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Hebreus 13:7-19 - Instruções Finais: Liderança, Graça e o Cristo Imutável

25 de outubro de 202418 min de leitura

Hebreus 13:7-19 - Instruções Finais: Liderança, Graça e o Cristo Imutável

Os cristãos devem se inspirar na fé dos seus lideres e proteger esta fé enquanto sofrem na jornada espiritual.

I. Lembre-se de Seus Líderes

II. Lembre-se de Seu Salvador

III. Não Seja Desviado

A. Vários tipos de ensinamentos estranhos

B. Fortalecidos pela graça, não por alimentos

IV. Saia do Acampamento

A. Um altar melhor e seu melhor sacrifício

B. Perseverando por uma cidade escatológica

Para o observador casual, esta seção final de Hebreus pode parecer um tanto desconexa, da mesma forma que aqueles que leem um briefing militar da Segunda Guerra Mundial podem achar aquele relato desconexo.

Num relatório de guerra, o oficial comandante informa as tropas sobre o plano de batalha, dá orientações táticas, faz esclarecimentos e dá instruções pessoais. As tropas que receberam tal relatório certamente veriam as instruções como coerentes, mas nós, distantes da situação original, acharíamos estranho.

É por essa razão que as instruções finais de Hb 13 podem parecer soltas. Esse trecho de 7-14 são as últimas instruções de um comandante para sua tropas. Era o que eles precisavam ouvir naquele momento e é o que precisamos ouvir agora.

Lembre-se de seus líderes HEBREUS 13:7

7 Lembrem-se dos seus líderes, os quais pregaram a palavra de Deus a vocês; e, considerando atentamente o fim da vida deles, imitem a fé que tiveram.

A carta aos Hebreus está cheia de encorajamentos e exortações morais. Esta seção final não é diferente. Aqui o autor recomenda que o povo de Deus deve se lembrar de seus líderes. Especificamente, ele quer que eles se lembrem daqueles que pregaram a palavra de Deus.

No contexto imediato da carta, isso se refere àqueles que lhes ensinaram o evangelho. Se ampliarmos, isso se refere àqueles que lhes ensinaram toda a Bíblia.

O comando para "lembrar" pode parecer peculiar para nós a princípio. Esperaríamos que o autor encorajasse seus leitores a honrar, a respeitar, a amar ou a cuidar dos líderes, mas por que a ordem era para "lembrar" deles?

Lembrem-se que o autor já havia falado sobre resistir até o sangue contra o pecado. É provável que o martírio já estivesse em andamento quando esta carta foi escrita. Quando o escritor chama seus leitores para lembrar, é bem possível que ele esteja se referindo à memória de líderes que foram mortos por sua fé.

O chamado para lembrar é um chamado para olhar para trás. Os leitores deveria olhar para trás e considerar o resultado do modo de vida dos seus líderes e para imitar a fé que eles tiveram.

Esta exortação é comum no Novo Testamento e semelhante ao que Paulo escreve em 2 Timóteo 3:10-13. Paulo escreve para Timóteo para que ele evite seguir o mal exemplo de Janes e de Jambres e o exorta a imitar o próprio Paulo.

10 Mas você tem seguido de perto o meu ensino, a minha conduta, o meu propósito, a minha fé, a minha paciência, o meu amor, a minha perseverança, 11as minhas perseguições e os meus sofrimentos, os quais tive de enfrentar em Antioquia, Icônio e Listra. Quantas perseguições sofri! Porém o Senhor me livrou de todas elas. 12Na verdade, todos os que querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. 13Mas os perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados.

Este é o tipo de instrução que temos aqui no v. 7. Viver uma vida de discipulado é viver nossas vidas diante dos outros de tal forma que eles possam aprender conosco e nós com eles. A vida cristã é mais do que apenas ensinar, é também como a vivemos. Os líderes mencionados em Hb 13:7 testemunharam sobre Cristo na maneira como viveram e, provavelmente, como morreram.

Devemos nos lembrar das pregações, mas também de como nossos líderes viveram. Devemos praticar o que eles ensinaram e praticar aquilo que foi aprovado no seu modo de viver. Aqueles homens foram fieis e os leitores devem imitar a fidelidade deles.

É disso que as igrejas precisam desesperadamente. Homens fieis sendo imitados em sua fidelidade por gente fiel. É tempo de orar por seus pastores e líderes denominacionais.

Muitas vezes, no afã de fazer a obra de Deus, eles se tornam deuses em si mesmos, negligenciando relacionamentos importantes em função da construção de um culto para Deus que se mescla com um culto pessoal velado. É necessário discernimento espiritual para governar a própria casa, amando a casa de Deus. Esses homens querem ser fieis a Deus a custa de si mesmos, mas às vezes sacrificam outros que não estão dispostos a isso e muitos sofrem.

Mais uma vez, orem por seus pastores e os imitem, como Paulo ensina em I Coríntios 11:1, naquilo que eles mesmos pregam e imitam a Cristo. Sim, isso é importante para nos proteger de idolatrar líderes. O autor também está preocupado com isso. Mais do que lembrar de nossos líderes, precisamos lembrar para aquele que eles apontam. Por isso ele escreve o v. 8:

Lembre-se do seu Salvador HEBREUS 13:8

8 Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e para sempre.

A natureza imutável de Cristo é algo que as Escrituras deixam abundantemente claro. Jesus Cristo é realmente o mesmo ontem, hoje e para sempre. Malaquias 3:6 fala a mesma coisa sobre Deus ainda no Antigo Testamento: "Porque Eu, o Senhor, não mudo" (Ml 3:6).

Embora as circunstâncias ao redor de nós e dentro de nós estejam sempre mudando, não precisamos nos preocupar com uma eventual mudança em Jesus Cristo, no Espírito ou em Deus Pai.

A disposição de Deus em nosso favor é fixa desde a eternidade. O poder salvador de Deus em nosso favor não aumenta ou diminui. Líderes podem morrer em honra ou em desgraça, mas Jesus morreu em aparente desgraça diante dos homens para reinar eternamente e para sempre. Nossos líderes podem morrer, nos abandonar ou cair por falhas morais, mas Jesus permanece como uma rocha inabalável em socorro daqueles que o Pai confiou a Ele. Temos todas as provas bíblicas e históricas para descansar na imutabilidade de Deus.

Esse versículo não está solto ou desconexo. Ele é a base para todas as instruções, ele as fundamenta. Nossa fé e os ensinamentos sobre Cristo não mudam, não melhoram, não são atualizados. Não existe um cristianismo novo e melhor. Nossa fé é a fé que foi entregue aos santos uma vez por todas, conforme Judas v. 3. Porque nossa fé é baseada somente na Palavra, na Fé, em Cristo, na graça e na glória de Deus.

Embora igrejas possam ter novos líderes, embora as circunstâncias pessoais dentro e fora de nós possam mudar, nosso Salvador permanece o mesmo. Ele é o mesmo ontem, hoje e para sempre. Portanto, devemos nos lembrar da fidelidade de nossos líderes e não sermos desviados por nada contrário à imutável mensagem cristã.

Não se deixe desviar HEBREUS 13:9

O cristianismo corretamente compreendido é o mesmo ontem, hoje e para sempre. Isso ocorre porque Jesus Cristo não muda. E por causa da natureza imutável do evangelho, essa pedra angular, rocha eterna, que podemos e devemos ser capazes de sentir o cheiro de comida estragada, por detrás do fascínio com que falsos ensinos são apresentados, para que não sejamos enganados por eles e nos desviemos. É essa a preocupação do v. 9:

9 Não se deixem levar por doutrinas diferentes e estranhas, porque o que vale é ter o coração confirmado com graça e não com alimentos, que nunca trouxeram proveito aos que se preocupam com isso.

O autor menciona doutrinas, no plural. Ele as descreve com dois adjetivos importantes: diferentes e estranhas. Tem gente que se fascina com coisas diferentes e estranhas.

Tem gente com preferência pelo diferente por ser diferente, pelo novo, por ser novo, pela quebra do padrão apenas pela quebra do padrão. Gente que é amiga da novidade à beira da ingenuidade. Gente que abraça a tolice por ser diferente em detrimento da sabedoria.

Desejar atualizações no evangelho, se fascinar com abordagens novas da Bíblia, encontrar tesouros ocultos na Bíblia como se ela fosse um libro cabalístico ou de conhecimento fechado é um perigo a ser evitado, não um bem a ser perseguido. Temos apenas uma fé, um só evangelho, um só batismo, um só Salvador.

Além disso, devemos ser capazes de reconhecer um ensinamento como estranho ou inadequado quando ele é contrário à sã doutrina das Escrituras. As coisas estranhas são atraentes por serem incomuns, mas quando se trata da alteração da verdade, coisas estranhas nos desviam da verdade. Essa é a preocupação do autor aqui.

Não sabemos exatamente qual era o ensino estranho que ele queria combater, mas os versos seguintes indicam que era algo derivado do AT e relacionado com as regras alimentares que tinham por objetivo identificar o povo de Israel como um povo santo de Deus.

Seja qual for o ensino diferente ou estranho, eles precisam ser combatidos por contradizerem a unidade teológica da mensagem do evangelho. O autor é claro ao afirmar que devemos nos permitir ser levados por esses erros, pois eles não produzem nada proveitoso.

Fortalecidos pela graça, não pelos alimentos

O autor também nos lembra que devemos confirmar ou fortalecer nossos corações pela graça, não por meio da mera observância de regras alimentares.

A princípio, o contraste pode parecer confuso. Já falamos várias vezes sobre a diferença entre lei e graça, entre lei e evangelho, mas qual a diferença entre a graça e as leis alimentares? O autor cria que seu público iria entender, pois eles eram judeus que haviam se tornado cristãos.

Um dos perigos desse tipo de lei externa, como a de regras alimentares, é que há uma tendência a enfatizá-las demais. Tem gente ainda hoje pensando que pode ser justificado por manter regras alimentares. É como gente que pensa que não comer carne em determinado momento do ano é algo agradável a Deus ou gente que quer comprar Deus com a abstenção até total de alimentos pensando que o jejum é um mera dieta zero.

É possível focar nestas coisas e esquecer as mais importantes — a salvação pela graça pela fé em Cristo. Eles, como nós hoje, precisavam desesperadamente ouvir a mensagem principal de Hebreus: a nova aliança inaugurada pelo sangue de Jesus é muito superior à antiga aliança.

Portanto, não importa o quanto você seja preocupado com regras alimentares, sejam uma dieta kosher ou cetogênica. Os cristãos vivem pela graça, e nossos corações são fortalecidos pela graça. Assuntos externos não podem nos confirmar, fortalecer ou salvar. Somos salvos pela misericórdia de Deus demonstrada na nova aliança. É exatamente o caminho que o autor quer apontar. Um caminhar para fora do acampamento, como veremos agora:

HEBREUS 13:10–14

10 Temos um altar do qual os que ministram no tabernáculo não têm o direito de comer. 11Pois aqueles animais cujo sangue é trazido pelo sumo sacerdote para dentro do Santo dos Santos, como sacrifício pelo pecado, têm o corpo queimado fora do acampamento. 12Por isso, também Jesus, para santificar o povo, pelo seu próprio sangue, sofreu fora da cidade. 13Saiamos, pois, a ele, fora do acampamento, levando a mesma desonra que ele suportou. 14De fato, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir.

Os cristãos não devem se preocupar em seguir regras alimentares da antiga aliança para serem salvos. Longe disso. Eles devem se alimentar de Cristo a partir da nova aliança. Estamos diante aqui de mais um contraste entre as duas alianças.

A carta de Hebreus é uma carta de contrastes, de comparações. Novamente o autor que destacar seu ponto principal: Que Jesus é o mediador de uma nova e melhor aliança promulgada com base em novas e melhores promessas.

Um Altar Melhor e o Melhor Sacrifício

No versículo 10, o escritor compara o altar da nova aliança — a cruz de Cristo — com o altar da antiga aliança. Ele aponta para o tabernáculo em vez do templo, como costuma fazer, para informar seus leitores que aqueles que servem no antigo altar não têm o direito de comer no novo.

Os crentes, porém, têm o direito de comer neste novo e melhor altar, pois desfrutam da comunhão com Deus por meio do sangue de Jesus Cristo. Mais uma vez, o escritor está demonstrando que Jesus é de fato um sumo sacerdote muito melhor, pois sua comida e altar superam a comida e o altar da antiga aliança.

O autor então lembra dos animais que foram sacrificados sob a antiga aliança. Embora não pensemos frequentemente sobre o que acontecia com as carcaças, sabemos pelas Escrituras que elas eram levadas para fora da cidade e queimadas para não contaminar a cidade.

Como esses sacrifícios da antiga aliança, "Jesus também sofreu fora do portão". Esse paralelo é visto mais explicitamente em João 19:17–20, quando Jesus carrega sua cruz para o Gólgota, que ficava fora dos portões de Jerusalém.

17 Jesus, carregando ele mesmo a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, Gólgota em hebraico. 18Ali o crucificaram e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. 19Pilatos escreveu também um título e o colocou no alto da cruz. E o que estava escrito era: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”. 20Muitos judeus leram este título, porque o lugar em que Jesus havia sido crucificado era perto da cidade; e estava escrito em hebraico, latim e grego.

Os evangelhos também ensinam que Jesus foi enterrado fora dos portões de Jerusalém. A Bíblia é cheia dessas conexões fabulosas. Mas o mais importante é o que o sofrimento e sacrifício de Jesus realiza, que é muito superior ao que o sacrifício de animais poderia realizar, no v.12: "para santificar o povo por seu próprio sangue".

O sangue de Jesus é que torna os crentes santificados. Esta realidade surpreendente revela mais uma vez que as ofertas de sacrifícios do AT apenas apontavam para uma oferta melhor pelo sangue de Jesus Cristo.

Perseverando por uma Cidade Escatológica

Esta realidade leva às aplicações do v. 13. Como Jesus sofreu fora do acampamento, seu povo deve se identificar com ele lá. Seguir Jesus significa se juntar a ele fora do acampamento. O povo do escritor foi tentado a encontrar sua identidade no judaísmo e na antiga aliança.

Em vez de "suportar a desonra" por causa de Cristo, eles estavam buscando segurança e proteção em algo diferente de Jesus. Assim, o autor está nos dizendo que devemos sair do acampamento — mesmo que isso signifique que devemos sofrer — para nos identificar como verdadeiros discípulos.

O versículo 14 nos diz por qual esperança podemos sofrer por causa de Cristo: porque antecipamos uma cidade eterna.

Nossa esperança não está nas cidades decadentes do nosso mundo, mas na cidade duradoura de Deus. Esperamos por uma cidade escatológica, a Jerusalém celestial. E é por essa cidade que podemos suportar a perseguição fora do acampamento com Jesus.

Estar fora do acampamento com Jesus é estar em peregrinação. Nós estamos em peregrinação. Como devemos caminhar aqui?

Primeiro: v:15: devemos viver uma vida de louvor a Deus. Essa vida de louvor a Deus é por intermédio de Jesus. Ela se exterioriza em obras. Obras não salvam, obras são evidência de salvação.

A primeira evidência é a de lábios que confessam o nome de Cristo. Sua boca confessa Jesus? Confessar é reconhecer-se culpado. Sua boca confessa? Confessa que é você é pecador e que confia em Cristo como Salvador? Isso redunda em louvor a Deus? Será que sua boca testemunha apenas a respeito de quanto bom você é, quão fiel você é? Quão corajosa, amorosa, bondosa? Sua boca confessa que você é centro ou confessa que você foi perdoado e aceito por intermédio de Cristo? Sua boca aponta para Cristo?

E suas mãos? V. 16. Elas praticam o bem e a mútua cooperação? Você faz o bem quando pode até com seu sacrifício pessoal? Você coopera com outros crentes para que eles recebam ou pratiquem o bem? Você caminha com o povo de Deus?

Você faz o bem? O certo? Mesmo quando é custoso? Mesmo quando é emocionalmente desgastante? Você é generoso ou avarento? Você elogia pessoas ou as destrói com a língua para tentar sobressair? Você tem buscado fazer o certo, o compatível com a glória de Deus?

Nas peregrinações, o povo de Deus louvava indo para Jerusalém. Eles mantinham comunhão e se auxiliavam na jornada para ter comunhão com Deus. Caminhando para ter comunhão com Deus, eles caminhavam em comunhão uns com os outros.

Sua vida de peregrinação é marcada pela cooperação? Você evidencia isso vivendo processos de discipulado? Você participa dos grupos de discipulado e de comunhão da igreja? Você faz algum esforço para priorizar a pratica da mútua cooperação?

Na jornada fora do acampamento, nas peregrinações, o povo seguia Moisés. Eles, muitas vezes de má vontade e com murmurações, reagiram contra Deus e dirigiram suas insatisfações contra a liderança.

Nesse sentido, eles se queixavam contra Deus e faziam mais pesada a jornada daqueles aos quais Deus havia confiada missão de guiar seus povo. Os pastores são, em última análise, pastores auxiliares do pastor da igreja que é Jesus. Jesus confiou a esses homens uma grande responsabilidade.

17 Obedeçam aos seus líderes e sejam submissos a eles, pois zelam pela alma de vocês, como quem deve prestar contas. Que eles possam fazer isto com alegria e não gemendo; do contrário, isso não trará proveito nenhum para vocês.

Na peregrinação fora do acampamento, somos chamados a confiar e a obedecer aos líderes. Sim, os líderes devem zelar pelas almas de vocês, não pelos bolsos ou pela afeição. Essa é a missão deles, zelar por almas e eles vão prestar contas.

Os líderes, pastores ou presbíteros, estarão diante de Deus e serão chamados a prestar relatório. Isso é grave meus irmãos. Deve ser levado em consideração ao desejar o presbiterato. Não temos desculpas diante de Deus.

Mas irmãos e irmãs, vocês devem facilitar o processo. Sejam obedientes e submissos à Palavra de Deus e aos seus lideres enquanto eles estiverem sujeitos à Palavra de Deus, enquanto eles estiverem imitando Cristo.

Todos já viram vídeos de pastores apanhando de ovelhas bravas. Não sejam essas que dão alívio quando mudam de igreja. Ajude a gente a te ajudar...

Se os pastores trabalharem sem alegria ou gemendo, isso não produzirá nenhum benefício para vocês. Pastores desanimados por ter que enfrentar críticas ferinas e veladas, caras torcidas e murmurações precisam de críticos maduros e amorosos, de intercessores e de conselheiros. Pastores locais precisam de crentes maduros para apontar novos caminhos, como Jetro fez com Moisés, precisam de companheiros de batalha que segurem as mãos no tempo de guerra.

É triste uma igreja que não cuida de seus obreiros, que não os considera dignos de honra e de dobrados, repito pois a Bíblia diz, dobrados honorários. É triste um pastor não poder ir numa programação da própria igreja por não ter recursos para isso.

Sejam leais e amorosos para a alegria de vocês.

7 Lembrem-se dos seus líderes, os quais pregaram a palavra de Deus a vocês; e, considerando atentamente o fim da vida deles, imitem a fé que tiveram. 8Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e para sempre. 9Não se deixem levar por doutrinas diferentes e estranhas, porque o que vale é ter o coração confirmado com graça e não com alimentos, que nunca trouxeram proveito aos que se preocupam com isso.

10 Temos um altar do qual os que ministram no tabernáculo não têm o direito de comer. 11Pois aqueles animais cujo sangue é trazido pelo sumo sacerdote para dentro do Santo dos Santos, como sacrifício pelo pecado, têm o corpo queimado fora do acampamento. 12Por isso, também Jesus, para santificar o povo, pelo seu próprio sangue, sofreu fora da cidade. 13Saiamos, pois, a ele, fora do acampamento, levando a mesma desonra que ele suportou. 14De fato, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir. 15Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome. 16Não se esqueçam da prática do bem e da mútua cooperação, pois de tais sacrifícios Deus se agrada.

17 Obedeçam aos seus líderes e sejam submissos a eles, pois zelam pela alma de vocês, como quem deve prestar contas. Que eles possam fazer isto com alegria e não gemendo; do contrário, isso não trará proveito nenhum para vocês.

Reflita e discuta

Alguns dos versículos neste último capítulo de Hebreus parecem desconexos para você? Como entender a natureza epistolar (semelhante a uma carta) do livro ajuda você a entender quaisquer instruções aparentemente aleatórias?

Hebreus 13:7 chama os cristãos a “lembrar” de seus líderes. Como isso se parece na prática? Como podemos aplicar esse comando hoje? Que outras instruções nesta passagem nos ajudam a aplicar o comando de lembrar?

Quem são alguns dos líderes de Hebreus 13:7 em sua vida? Como eles deram um exemplo para você em sua fé e em sua conduta? Como você está conduzindo sua própria vida para que outros possam aprender com você?

O que significa que Cristo é imutável? Como sua natureza imutável se relaciona com nosso relacionamento com ele? Como isso o encoraja a sair do acampamento com Jesus, mesmo que isso signifique sofrer por ele?

Como a declaração sobre Jesus no versículo 8 se relaciona com os mandamentos dados nos versículos 7 e 9? Quais implicações o versículo 8 tem para nós ao considerarmos alguns supostos líderes "cristãos" hoje e o conteúdo de seus ensinamentos?

Com quais vários ensinamentos estranhos a cultura o confronta? Você já se sentiu tentado a entreter esses ensinamentos? Por que sim ou por que não? Como esses ensinamentos diferem da única fé e mensagem verdadeira e imutável de Jesus?

O que o autor de Hebreus está tentando comunicar quando encoraja seus leitores a não serem fortalecidos por alimentos? Em quais "leis externas" você é tentado a encontrar sua própria justificação? O que a graça tem a ver com o estabelecimento do coração?

Como os versículos 10–14 reiteram o tema principal da carta? Por que aqueles que servem no antigo altar não têm o direito de comer no novo altar? O que isso diz sobre a antiga aliança agora que a nova aliança chegou?

O que significa algo sair do portão? Como os sacrifícios da antiga aliança sofriam fora do portão? Como isso aponta para Jesus? O que significa para nós sair do acampamento com Jesus? Qual o papel de sair do acampamento com Jesus em nosso discipulado e testemunho cristão?

O que você frequentemente busca em busca de segurança e proteção em vez de suportar a desgraça por Cristo? Que relação a cidade vindoura de Deus tem com nosso sofrimento? Como a realidade de uma cidade eterna o motiva a perseverar na fé?