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Juízes 7 - A Batalha de Gideão: O Poder de Deus na Fraqueza Humana

20 de dezembro de 20217 min de leitura

Juízes 7 - A Batalha de Gideão: O Poder de Deus na Fraqueza Humana

Deus freqüentemente corta nossos recursos para fazer com que dependamos inteiramente dEle. Quando servimos no exército de Deus, nos tornamos parte da "esmagadora minoria".

Muitos de nós estão familiarizados com o conceito de gerenciamento de downsizing – os especialistas dizem: "façam mais com menos recursos, com menos etapas, com menos pessoas".

Quando se trata de uma guerra, as nações geralmente não diminuem seus recursos para se preparar para a luta! Eles mobilizam todas as suas tropas, cancelam licenças e férias, postergam aposentadorias e convocam as pessoas disponíveis para lutar.

Deus muitas vezes corta nossos recursos e nossas opões para fazer com que dependamos inteiramente dEle. Doenças, dificuldades financeiras, conflitos familiares e outras lutas nos inclinam para depender mais de Deus, para entregar nossas vidas nas mãos dEle. Quando as probabilidades parecem esmagadoras em nosso desfavor, vemos Deus superar as probabilidades!

O exército de Gideão já estava em grande desvantagem numérica. O exército mideonita tinha 135.000 homens, enquanto o de Israel somava apenas 32.000, com muitos homens desanimados e amedrontados.

Gideão deve ter fica preocupado com o prognóstico daquela guerra. Ele tinha consciência do poderio inimigo. O texto fala de forma hiperbólico de bando de ganhafotos, areia do mar.

Muitas vezes não percebemos as forças ao nosso redor que tentam nos prender e nos derrotar. Precisamos reconhecer que estamos envolvidos em uma guerra espiritual diariamente, lutando contra o mundo, a carne e o diabo.

Para garantir que ficasse claro que a aquela batalha seria registrada como uma vitória divina, Deus ordenou uma redução drástica do tamanho do exército de Israel. Alguém cinicamente afirmou: "a Providência está do lado do exército mais forte." O exército de Gideão provou o contrário, que a vitória está nas mãos de Deus.

Depois de dispensar a maior parte de seu exército, a única esperança de Gideão estava em confiar no Senhor dos Exércitos. O downsizing resultou em uma primeira redução de pessoal equivalente a 22.000 homens.

Depois, dos 10000 homens restante, ficaram apenas 300 soldados ao lado de Gideão. As opções restantes eram confiar em Deus ou perecer. Gideão ficou praticamente sem um exército. Mas quando servimos no exército de Deus, tornamo-nos parte da "esmagadora minoria".

Há uma noção popular que Deus deixou ao lado de Gideão apenas os melhores soldados, os mais cautelosos e atentos, aqueles que não foram descuidados com cães que lambiam a água. O problema com essa interpretação é que não há nenhuma indicação de que os escolhidos eram superiores. Poderíamos dizer com a mesma facilidade que aqueles homens eram os mais medrosos.

A questão aqui é que eles iriam enfrentar o inimigo com apenas um punhado de soldados para mostrar o poder de Deus. Penso que esse critério usado por Deus não foi uma peneira para encontrar os melhores, mas uma peneira para levar Israel a depender apenas dEle.

Gary Inrig afirma:

“Você não pode ser pequeno demais para Deus usar, mas pode ser grande demais. Se você quer ser horando no lugar de Deus, Deus não o usará... É por essa razão, que olhamos em volta e vemos Deus trabalhando de maneira poderosa na vida de algumas pessoas muito fracas. O critério é que essas pessoas se preocupam em dar glória a Deus”.

Quem recebe o crédito pelo nosso sucesso? Nossa alegria reside na nossa conquista ou louvamos a Deus por Seu trabalho em nossas vidas?

Podemos imaginar o estado de espírito de Gideão. As probabilidades já eram ruins no começo e só pioraram. Felizmente, ele foi conduzido por Deus a visitar o arraial inimigo na noite da batalha.

Deus, ciente da fraca fé de Gideão, o tranquiliza. Ele conduz e permite que Gideão ouça uma conversa entre dois soldados inimigos. Enquanto Gideão fazia o reconhecimento secreto do inimigo, juntamente com seu servo Purah, ele foi encorajado por Deus.

Escondido, Gideão ouve dois soldados midianitas discutindo um sonho estranho (nos tempos antigos, os sonhos eram altamente considerados como meio de prever eventos futuros). No sonho, um pedaço de pão de cevada rola para dentro do acampamento Midianita e derruba as tendas. Eles concluem que o pão representa Israel.

Os midianitas saqueavam Israel e pilhavam suas colheitas de trigo. Os judeus sem recursos tinham que fazer pãos de cevada. As tendas representavam o estilo nômade dos midianitas. Um dos soldados gritou apavorado quando compreendeu o significado daquele sonho:

— Isso não é outra coisa a não ser a espada de Gideão, filho de Joás, homem israelita. Deus entregou nas mãos dele os midianitas e todo este arraial.

Certamente isso não foi um acaso. O próprio Deus soberano deu a Gideão um sinal. Deus protegeu Gideão durante sua incursão em território inimigo; Deus conduziu Gideão a uma tenda específica; Ele então cronometrou que Gideão chegasse exatamente no momento em que os soldados conversaram sobre o sonho e a sua interpretação.

Os medos e dúvidas de Gideão foram superados. Ele estava mentalmente preparado para o combate. Vemos o crescimento do caráter de um homem que foi chamado enquanto estava escondido em um lagar. Ele agora se tornava um general confiante pronto para liderar suas tropas em menor número para a batalha.

Gideão não fez um curso na Escola Superior de Guerra. Ele era um fazendeiro, um líder não convencional para os padrões seculares; mas a força de Deus é revelada ao permitir que os fracos triunfem.

Gideão não foi modesto ao dizer que era o menor de usa casa. Ele realmente não tinha recursos para termnar essa tarefa a não ser confiar em Deus. Talvez você já tenha vivido essa experiência, alguma situação semelhante.

Ao contrário da psicologia do bem-estar pessoal, Deus não propõe que acreditemos mais em nós mesmos. Nossa sociedade narcisista celebra a autossuficiência. Mas Deus nos desnuda, e nos força a reconhecer como frágeis e inadequados somos.

Deus nos mostra que os recursos humanos são insuficientes para as batalhas que enfrentamos. Deus então nos ensina a lição de dependência, que resulta em confiança. Paulo entendeu isso quando afirmou: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Fp. 4:13). Capacitado por Deus, Gideão foi usado para conquistar um grande livramento.

O suprimento, a munição de Gideão, era também muito estranha. Ele pegou seu exército, seu bando de 300 homens, e os dividiu em três companhias, e os armou com trombetas, potes de barro vazios e tochas (v. 16). Parece que Gideão estava enviando sua tropa como uma banda para um desfile na esplanada.

Essa força minúscula tinha um único fator estratégico em seu favor: o elemento surpresa. De que outra forma 300 soldados enfrentariam uma multidão? Por ordem de Gideão, eles tomaram posições fora do perímetro do acampamento inimigo. Então, da noite, vem o ruido diferente de 300 potes sendo esmagados no chão, luzes brilhantes de 300 tochas rasgando a escuridão e o barulho de 300 trombetas feitas de chifres de carneiro sinalizando um ataque. Como um só voz, eles ouviram o grito de guerra que gelou o sangue: (v. 20): "Uma espada pelo Senhor e por Gideão!"

O pânico se apoderou do inimigo. O exército midianita imaginou que estava sendo atacado por todos os lados. Em seu despreparo e confusão, eles rapidamente começaram a atacar uns aos outros no escuro, sem saber quem era amigo ou inimigo.

Os judeus mantiveram suas posições, mantendo uma distância segura do caos mortal que se derramou diante deles. Salomão escreveu mais tarde:

“Os iníquos fogem sem que ninguém os persiga, mas os justos são ousados ​​como um leão” (Provérbios 28: 1).

Por intermédio das tropas que foram dispensadas, Gideão conseguiu bloqueou a rota de fuga do inimigo para o leste, impedindo que eles atravessassem o Jordão. Suas tropas capturam e matam 2 oficiais inimigos importantes, Orebe e Zeebe. O Capítulo 8 descreve a perseguição e captura dos reis Midianitas por Gideão.

A pergunta dessa noite é em quem confiamos? Quando enfrentamos dificuldades intransponíveis, desmoronamos ou caímos de joelhos em oração, confiando no Senhor dos Exércitos?

Oração: “Senhor dos exércitos, ajuda-nos a confiar em Ti e na tua direção. Você é nosso comandante e desejamos confiar em ti e contigo superar as adversidades. Em cada luta que viemos enfrentar, sabemos que podemos confiar no Seu poder. Nossa batalha mais feroz já foi ganha - Jesus conquistou a vitória sobre nossos pecados na cruz. Se há alguém aqui não pertence a Ti, Senhor, os convoca a se alistar no teu exército, resgata-os da prisão de Satanás. Isso oramos, em Seu Nome forte e poderoso, Amém.

“É difícil, senão impossível, ter fé em alguém que você não conhece ou conhece mal. É extremamente difícil confiar em alguém que você não entende ou sobre quem está mal-informado. A ignorância de Gideão sobre a Palavra de Deus foi um fator forte em sua capacidade de confiar em Yahweh. Ele teve dificuldade em entender a natureza e o caráter de Deus. Se não inculcarmos a Palavra de Deus em nossas vidas, iremos manifestar a mesma incredulidade, a mesma temosia em crer que foi manifesta em Gideão. ” -K. Larson Younger Jr.