Jeremias - Introdução ao Livro: A Esperança do Julgamento
28 de março de 2025 • 15 min de leitura

Fui multado algumas vezes por passar em pardais acima do limite da via. As notificações que chegam no meu aplicativo são lembretes de que sou culpado. É uma justiça real, mal feito, mal punido. Todos que recebemos essas multas compartilham da sensação incômoda de que a justiça nos alcançou. Essa sensação de culpa é pedagógica e corretiva, pois revela a importância de limites estabelecidos.
A multa, via de regra, é correta. Somos culpados de exceder limites. O pardal não inventou nada. Eu estava acima do limite da via. Eu sou o culpado. Mesmo sabendo que o trânsito exige atenção, inconsciente da aplicação da justiça, fiquei distraído e não reduzi para disfarçar minha transgressão consciente da velocidade permitida.
Mesmo sabendo disso, há uma parte de mim que quer culpar o pardal, o GDF ou o agente do Detran. Secretamente eu desejo me desculpar, lançar a culpa sobre outros. Mas a câmera fotográfica grita sem sentimentos: a culpa é só sua, você mereceu. Receba a consequência.
De fato, a culpa não é do pardal. A câmera fotográfica e os sensores são apenas instrumentos do poder do Estado. Ele está ali por força de um poder maior. O pardal não inventou uma foto, apenas registrou minha falha. A culpa não é dele, nem do GDF.
Essa analogia, por mais fraca que seja, nos ajuda a entender o papel de um profeta. Jeremias é uma espécie de agente de trânsito. Ele tem a missão desagradável de ser odiado por trazer uma mensagem que não é sua, mas a de um poder maior. Uma mensagem de que o povo de Deus falhou e que Deus irá executar justiça sobre eles.
Por causa da mensagem que ele trazia, Jeremias foi tratado de forma terrível. Assim como derrubam os postes dos pardais e as câmeras são vandalizadas, Jeremias sabia que ele seria alvo de críticas e de agressões. Por essa razão, ele foi relutante em aceitar sua missão. Deus precisou ordenar que Jeremias obedecesse ao chamado e não temesse as pessoas. (Jr 1:6–10).
O ressentimento que sentimos contra os pardais e que levam pessoas a derrubar os postes não é muito diferente da ira que Jeremias enfrentaria. No cap. 38, veremos que desejaram matar Jeremias por causa de sua mensagem. Denunciar pessoas e situações erradas nunca é fácil. Não foi fácil para Jeremias.
Mas esse problema tem um começo, um começo mesmo.
A Bíblia conta a história de como nos separamos do Deus que nos criou e de como esse Deus nos busca. Depois da rejeição por Adão e Eva, muita coisa aconteceu até que o povo de Deus fosse liberto da escravidão do Egito, conquistasse parcialmente Canaã e tivesse um rei que amasse a Deus, o Rei Davi. Contudo seu filho Salomão, ao final de sua vida serviu outros deuses e isso levou à divisão do Reino de Israel em dois pedaços. As dez tribos do norte formaram a nação de Israel e Judá permaneceu como o reino do sul.
Esses reinos divididos ficaram vulneráveis. O reino do norte foi tomado pela Assíria em 722 a.C. Logo depois a Assíria foi tomada pelos babilônios em 612 a.C. O reino de Judá, por sua vez, aproveitou a queda da Assíria para se fortalecer.
No ano 641 a.C, Deus abençoou Judá com um rei piedoso chamado Josias. Ele foi usado por Deus para uma reforma espiritual. Contudo, após sua morte, o povo voltou à idolatria que pede o julgamento de Deus. Os reis que sucederam a Josias, seu Filho Jeoaquim e depois Zedequias, foram reis maus e levaram o povo a cometer abominações.
Jeremias profetizou durante esses três reinados. Durante seu tempo de profeta a Babilônia tomou Jerusalém e o povo foi exilado para a Babilônia. Jeremias acabou sendo exilado para o Egito, onde morreu.
Lembram que foi o Rei Josias que redescobriu os livros da Lei no templo? Ele promoveu uma renovação do culto a Deus, uma renovação da aliança (2 Cr 34:6–7). Essa renovação da aliança produziu três efeitos em Jeremias.
Primeiro, Jeremias foi enviado para proclamar o que significava viver essa aliança recém-redescoberta. Isso levou Jeremias a ser impopular, perseguido e odiado por muitas pessoas.
Segundo, essa rejeição levou Jeremias a travar uma luta pessoal com Deus, nos cap. (caps. 11–20). Jeremias questionou seu chamado e lamentou no cap. 15:18:
18 Por que a minha dor não passa, e a minha ferida me dói e não admite cura? Serias tu para mim como ribeiro ilusório, como águas que enganam?
Finalmente, Jeremias percebeu que qualquer reavivamento é temporário. O povo rapidamente se voltou para os pecados que Josias se esforçou para erradicar. Essa realidade triste exigiu o anúncio de uma nova aliança, uma aliança escrita no coração. (31:33).
Todas as tentativas de cumprir a antiga aliança falharam e deixaram claro que nenhuma regra externa pode motivar a obediência. A presença de uma lei não gera amor pelo legislador. Quem está sob a Lei precisa ser motivado no coração para obedecer a Lei.
Talvez os três efeitos do reavivamento sobre Jeremias— pregação, sofrimento pessoal e lamentação pela perda do reavivamento do povo — correspondam aos gêneros literários do livro: os sermões de Jeremias, o diário de Jeremias e as lamentações de Jeremias.
Esse livro tem dois temas principais: julgamento e esperança.
O livro de Jeremias enfoca o julgamento de Deus sobre Judá, o reino do Sul. O livro é como um longo processo de divórcio. Deus vai empilhando as acusações contra seu povo. Quais são as razões do julgamento de Deus. São muitas:
Eles estavam confiarem em pessoas erradas (2:36–37; 17:5–8). Eles confiaram em coisas ao invés de confiar em Deus (9:23–24; 48:7; 7:8–14). Eles agiram contra a fé: Eles eram culpados de idolatria (10:1–16; 44:1–30); de adultério (5:7–9; 7:9); de oprimir estrangeiros, órfãos e viúvas (7:5–6); de mentir e caluniar (9:4–6); de não guardar o descanso. (17:19–27). Para piorar, eles eram cínicos em relação a essas acusações (7:1–11; 9:2–9; 10:1–16). Em uma palavra, eles foram infiéis a um Deus sempre fiel.
O livro usa a figura de uma noiva infiel. Não há nada mais devastador para um casamento do que a infidelidade. Jeremias explica desta forma em Jeremias 3:1–3:
1 “Se um homem repudiar a sua mulher, e ela o deixar e se tornar esposa de outro homem, será que o primeiro marido poderá voltar para ela? Não seria aquela terra totalmente contaminada por causa disso? Ora, você se prostituiu com muitos amantes e ainda assim quer voltar para mim!” — diz o Senhor. 2“Levante os olhos aos lugares altos e veja: onde você não se prostituiu? Na beira dos caminhos você se assentava à espera deles como o árabe se assenta no deserto. E assim você contaminou a terra com a sua prostituição e com a sua maldade. 3É por isso que não tem chovido, e a chuva fora de época não veio. Mas você tem a fronte de prostituta e não quer se envergonhar.
Deus compara Judá a uma noiva infiel. Aplicação: Avaliemos nossos ídolos contemporâneos (carreira, sucesso, aprovação social, conforto material) e voltemos a Cristo como nosso verdadeiro esposo, cultivando um relacionamento de fidelidade e satisfação nele.
Outra metáfora dura é a do filho rebelde e manipulador. É exatamente assim que Judá está responde ao Pai celestial que tenta cuidar dele. Em 3:4–5 Jeremias escreve:
4 Não é fato que agora mesmo você me invoca, dizendo: ‘Meu pai, tu és meu amigo desde a minha mocidade. 5Conservarás para sempre a tua ira? Ou a reterás até o fim?’ Sim, isso é o que você diz, mas comete maldade até não poder mais.”
O resto do capítulo 3 continua a tratar do julgamento sobre a rebelião de Judá. O cap. 3 nos dá uma boa noção do fluxo do livro. Veja 3:6–10, onde Judá e Israel são comparadas com prostitutas cínicas:
— Você viu o que fez a rebelde Israel? Foi a todos os montes altos e ficou debaixo de todas as árvores frondosas para entregar-se à prostituição. 7E, depois de ela ter feito tudo isso, eu pensei que ela voltaria para mim, mas não voltou. E a sua traiçoeira irmã Judá viu isso. 8Quando, por causa de tudo isso, por ter ela cometido adultério, eu despedi a rebelde Israel e lhe dei carta de divórcio, vi que a irmã dela, a traiçoeira Judá, não ficou com medo, mas também ela foi e se entregou à prostituição. 9E aconteceu que, pela facilidade com que se entregou à prostituição, ela contaminou a terra; porque adulterou, adorando pedras e árvores. 10Apesar de tudo isso, a irmã dela, a traiçoeira Judá, não voltou para mim de todo o coração, mas fingidamente, diz o Senhor.
Esta é a acusação de Deus contra seu povo de Judá. O livro enfatiza o julgamento de Deus por causa da infidelidade humana. Contudo, a fidelidade soberana de Deus prevalece apesar da rebeldia humana. Deus permanece fiel às suas promessas.
Aplicação: Hoje precisamos reconhecer que a adesão religiosa sem mudança genuína é insuficiente. Avaliemos nossos próprios corações: estamos tentando obedecer por esforço próprio ou dependemos diariamente da graça capacitadora do Espírito Santo para obedecer verdadeiramente?
Judá fracassou ao tentar cumprir a Lei de Deus pela própria força. Jeremias anuncia uma Nova Aliança escrita no coração.
Esperança: Mas o julgamento é invadido por um raio de esperança. Existe uma esperança a partir do meio do cap 3. (11–25)
11 O Senhor me disse: — A rebelde Israel se mostrou mais justa do que a traiçoeira Judá. 12Vá, pois, e proclame estas palavras para o lado do Norte, dizendo: “Volte, ó rebelde Israel”, diz o Senhor, “e não farei cair a minha ira sobre você, porque eu sou compassivo”, diz o Senhor, “e não manterei para sempre a minha ira. 13Tão somente reconheça a sua iniquidade, reconheça que você transgrediu contra o Senhor, seu Deus, e que você se prostituiu com os estranhos debaixo de todas as árvores frondosas e não deu ouvidos à minha voz”, diz o Senhor. 14“Voltem para mim, ó filhos rebeldes”, diz o Senhor. “Porque eu é que sou o esposo de vocês. Eu os tomarei, um de cada cidade e dois de cada família, e os levarei a Sião.”
15— Darei a vocês pastores segundo o meu coração, que os apascentem com conhecimento e com inteligência. 16E, quando vocês se multiplicarem e se tornarem fecundos na terra, então, diz o Senhor, nunca mais se exclamará: “A arca da aliança do Senhor!” Ela não lhes virá à mente, não se lembrarão dela nem dela sentirão falta; e não se fará outra. 17Naquele tempo, chamarão Jerusalém de “Trono do Senhor”. Nela se reunirão todas as nações em nome do Senhor e já não andarão segundo a dureza do seu coração maligno. 18Naqueles dias, a casa de Judá andará com a casa de Israel, e elas virão juntas da terra do Norte para a terra que dei em herança aos pais de vocês.
19 “Eu disse a mim mesmo: Como eu gostaria de colocá-la entre os filhos e dar-lhe a terra desejável, a mais bela herança das nações! Pensei que você me chamaria de ‘pai’ e não se desviaria de mim. 20Mas, assim como a mulher que, com traição, se afasta do seu marido, assim você foi infiel para comigo, ó casa de Israel”, diz o Senhor. 21“Nos lugares altos, se ouve uma voz: o pranto e as súplicas dos filhos de Israel. Porque eles perverteram o seu caminho e se esqueceram do Senhor, seu Deus. 22Voltem, filhos rebeldes! Eu curarei as suas rebeliões.”
O povo responde: “Eis-nos aqui! Vimos ter contigo, porque tu és o Senhor, nosso Deus. 23Na verdade, não passa de ilusão o que vem das colinas, o barulho que vem das montanhas. Na verdade, a salvação de Israel está no Senhor, nosso Deus.”
24— Mas, desde a nossa juventude, a coisa vergonhosa devorou o trabalho de nossos pais: as suas ovelhas e o seu gado, os seus filhos e as suas filhas. 25Devíamos nos prostrar em nossa vergonha, e deixar que a nossa desonra nos cubra, porque temos pecado contra o Senhor, nosso Deus, nós e nossos pais, desde a nossa mocidade até o dia de hoje; e não demos ouvidos à voz do Senhor, nosso Deus.
Jeremias é um livro também sobre esperança. Essa declaração parece estranha, mas é reconfortante. Todo pecado cometido já é conhecido por Deus. Como Ele é perfeito, Ele fará justiça para com todo pecado foi cometido.
No entanto, o fato de Deus anunciar que irá julgar pecados é em si uma misericórdia. Se Deus não quisesse ser misericordioso, Ele simplesmente teria punido. Assim, o juízo de Deus é uma oportunidade para arrependimento. O20 julgamento de Deus é uma disciplina.
Quando somos disciplinados por nossos pais, temos dificuldades de enxergar algo bom na disciplina. Nossos filhos, muitas vezes, entram em processos de rebelião e da desobediência e precisam de nossa ajuda para sair dela. O mesmo acontece conosco. Precisamos de correções de rota. Precisamos corrigir caminhos. Se eu, um pai pecador, sabe disciplinar seus filhos, quanto mais o Pai celestial sabe como nos disciplinar.
Aplicação: Recebamos as dificuldades da vida não como castigo arbitrário, mas como misericórdia divina que busca nossa santidade. Permita que crises pessoais, familiares ou financeiras te levem a maior intimidade e arrependimento genuíno diante de Deus.
Estrutura: O livro de Jeremias tem uma estrutura diferente. Ele não é linear como um romance. Mark Dever vê duas seções no livro: dos cap. 1 a 45 ele vê o julgamento do povo de Deus. Dos cap. 46 a 51, ele vê o julgamento da Babilônia e de outras nações.
Uma maneira fácil de pensar sobre seria assim: A história do julgamento de Deus é contada em Jeremias e Lamentações por meio dos sermões de Jeremias, de seu diário e de suas canções ou lamentações. A cronologia tem pouca importância.
Os sermões trazem a sua mensagem, as lamentações expressam sua dor e os diários expõem os pensamentos privados do profeta público.
Sentimento: Jeremias é um profeta, mas não tanto no sentido de predizer o futuro, mas no sentido de avaliar o presente. Seu foco não está nos eventos futuros, mas em direcionar os corações para Deus. Ele quer que saibamos como Deus se sente sobre certas atitudes. Jeremias gosta de metáfora. Ele descreve o povo rebelde de Deus como uma noiva adúltera (2:32), como alguém que escorrega e cai (8:4–5), como pássaros que não migram (8:7), como a neve derretida (18:13–17). Há dezenas dessas metáforas no livro.
Estratégia. Como vamos expor Jeremias? Nós vamos combinar a macroexposição, que consiste em observar os principais movimentos o livro, combinado com alguma microexposição (observar versículos e palavras específicas.
O resultado será diferente da exposição de uma carta do novo testamento, em que vamos versículo por versículo. A ideia é tentar focar nos eventos históricos e os temas do livro serão abordados na proporção em que eles são tratados no livro.
**Mais qual é a verdadeira mensagem do livro?**A Mensagem do livro tem uma conexão direta como começo de tudo. Depois do dilúvio, Deus prometeu criar um povo seu a partir de Abraão, uma aliança. Jeremias viveu numa época em que essa promessa parecia perdida.
Os reinos foram divididos e marcados pela rebelião contra Deus que cumpre alianças. A esperança parece perdida e a Israel parecia fadado a desaparecer. Mas isso não aconteceu. Israel sobreviveu, não por causa do povo que restou, que continuou com um coração duro; não por causa da oratória de Jeremias, que foi torturado pelos seus ouvintes. O que fez Israel sobreviver é que Deus cumpre suas promessas. A verdadeira promessa de Jeremias é encontrada em Jeremias 31:31-34, a promessa de uma nova aliança.
31— Eis aí vêm dias, diz o Senhor, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. 32Não segundo a aliança que fiz com os seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; pois eles quebraram a minha aliança, apesar de eu ter sido seu esposo, diz o Senhor. 33Porque esta é a aliança que farei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Na mente lhes imprimirei as minhas leis, também no seu coração as inscreverei; eu serei o Deus deles, e eles serão o meu povo.
Esta é uma profecia chocante! Nenhum profeta havia falado tão claramente sobre uma nova aliança. Esta promessa foi cumprida na pessoa de Jesus Cristo. A encarnação, vida, morte e ressureição de Jesus são cumprimento direto dessa promessa.
No final da vida de Jesus, ele acolheu seus discípulos e, no contexto da Páscoa, conectou a mensagem do profeta Jeremias à sua obra. Lucas registra dessa forma em Lucas 22:20:
20 Do mesmo modo, depois da ceia, pegou o cálice, dizendo: — Este cálice é a nova aliança no meu sangue derramado por vocês.
Deus instituiu algo completamente novo. O vinho no cálice era uma metáfora para seu sangue derramado, quando pregos foram cravados em suas mãos e pés. Jesus não é apenas um homem sendo condenado para ser um exemplo de coragem. É muito mais do que isso.
A razão da morte de Jesus tem total conexão com a mensagem de Jeremias, a mensagem de esperança em meio a execução da justiça contra o pecado. Jeremias é cheio de evangelho.
Conclusão: quando somos multados por um agente de trânsito, recebemos apenas um papel. O agente não pede dinheiro, não nos mete na cadeia, não dá um soco na nossa cara. Ele entrega uma notificação. Por trás dela há o peso do Estado. Todo o poder e autoridade do Estado são expressos numa multa.
Você pode até rasgar a multa, mas a questão é o poder por detrás do papel. A multa é um aviso de que há uma sentença pendente. Se eu não pagar a multa posso sofrer outras consequências. A notificação é um aviso de um julgamento presente que evita algo futuro. Assim, a multa traz ainda uma esperança! Basta pagá-la e evitar consequências maiores.
A nova aliança é a notícia que Jesus, em nosso lugar, pagou o preço dos nossos pecados. O juízo de Deus é real; o sacrifício de Cristo é real. O julgamento declara minha culpa, minha incapacidade de me livrar dela e me faz clamar pela graça imerecida.
Assim, Jeremias nos conduz a Jesus. Uma notificação de julgamento é sempre motivo de esperança para os corações que se arrependem. Encorajo vocês a enxergarem Jeremias não apenas como mensageiro do juízo, mas como mais que anunciava a esperança eterna em Cristo, que cumpre plenamente a Nova Aliança, trazendo transformação genuína ao coração. Essa é a verdade do evangelho.