Tiago 3:1-18 - O Poder da Língua e a Sabedoria que Vem do Alto
06 de novembro de 2023 • 15 min de leitura

Muitos textos em provérbios tratam a respeito de como usamos a língua. Sim, é um tema humilhante para todos nós. Pv. 10:19, diz:
19 Quem fala demais acaba caindo em transgressão, mas quem controla a língua é sábio
Todos já nos pegamos com aquele arrependimento amargo. Puxa, falei o que não devia. Revelei meu coração pecaminoso que inveja, fofoca, julga com parcialidade, que odeia.
No século V, Hilária de Arles abriu assim seus comentários sobre Tiago: “A perfeição consiste na justiça, e o silêncio é o caminho para alcançá-la.
Tiago aponta que alguém perfeito domina perfeitamente sua boca. Alguém perfeito não erra ao falar ou ao calar. Quantas vezes você desejou ter ficado calado ao sair de uma conversa? “puxa, eu não precisa ter dito aquilo”.
Lembram do Salmo que guiou nossa oração no domingo passado, no Salmo 12, retrata os pecados da língua:
2 Falam com falsidade uns aos outros, falam com lábios bajuladores e coração fingido. 3Que o Senhor corte todos os lábios bajuladores e a língua que fala soberbamente. 4Pois dizem: “Com a nossa língua prevaleceremos; os lábios são nossos; quem é senhor sobre nós?” 5“Por causa da opressão dos pobres e do gemido dos necessitados, eu me levantarei agora”, diz o Senhor, “e porei a salvo aquele que anseia por isso.”
Nossa única esperança contra o poder destruidor da língua é Deus e a Sua pura palavra. Nossa esperança é que Deus se levantará e lidará com o mal.
Palavras. Esse tema é muito sensível. A mesma pessoa cujas palavras o encorajam e edificam, também pode usar palavras para destruir você. Tiago, no capítulo anterior, advertiu contra o erro de pensar que apenas palavras são suficientes.
15 Se um irmão ou uma irmã estiverem com falta de roupa e necessitando do alimento diário, 16e um de vocês lhes disser: “Vão em paz! Tratem de se aquecer e de se alimentar bem”, mas não lhes dão o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? 17Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta.
Agora, aqui no capítulo 3, Tiago aumenta nosso problema. O retrato é ainda pior. Temos um problema com nossa língua, com nosso falar. Tiago começa com uma advertência em relação aos mestres dentro da igreja.
1. O problema: a língua (v1-12) a. A Centralidade da Língua (v1-2)
1 Meus irmãos, não sejam, muitos de vocês, mestres, sabendo que seremos julgados com mais rigor.
Os mestres serão julgados com maior rigor. O texto se refere em especial aos pastores e presbíteros da igreja, mas também tem aplicação mais ampla a qualquer pessoa que ensina na igreja. O que falarmos será julgado de forma criteriosa.
Vejamos o que Paulo diz em 1 Cor. 3:10 e ss, sobre o dever de edificar apenas sobre o fundamento dos apóstolos.
10 Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como sábio construtor, e outro edifica sobre ele. Porém cada um veja como edifica. 11Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo. 12E, se o que alguém edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno ou palha, 13a obra de cada um se tornará manifesta, pois o Dia a demonstrará. Porque será revelada pelo fogo, e o fogo provará qual é a obra de cada um.
Paulo fala sobre como os mestres, pregadores, serão julgados por edificar sábia ou tolamente. Tiago diz a mesma coisa, os mestres serão julgados com mais rigor. Mas Tiago também escreve para a igreja toda, já que todos temos o hábito de falar e de falar demais.
2 Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é um indivíduo perfeito, capaz de refrear também todo o corpo.
Tiago não está dizendo que alguém pode ser perfeito pela capacidade de refrear a língua. Não, a primeira parte do versículo deixa claro que todos falhamos muito e em muitas coisas. Mas certamente, o tropeçar no falar é um dos nossos pontos fracos que precisam da nossa atenção e da ajuda do Espírito. O falar parece algo pequeno, mas tem grande consequências. Tiago usa analogias para explicar isso:
b. freios e lemes – o poder das pequenas coisas (v3-5a)
3 Ora, se colocamos um freio na boca dos cavalos, para que nos obedeçam, também lhes dirigimos o corpo inteiro. 4Observem, igualmente, os navios que, sendo tão grandes e impelidos por fortes ventos, são dirigidos por um pequeníssimo leme, e levados para onde o piloto quer. 5Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas.
Cavalos e navios resumem bem as melhores opções de transporte do mundo antigo. A potência dos animais e a dos ventos nas velas faziam de cavalos e barcos instrumentos valiosos.
Podemos controlar um cavalo com um freio em sua boca para direcioná-lo e para controlar sua velocidade. Quem controla o leme do navio consegue direcionar o navio impulsionado pela força dos ventos.
O que acontece com um navio se o timoneiro abandonar o leme? Um leme descontrolado poderá permitir que o vento vire o navio ou que ele encalhe. Da mesma forma, a língua é uma pequena parte do corpo, que se orgulha de grandes coisas. Lembram do Salmo 12? Com a nossa língua prevaleceremos?
c. A língua é um fogo – incendiada pelo inferno (v5b-6)
Vejam como uma fagulha incendeia uma grande floresta! 6Ora, a língua é um fogo; é um mundo de maldade. A língua está situada entre os membros do nosso corpo e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também ela mesma é posta em chamas pelo inferno.
No final do versículo 5, Tiago muda a imagem para fogo. Algumas línguas usam a mesma palavra para fogo e para língua. Sabemos o que queremos dizer quando falamos que alguém tem língua de fogo. O fogo tremula, faz barulho e, quando usado incorretamente, pode destruir muita coisa. Grandes queimadas, espontâneas ou não, são motivo de preocupação. A imagem de fumaça e de destruição de um incêndio, indica o poder de devastação e morte que a língua tem.
Quão poderosa é a língua? Pense nisso: um homem que começa a se encantar com uma colega de trabalho, mas que refreia a língua, ele não comenta, não faz gracejos, não faz insinuações ou convites. Esse homem dificilmente terá um caso com essa mulher.
A língua é assim, um mundo de maldade que habita dentro de nós, que contamina todo o corpo e que pode incendiar todo o curso de uma vida, para afinal ser também incendiada pelo inferno. Pense no que Tiago está descrevendo. Ele faz uma acusação muito severa. A língua é como fogo, um mundo de maldade que contamina tudo.
No final do cap. 1, Tiago diz que a verdadeira religião consiste em cuidar de órfãos e viúvas e guardar-se incontaminado da imoralidade sexual. Aqui, no cap. 3, Tiago fala que a língua nos contamina.
A língua pode contaminar o corpo. A igreja, como corpo, pode ser contaminada por mentiras e fofocas. Falsos mestres conseguem incendiar igrejas.
Quando Tiago usa a expressão “incendiar todo o curso da vida”, ele usa a imagem de algo circular, como uma pista de corrida, a ideia de que tudo pode girar rapidamente fora de controle. Sabemos como é.
Dizemos verdades, mas sem amor. Logo pensamos: mereceu. Só falei a verdade. Não tenho culpa se ela é melindrosa e não controlo o que ela falou para os outros, quem conta um conto, aumenta um ponto. Ela não é mais minha amiga. A língua é, além de fogo, indomável.
d. A indomabilidade da língua pelo homem (v7-8)
7 Pois toda espécie de animais, de aves, de répteis e de seres marinhos se doma e tem sido domada pelo gênero humano, 8mas a língua ninguém é capaz de domar; é mal incontido, cheio de veneno mortal.
A palavra que Tiago usa aqui não significa “domar” no sentido de “domesticar”. Pelo contrário, refere-se a ideia de ser capaz de subjugar ou de controlar o animal. Um arpão pode subjugar uma baleia, mas não domesticá-la. Tiago está dizendo que qualquer animal pode ser contido, subjugado, mas que ninguém subjuga, doma, controla a própria língua.
Tiago disse, no v. 2, que se alguém não tropeça no que no falar, é um indivíduo perfeito, capaz de refrear também todo o corpo. Aqui ele diz que isso é humanamente impossível. A humanidade consegue subjugar animais, mas quem pode domar a língua humana? Só Deus.
Então Tiago muda novamente a ilustração: “é mal incontido, cheio de veneno mortal”. Esse veneno é descrito nos v. 9-10
e. Bênção e Maldição (v9-12)
9 Com ela, bendizemos o Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos as pessoas, criadas à semelhança de Deus. 10De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, isso não deveria ser assim.
A mesma boca bendiz a Deus e amaldiçoa pessoas criadas à semelhança de Deus.
11 Por acaso pode a fonte jorrar do mesmo lugar água doce e água amarga?
Se você tivesse uma fonte que produzisse água boa e amarga aleatoriamente, seria prudente beber dela?
12 Meus irmãos, será que a figueira pode produzir azeitonas ou a videira, figos? Assim, também, uma fonte de água salgada não pode dar água doce.
Uma árvore produz frutos de acordo com o tipo de árvore que ela é. Essa é a lógica. Tiago não tem sido muito encorajador até aqui. Ele já disse que não conseguimos subjugar a língua, que ela é um mundo de maldade, incendiada pelo inferno e que incendia tudo. Mas o versículo 12 começa a mudar de direção. Tiago cita a figueira, árvore que Jesus amaldiçoou e a videira, usada como uma figura de pertencer a Cristo: “Eu sou a videira, vocês são os ramos…” O que Tiago está fazendo com isso?
2. A Solução de Deus: Sabedoria do Alto (v13-18)
Bem, você lembra da afirmação do início do capítulo?
Meus irmãos, não sejam, muitos de vocês, mestres,
Então, dado que a língua é indomável pelo homem – visto que ela é um mundo de maldade, incendiada pelo inferno, por que alguém deveria desejar ser um mestre? Usar a língua para ensinar? O uso sábio da língua, até milagroso diante desse cenário, depende de uma sabedoria que vem do alto.
a. Sabedoria Humilde vs. Ambição Egoísta (v13-14)
13 Quem entre vocês é sábio e inteligente? Mostre as suas obras em mansidão de sabedoria, mediante a sua boa conduta. 14Se, pelo contrário, vocês têm em seu coração inveja amargurada e sentimento de rivalidade, não se gloriem disso, nem mintam contra a verdade.
Os versículos 13-14 mostram o contraste básico entre a sabedoria humilde e a ambição egoísta. A diferença mais gritante é que a sabedoria humildade é praticada em mansidão e na boa conduta. A ambição egoísta tem inveja, amargura e rivalidade.
Lembram? Quem fala demais, acaba pecando. Quem fala demais precisa levar esse aviso a sério! A língua é um membro pequeno, mas se orgulha de grandes coisas! Muita tagarelice é prenúncio de pecado. Quem é sábio e inteligente? Mostre sua boa conduta em obras feitas com mansidão e sabedoria.
Não se deve eleger pastores e presbíteros apenas pelo quanto falam. Melhor seria elegê-los pelo quanto fazem. Lembram de. 2:18?
8 Mas alguém dirá: “Você tem fé, e eu tenho obras.” Mostre-me essa sua fé sem as obras, e eu, com as obras, lhe mostrarei a minha fé.
O mesmo tema volta aqui. O que é mansidão? Mansidão é algo fácil? Claro que não. Mansidão é o controle da força e do temperamento. É o equilíbrio perfeito entre a explosão e a apatia. O homem manso se ira na hora certa e nunca na hora errada. Ele não é movido por ciúmes amargurados e por rivalidades. Paulo usa essa expressão, rivalidade, como interesse pessoal, parcialidade em Fp. 2:3.
3 Não façam nada por interesse pessoal ou vaidade, mas por humildade, cada um considerando os outros superiores a si mesmo,
O que o mundo diz? “pense um pouco mais sobre você, ou você nunca será nada na vida”. Percebem a distância? Percebem quanto isto é distante da Palavra de Deus? A consequência de consideramos uns aos outros superiores a nós é que os outros cuidarão de nós. No mundo de Deus, nós nos consideramos reciprocamente importantes. No mundo cercado por ciúmes amargurados e rivalidades, quem é ferido será abandonado. Mas Paulo continua em Fp. 2:5:
5 Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar de Cristo Jesus, 6que, mesmo existindo na forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus algo que deveria ser retido a qualquer custo. 7Pelo contrário, ele se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante aos seres humanos. E, reconhecido em figura humana, 8ele se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9Por isso também Deus o exaltou sobremaneira...
Considerem Jesus! Ele não se colocou em primeiro lugar, ele priorizou obedecer ao Pai em nosso favor confiando que Deus cuidaria dEle. Ele nos chama a ter a mesma atitude – a mesma mentalidade – considerar o interesse dos outros, acima dos nossos.
Eu sei que falhei muitas vezes, em especial com minha esposa e filhos, em considerar os interesses deles superiores aos meus. Mas Tiago diz que o homem sábio e inteligente é aquele que mostra obras em mansidão e sabedoria, não obras marcadas por rivalidades.
Sabedoria se liga a ideia de saber viver. Tiago já nos ensinou que se precisamos de sabedoria, devemos pedir a Deus. Tiago, contudo, avisa que há uma sabedoria que é “terrena”, demoníaca.
b. A “sabedoria” de se colocar em primeiro lugar é demoníaca e leva à desordem (v15-16)
15 Esta não é a sabedoria que desce lá do alto; pelo contrário, é terrena, animal e demoníaca.
A sabedoria terrena diz “coloque-se em primeiro lugar”. “Você é o que importa”, "Siga seu coração." Tiago diz que isso não é apenas terreno, mas animal, ou não espiritual, e até “demoníaco”.
O termo traduzido como “animal” significa não espiritual. Significa algo que não parte do Espírito de Deus. Dan McCartney sugere que devemos traduzir “animal” como “egoísta”, porque o foco está no próprio bem-estar terreno. Esta sabedoria terrena, egoísta, é em última análise, sabedoria demoníaca.
No capítulo 2, vimos que os demônios creem em Deus e até tremem. A sabedoria demoníaca pretende nos colocar em primeiro lugar, no lugar de Deus. Essa falsa sabedoria, chamada de demoníaca, apenas parece sabedoria. Ela faz sentido para almas egoístas. Ela não parece loucura, mas sabedoria. Eu em primeiro lugar.
O problema é que essa sabedoria tem por base o ciúme amargurado. O desejo de ser o primeiro. Deus manda que amemos o próximo, que devemos preferir outros em honra. Mas temos ciúmes e queremos o direito que Deus diz ser dos outros. Qual é o resultado?
16 Pois, onde há inveja e rivalidade, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins.
O resultado de buscarmos o primeiro lugar para nós é confusão e coisas ruins. É isso que temos vivido e testemunhado. Confusão e coisas ruins. Se a felicidade de cada um de nós é estar no centro, teremos apenas confusão e práticas vis.
O que acontece quando você se coloca em primeiro lugar? Quando se é egoísta? Perdemos a harmonia com a ordem de Deus e seu universo. Por que há tantos golpes na internet? ambição egoísta que geram confusão e prática vis. Em contraste, a sabedoria vinda de cima tem uma trajetória muito diferente:
c. A sabedoria do alto é pura, pacífica e leva a uma colheita de Justiça (v17-18)
17 Mas a sabedoria lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, gentil, amigável, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento.
A sabedoria terrena nos empurra para nós mesmos. Mas a sabedoria lá do alto se dirige principalmente aos outros. Essa sabedoria é pura. McCarney diz: “A pureza que vem de pertencer a Deus é a fonte de onde flui toda bondade.”
As características do v.17 se referem à pessoa que as possuem. Lembram do v. 13: “Quem é sábio e inteligente entre vocês?” aqueles que se caracterizam pela sabedoria que vem do alto, a pura sabedoria de Deus. Essas características lembram o fruto do Espírito. Paz, amabilidade, misericórdia, gentileza. Essa é a disposição de alguém sábio. Alguém sábio tem consideração pelos outros. Busca a paz, se submete, prefere os outros em honra.
Esse homem sábio é imparcial e sincero. Ele não é volúvel. Não é aquele de animo dobre que nada alcança de Deus. O fruto do seu trabalho é paz. V. 18:
18. Ora, é em paz que se semeia o fruto da justiça, para os que promovem a paz.
A colheita da sabedoria terrena, animal e demoníaca é confusão e toda sorte de coisas vis. A colheita da sabedoria que vem do alto é paz.
Quando somos controlados pelo Espírito demonstramos seu fruto, que se manifesta em paz e domínio próprio. É pelo Espírito que subjugamos nossa língua. É por ele que podemos viver em comunidade ajustada. Nossa língua é reflexo de nosso coração. A sabedoria de Deus produzirá paz. Um reflexo de corações transformados.
Dominar a língua
1 Meus irmãos, não sejam, muitos de vocês, mestres, sabendo que seremos julgados com mais rigor. 2Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é um indivíduo perfeito, capaz de refrear também todo o corpo. 3Ora, se colocamos um freio na boca dos cavalos, para que nos obedeçam, também lhes dirigimos o corpo inteiro. 4Observem, igualmente, os navios que, sendo tão grandes e impelidos por fortes ventos, são dirigidos por um pequeníssimo leme, e levados para onde o piloto quer. 5Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vejam como uma fagulha incendeia uma grande floresta! 6Ora, a língua é um fogo; é um mundo de maldade. A língua está situada entre os membros do nosso corpo e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também ela mesma é posta em chamas pelo inferno. 7Pois toda espécie de animais, de aves, de répteis e de seres marinhos se doma e tem sido domada pelo gênero humano, 8mas a língua ninguém é capaz de domar; é mal incontido, cheio de veneno mortal. 9Com ela, bendizemos o Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos as pessoas, criadas à semelhança de Deus. 10De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, isso não deveria ser assim. 11Por acaso pode a fonte jorrar do mesmo lugar água doce e água amarga? 12Meus irmãos, será que a figueira pode produzir azeitonas ou a videira, figos? Assim, também, uma fonte de água salgada não pode dar água doce.
A sabedoria lá do alto
13 Quem entre vocês é sábio e inteligente? Mostre as suas obras em mansidão de sabedoria, mediante a sua boa conduta. 14Se, pelo contrário, vocês têm em seu coração inveja amargurada e sentimento de rivalidade, não se gloriem disso, nem mintam contra a verdade. 15Esta não é a sabedoria que desce lá do alto; pelo contrário, é terrena, animal e demoníaca. 16Pois, onde há inveja e rivalidade, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins. 17Mas a sabedoria lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, gentil, amigável, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento. 18Ora, é em paz que se semeia o fruto da justiça, para os que promovem a paz.