oração com outras pessoas que orarão sinceramente por você?

  2. O autor pede oração sincera para que ele retorne aos leitores em breve. Seu pedido revela sobre como ele vê o controle providencial de Deus sobre as circunstâncias e o cuidado de Deus por Seu povo?

  3. A oração de bênção do autor para que Deus esteja trabalhando nos leitores para equipá-los a fazer Sua vontade é fundamentada no caráter (Deus da paz) e na obra de Deus por meio de Cristo. Qual é a conexão desse fundamento com nossa capacidade diária de viver para Deus?

  4. O ensino fiel das Escrituras às vezes nos confronta e corrige. Quais são as maneiras pelas quais podemos superar a resposta humana natural para resistir a fazer as mudanças necessárias à luz desse confronto? O que pode acontecer se sempre rejeitarmos o que confronta e corrige?

  5. O que o comando para saudar (dar boas-vindas, abraçar) todos os nossos líderes e todos os santos revela sobre como a comunidade santa do povo de Deus deve ser, e quais são algumas maneiras práticas pelas quais os membros da comunidade demonstram isso?

  6. Quais são as maneiras pelas quais tudo o que o autor enfatizou nesses versículos depende da graça de Deus — Seu favor imerecido e bondade para conosco?