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Jeremias 2:1-3:5 - Análise de um Divórcio Espiritual

28 de março de 202516 min de leitura

Jeremias 2:1-3:5 - Análise de um Divórcio Espiritual

I. Esquecemos o que Deus fez por nós (2:5–8).

II. Encontramos nossa satisfação em outra coisa (2:8–37).

III. Deus pede o divórcio (3:8).

IV. Deus não nos deixará sozinhos (3:1–5).

A gente gosta de histórias de amor. Conflitos e separações são amargas, mas há um gostinho de vitória na reconciliação e no perdão. O texto de hoje é um dos primeiros sermões de Jeremias. Na introdução, ele descreve um amor de juventude de forma bastante poética. Esse amor não entre duas pessoas, mas entre Judá e Deus.

Esta metáfora é muito usada por toda a Bíblia. A ideia é que Deus é o marido e seu povo é sua noiva. O texto desta noite mostra quando este amor era recente, cheio de descobertas e emocionante. Judá e Deus não estavam mais em lua de mel, mas Deus se lembra de quando eles estavam. Os v.2–3 descrevem como eles se sentiam um pelo outro, de como Judá era uma noiva dedicada. (v. 2).

Deus se lembra da caminhada no deserto. Eles tiveram necessidades de ajustes, mas bons momentos também. De uma forma geral, o povo permaneceu fiel até chegar à Terra Prometida. Foram dias bons. O povo estava tão comprometido com Deus que fez uma promessa em Js. 24:24:

24 O povo disse a Josué: — Ao Senhor, nosso Deus, serviremos e obedeceremos à sua voz.

Aquela geração viu a queda de Jericó, traiu o Senhor, mas viu sua misericórdia na conquista da cidade de Aí. Eles viram o sol parar para que Deus lutasse por eles. Eles amavam a Deus. Deus se sentia da mesma forma, v.3:

3 Israel era consagrado ao Senhor e era as primícias da sua colheita; todos os que o devoraram se faziam culpados; o mal vinha sobre eles”, diz o Senhor.

Israel era separado para Deus como os primeiros frutos da colheita deveriam ser dedicados a Deus. Quem se apropriasse das primícias sofreria as consequências. Da mesma forma, quem tentasse devorar Israel sofreria as consequências.

Deus falava a respeito de Israel: toda colheita é minha, mas você é a parte consagrada. Todo o mundo é meu, mas Israel é minha porção especial. Se alguém tocar em você, receberá o mal. Deus fez exatamente isso, ao exterminar nações para abrir espaço para Israel. Deus protegeu Israel como um marido deve proteger sua esposa.

É por isso que é tão chocante que Deus declarou um divórcio para com Israel. V. 3:8:

8 Quando, por causa de tudo isso, por ter ela cometido adultério, eu despedi a rebelde Israel e lhe dei carta de divórcio

Deus entregou um decreto de divórcio por causa da infidelidade de Israel. Esta imagem é chocante. Pensamos em pessoas abandonando Deus, mas temos dificuldade de imaginar Deus abandonando pessoas. Apesar de chocante, a figura é apropriada. Deus não é moralmente obrigado a permanecer num relacionamento em que sua noiva é decididamente infiel.

Esse divórcio, contudo, não é surpreendente. Divórcios seguem um padrão. Nesta noite vamos analisar como um divórcio para com Deus se desenvolve.

Primeiro passo: esquecermos do que Deus fez por nós (5-8)

Deus se lembrava dos tempos bons, Mas Judá esqueceu. Veja os versículos 5–8.

5 Assim diz o Senhor: “Que injustiça os pais de vocês acharam em mim, para que se afastassem de mim, seguindo os ídolos sem valor e se tornando eles mesmos sem valor? 6Eles não perguntaram: ‘Onde está o Senhor, que nos tirou da terra do Egito e nos guiou pelo deserto, por uma terra árida e cheia de covas, por uma terra de sequidão e sombras de morte, por uma terra em que ninguém passava e na qual não morava ninguém?’ 7Eu os trouxe para uma terra fértil, para que vocês comessem o seu fruto e as coisas boas que ela tem. Mas, depois de entrar, vocês contaminaram a minha terra e fizeram da minha herança uma abominação. 8Os sacerdotes não perguntaram: ‘Onde está o Senhor?’ E os que tratavam da lei não me conheceram, os pastores se revoltaram contra mim, os profetas profetizaram por Baal e andaram atrás de coisas que não têm proveito algum.”

Os líderes esqueceram. Eles deixaram de perguntar sobre o Deus que os livrara dos egípcios. Eles esqueceram de como foram guiados e guardados no deserto. Eles esqueceram que foi Deus quem os levou para uma terra fértil. Os que tratavam da Lei não a conheciam mais. Os pastores que deveriam guiá-los os estavam levando a deuses falsos, os profetas começaram a profetizar em nome de Baal.

Como isso aconteceu? Os Líderes deixaram de guiar o povo para a verdade. Quando Josué derrotou as cidades de Jericó e Ai, ele leu a Lei de Deus para o povo. (Js 8:34–35). Josué foi testemunha do tempo em que Deus falou com Moíses. Ele sabia que Deus se relacionava com o povo por intermédio da Lei da aliança. No entanto, a Lei foi esquecida.

O Rei Josias redescobriu a Lei, cerca de setecentos anos depois de Josué, e a leu para o povo. Jeremias está pregando neste tempo. Jeremias está tentando lembrar o povo de como Deus agiu e encoraja-los a não mais se esquecerem de Deus.

Se a Palavra de Deus não estiver na sua mente, você irá se esquecer que Deus se relaciona com você de acordo com os parâmetros que Ele mesmo estabeleceu em sua Palavra. Essa é a acusação do v. 8. Os sacerdotes pararam de perguntar: "Onde está o Senhor?" os que tratavam da Lei não a conheciam mais, os pastores do povo, os governantes, se rebeleram.

Em outras palavras, os líderes que deveriam levar as pessoas a buscar a Deus por meio de sua lei não buscavam mais a Deus. Se a liderança abandonar a Bíblia, o povo também vai fazer. Não é de à toa que o povo se entregou à idolatria. Eles esqueceram do que Deus.

O Salmo 119 descreve bem o que a Palavra faz na vida do crente:

1 Bem-aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei do Senhor. 2Bem-aventurados os que guardam os seus testemunhos e o buscam de todo o coração; 3não praticam iniquidade e andam nos seus caminhos. 4Tu ordenaste os teus preceitos, para que os cumpramos à risca. 5Quem dera fossem firmes os meus passos, para que eu observe os teus decretos. 6Então não terei de que me envergonhar, quando considerar todos os teus mandamentos. 7Eu te darei graças com integridade de coração, quando tiver aprendido os teus retos juízos. 8Cumprirei os teus decretos; não me desampares jamais.

Essa passagem ecoa o Salmo 1:1–3:

1 Bem-aventurado é aquele que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. 2Pelo contrário, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. 3Ele é como árvore plantada junto a uma corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo o que ele faz será bem-sucedido.

Alguém abençoado é alguém que obedece à instrução de Deus! O oposto também é verdade: quem abandona a instrução é como palha ao vento. A história de Israel é uma prova disso. Quando obedeciam, prosperavam. Quando rejeitavam a Deus, sofriam. Devemos nos preocupar com as pessoas antes delas abandonarem completamente a Deus. O alerta deve surgir quando elas começam a negligenciar a Palavra. A igreja tem um papel e o crente também tem o seu.

Uma pregação sem palavra deixa o povo vulnerável. Um sermão sem Bíblia, sem Cristo, é perda de tempo. A Palavra é a fonte da vida porque na Palavra encontramos Jesus, e em Jesus encontramos o Pai (João 5:39; Cl 1:15a; Hb 1:3).

Quanto a cada um de nós, importa o tempo que temos de igreja, se negligenciarmos a Palavra ficararemos vulneráveis. Você tem se esforçado para ouvir a Palavra de Deus regularmente, se expor a ela durante a semana?

Negligenciar a Palavra não é o fim. É o começo do fim. Foi assim para Israel. Foi assim com as igrejas primitivas. Foi assim para a igreja da Idade Média. É assim na Europa pós cristã. Será assim conosco, com nossos filhos, se não ensinarmos a Palavra para as próximas gerações.

A Bíblia desperta o amor por Deus. A fé vem pelo ouvir e ouvir a Palavra de Deus. Se a Palavra for negligenciada, o amor por Deus não será despertado. Esta é a trajetória: onde a palavra de Deus não é comunicada, logo se seguirá um divórcio. É como no casamento. A falta de comunicação produz esfriamentos.

O segundo passo do processo de um divórcio é encontrar satisfação em outros lugares: JEREMIAS 2:8–37

Uma vez que a memória do agir de Deus se apagou, a mente ficou confusa e o coração começou a desejar outras coisas. O que acontece primeiro? o coração se afasta do amor ou o coração esquece o que é o amor? É difícil dizer. No entanto, se esquecermos que somos amados por Deus, certamente buscaremos outra coisa para preencher o vazio.

Foi o aconteceu com Judá. Esquecendo-se de Deus, eles se voltaram para ídolos. Veja o final do versículo 8: “Os profetas profetizaram por Baal e seguiram deuses inúteis.”

Os líderes que se esqueceram de Deus permitiram que o povo começasse a amar outras coisas. Os líderes foram incumbidos da tarefa de agir como profetas – eles deveriam expor a lei, corrigir o povo, cuidar da relação entre Deus e o povo. Ao invés disso, eles facilitaram a separação. Líderes que não expõem a Palavra de Deus para o povo de Deus estimulam a separação final entre Deus e seu povo.

Fomos feitos para adorar, para admirar. É nossa natureza. Admiramos a criação, a beleza, essas coisas. Nenhum coração fica sem adorar algo. No esquecimento de Deus, nosso coração irá buscar novos amores. Quando Cristo não é exaltado na vida de alguém, outra coisa será objeto de adoração.

Judá se voltou para adorar falsos deuses. Literalmente. Isso é trágico diante do marido perfeito que eles tinham. Esquecer torna o amor vulnerável. Como amar um Deus que eles não mais conheciam? O vazio na alma foi preenchido com outras coisas. Jeremias usa várias metáforas para pintar o quadro. Israel é como

  • um escravo (2:14); presa para outras nações (2:15); uma prostituta perseguindo amantes (2:20); uma videira escolhida que se tornou uma videira selvagem (2:21); uma jumenta no cio (2:24); um ladrão que fica envergonhado quando é pego (2:26); uma noiva que esquece seu vestido de noiva (2:32). Mas talvez a metáfora mais completa está no v. 13:

13 “Porque o meu povo cometeu dois males: abandonaram a mim, a fonte de água viva, e cavaram cisternas, cisternas rachadas, que não retêm as águas.”

Esse é um bom resumo. Eles se esqueceram de Deus e foram atrás de outras coisas. Eles abandonaram Deus como a fonte de água vida e cavaram cisternas rachadas. Um bom poço poderia manter água por algum tempo, mas uma cisterna rachada não.

Jesus usou essa metáfora para se descrever. Veja Jo. 4:13–14:

13 Jesus respondeu: — Quem beber desta água voltará a ter sede, 14mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna

Aquela mulher tinha buscado sua identidade em cisternas de amores perdidos. Ela tinha se casado cinco vezes e vivia com um cara que não era seu marido. Ela buscou amor em vários lugares, mas continuava sedenta. Nós sabemos que o sexo, as drogas, relacionamentos, o poder, a grana, nada disso substitui o amor divino.

Jeremias está pregando para uma nação. Ele está dizendo que o povo de Deus o rejeitou para se satisfazer com outras coisas. O mesmo padrão se aplica a todo ser humano. Sem lembrar o que Deus fez por nós, sem O conhece-lo por sua palavra, jamais ficaremos satisfeitos. Estaremos à caça de substitutos para Deus. Vamos querer algo para preencher esse vazio.

A questão, no entanto, é coletiva aqui. Como está nossa fé em Deus, nosso povo, nossa igreja?

A Bíblia descreve o relacionamento da igreja com Cristo como o de uma esposa e seu marido. Sozinhos não somos esposas de Cristo, mas como igreja, somos. É coletivo. Paulo fala sobre isso em Efésios 5. Foi a igreja de Eféso que perdeu o primeiro amor, conforme Apocalipse. Perdemos nosso amor por Deus? Jesus ainda é suficiente ou precisamos de alternativa?

A liderança da igreja precisa lembrar o que Deus fez para saciar a sede de seu povo para que a igreja não fique sedenta por outras coisas. Cavamos cisternas que nos distraem do conhecimento de Deus. Um vaso quebrado pode ficar cheio por um momento, trazendo uma aparente satisfação. Quanto mais lento for o vazamento, mais difícil é perceber o engano.

O terceiro passo é que Deus enxerga a insatisfação do seu povo e determina o divórcio. JEREMIAS 3:8

O povo havia sido infiel por muito tempo e Deus quis dar um basta.

Será que Deus se divorciaria de uma igreja? Imagine uma igreja local adorando ídolos. Como seria isso? Imagine que as pessoas da igreja tivessem apenas um interesse esporádico por Deus, seu nome já não desperta paixão e temor. Sua presença não é motivo de alegria, eles não mais despertados por Deus.

Deus os salvou, mas eles já não lembram disso. O livramento do inferno, a promessa de amor de Deus foi esquecida e desprezada. O povo daquela igreja passou a amar o mundo e a buscar tesouros na terra. Esse esfriamento, do ponto de vista corporativo, acontece quando a igreja, assim como Israel, deixa de ouvir a Palavra de Deus.

As pessoas dessa igreja acabam por se animar com as coisas que Deus dá ao invés de se animar com Deus. A ironia é que as pessoas da igreja continuavam indo à igreja e gostavam das práticas religiosas. Gostavam da música, dos amigos, do estacionamento. Eles gostavam mais das coisas da igreja do que de Deus. Conseguem imaginar isso?

Você acha que Deus iria querer o divórcio dessa igreja? E se Deus dissesse: “eu te amo de verdade, não há nada que eu não faria por você. Meu caráter me faz te amar de forma perfeita, mas é óbvio que você não me ama. Não é algo pontual. São anos e anos de traições, de buscar qualquer coisa, exceto me conhecer e me amar. Nós queremos coisas diferentes: Eu te quero e você quer seus amantes. Você não me ama e não me amará tão cedo.” Melhor vivermos vidas separadas. Eu quero te amar, mas você não quer. Sigamos caminhos separados."

Deus quer o divórcio, mas mesmo querendo, ele não irá se divorciar. Porque Deus não nos abandona.

Deus não nos deixará sozinhos JEREMIAS 3:1–5

1 “Se um homem repudiar a sua mulher, e ela o deixar e se tornar esposa de outro homem, será que o primeiro marido poderá voltar para ela? Não seria aquela terra totalmente contaminada por causa disso? Ora, você se prostituiu com muitos amantes e ainda assim quer voltar para mim!” — diz o Senhor. 2“Levante os olhos aos lugares altos e veja: onde você não se prostituiu? Na beira dos caminhos você se assentava à espera deles como o árabe se assenta no deserto. E assim você contaminou a terra com a sua prostituição e com a sua maldade. 3É por isso que não tem chovido, e a chuva fora de época não veio. Mas você tem a fronte de prostituta e não quer se envergonhar. 4Não é fato que agora mesmo você me invoca, dizendo: ‘Meu pai, tu és meu amigo desde a minha mocidade. 5Conservarás para sempre a tua ira? Ou a reterás até o fim?’ Sim, isso é o que você diz, mas comete maldade até não poder mais.”

Veja 3:1. Mesmo que Deus quisesse o divórcio, há uma razão simples pela qual ele não pode se divorciar. Se a esposa repudiada se casasse com outra pessoa, não seria mais possível casar com ela novamente. Essa Lei servia como uma proteção para as mulheres para que elas não fossem usadas como moeda de troca. Deus ama as mulheres e a Palavra sempre as protege.

Deus não pode se divorciar de Israel porque (1º) Ele fez uma aliança de estar sempre com eles e (2º) se ele se divorciasse de Israel, Ele teria que cumprir sua própria Lei e não poderia casar novamente com Israel. Assim, o divórcio não é uma opção para Deus.

O que Ele fará? É certo que Deus não quer o fim do relacionamento, mas Ele também não tolera esse amor dividido. A decisão de Deus é deixar que as consequências das más escolhas de Seu povo se abatam sobre eles para que eles percebam sua necessidade de Deus. Os problemas virão por causa da mão de Deus e como consequências naturais das péssimas escolhas. (2:19)

19 A sua própria maldade o castigará, e as suas infidelidades o repreenderão. Saiba, pois, e veja como é mau e quão amargo é deixar o Senhor, seu Deus, e não ter temor de mim”, diz o Senhor, o Senhor dos Exércitos.

Deus sabe que o peso das consequências os fará retornar. Eles colherão frutos amargos e perceberão que suas cisternas estão quebradas. Eles vão voltar para onde existe água viva. O julgamento é duro, mas Deus não quer apenas punir ou permitir o sofrimento. Quando eles entenderem que o sustento está apenas em Deus, Eles retornarão para Deus.

Conclusão.Talvez você nunca tenha pensado sobre um divórcio entre você e Deus. Pior, talvez você nunca tenha imaginado que Deus iria iniciar esse processo.

Esse pensamento não passa no coração do crente porque Jesus Cristo nos une de forma inseparável com o Pai. Na nova aliança, estamos em Cristo, Cristo está no Pai. Estar em Cristo significa que não podemos ser arrancados do Pai. O Filho garante nosso vínculo eterno com o Pai.

Jeremias nos lembra o quanto Deus odeia o pecado. Não estamos imunes à mesma trajetória de esquecer o Senhor e de ter nossos corações encantados com outras coisas. Qual será a resposta de Deus? Ele nos disciplinará. A disciplina não será punitiva — toda a punição pelo pecado foi paga na cruz. Será uma disciplina corretiva. Ele é nosso Pai, e nenhum bom pai deixa de corrigir seus filhos.

Deus está comprometido em sustentar sua aliança de amor. Ele jamais se divorciará de nós. Mas pense com cuidado: O Deus que prometeu nunca nos deixar é o mesmo Deus que se comprometeu a nunca nos deixar em pecado.

Deus está sempre nos buscando. Ele procurou nossos pais no jardim; buscou por Caim; por Israel no deserto, pela mulher no poço de Samaria, pela ovelha perdida. Ele jamais abandonará seu povo. Ele jamais deixará seu povo permanecer no pecado. O pior julgamento de Deus sobre alguém e entregar essa pessoa ao seu próprio pecado.

A igreja é diferente de Israel, mas não somos melhores que eles. Podemos nos esquecer de Deus. Quando isso acontece, buscamos na nossa sede algo menor que Deus. Quando isso acontece, um Deus gracioso nos corrige. Ele é fiel, cumpre promessas e nos ama demais para nos abandonar.

Reflita e discuta

1. Que tipo de relacionamento metafórico Jeremias usa para descrever o amor entre Judá e Deus?

2. Quando as pessoas se separam de Deus, isso geralmente segue um padrão. Qual é a trajetória desse padrão em 2:5–8?

3. Quais são as semelhanças e diferenças entre Jeremias 2 e Salmo 1?

4. Por que negligenciar a Palavra é tão perigoso quanto rejeitá-la?

5. Quais são as maneiras pelas quais, hoje, esquecemos o que Deus fez por nós?

6. Onde Judá procurou para encontrar sua satisfação (2:8)?

7. Qual é a relação entre idolatria e esquecimento nesta passagem?

8. Quais são as metáforas negativas que Jeremias usa para descrever Judá no capítulo 2?

  1. No final das contas, Deus não se divorciou de Judá. O que essa passagem nos ensina sobre o comprometimento de Deus com sua noiva e as consequências quando ela o deixou?

10. Como um “deserto de esquecimento” leva à idolatria?