Pular para o conteúdo principal

Tiago 5:13-20 - Vida de Fé: A Oração Fervorosa e o Cuidado Mútuo

10 de dezembro de 202315 min de leitura

Tiago 5:13-20 - Vida de Fé: A Oração Fervorosa e o Cuidado Mútuo

Hoje, concluiremos a exposição da carta de Tiago que trata sobre as características de uma fé prática. O tema do nosso sermão é Vida de fé, baseado em Tiago 5:13-20.

A carta de Tiago é endereçada aos crentes que foram dispersos. Ela é uma carta destinada a uma comunidade. Ela termina com instruções para uma comunidade. Precisamos olhar para esse texto dessa forma. Não como uma receita individual para ter saúde, mas como uma prescrição coletiva do que é viver uma vida de fé.

Esse trecho é uma prescrição prática que resume tudo o que ele vinha ensinando e sua motivação é a de que o povo de Deus, em sofrimento e provação, busque o Senhor com sabedoria. Tiago nos direciona a olhar para Deus em antecipação aos problemas que não conhecemos, mas certamente fazem parte da vida. Tiago descreve aqui o que é viver uma vida de fé.

Essa vida de fé é abrangente, é intercessora (nesse trecho Tiago menciona a oração 7 vezes), é confessora e é uma vida comunitária. É essa vida de fé que nos capacita a lidar bem com as situações difíceis que podem se abater sobre nós. Então vejamos as características de uma vida de fé. Primeiro, ela é abrangente. V. 13:

13 Alguém de vocês está sofrendo? Faça oração. Alguém está alegre? Cante louvores. 14Alguém de vocês está doente?

Essas pequenas frases: “alguém sofrendo? Alguém alegre? Alguém doente?” apontam para uma vida de fé abrangente. A fé cristã, se tem algum valor, precisa abraçar todos os espectros da vida. Ela deve ser útil para todas as dimensões da experiência humana. A fé precisa nos dar a direção, a compaixão e a força que precisamos em qualquer momento de nossa caminhada.

Portanto, se estamos sofrendo, somos chamados a orar. Se estamos alegres, somos orientados a louvar com gratidão. Se estivermos doentes, devemos pedir que outros orem por nós.

Pensem na importância dessa abrangência da vida de fé. A vida de fé não é constituída apenas de momentos bons, de vitória, de sucesso ou realização. Há momentos de sofrimento e de doença. Mas há momentos de alegria, de felicidade em que não devemos nos sentir mal por estarmos bem, mas experimentar uma gratidão sincera.

Da mesma forma, ao passar por momentos difíceis, não devemos reputar isso à falta de fé. Pelo contrário, no sofrimento, precisamos mostrar uma fé robusta para suportar as coisas mais terríveis, por ainda vivermos num mundo marcado pelo sofrimento produzido pelo pecado, não só em nós, mas também no próprio mundo.

Se a fé em Cristo é uma fé abrangente, como Tiago descreve aqui, ela vai servir para todos os estágios de nossa vida. Em que momento você está? Passando por sofrimento ou por alegria? Se alegria, não se sinta mal de experimentar tal momento. Também não permita que o sofrimento seja considerado como uma evidência de que Deus abandonou você. Ele pode ser exatamente a prova de que você está servindo a Deus. No sofrimento ou na alegria, volte-se para Deus, busque percebê-lo em todos os momentos.

Bonhoeffer escreveu, pouco antes de sua execução pelos nazistas, algo bem instrutivo sobre a fé cristã como uma fé abrangente:

"Nós clamamos o nome Daquele diante de quem todo o mal em nós se encolhe, diante de quem o medo e a ansiedade devem ter medo, diante dos quais o medo e a ansiedade se agitam e voam, o nome Daquele que sozinho venceu o medo, que o capturou e o exibiu envergonhado no seu desfile vitorioso, que o pregou na cruz e o baniu ao nada, o nome Daquele que é o grito de vitória da humanidade redimida do medo da morte. Jesus Cristo, aquele que foi crucificado e vive, só Ele é Senhor sobre o medo. O medo o reconhece como seu Senhor e se submete somente a Ele. Portanto, olhe para Ele em seu medo. Pense sobre Ele. Coloque-O diante dos seus olhos e clame a Ele. Ore a Ele. Creia que Ele está com você e o ajuda. O medo cederá e desaparecerá, e você ficará livre por intermédio na fé no forte e vivo salvador Jesus Cristo”.

Isso foi escrito por alguém sobre o domínio do mal e próximo da execução. Ele não demoniza o terceiro reich. Ele reconhece o mal nele mesmo. Mas ele sabe que Jesus Cristo morreu para vencer a morte e o pecado e que está presente, não só na nossa alegria, mais também no sofrimento. Jesus nos convida a clamar por Ele.

Talvez você esteja aqui nesta noite sem conhecer Cristo. Eu convido sua alma a considerar esta realidade. Olhe para Cristo. Que a fé em Cristo seu porto seguro para caminhar em todos os estágios da sua vida, sejam alegres ou de sofrimento. Se a fé em Cristo não é útil para isso, Cristo não é digno de nossa adoração.

O que Bonhoeffer escreveu antes de sua execução é um eco do ensino de Tiago. Precisamos de uma fé robusta e abrangente sobre a qual podemos edificar nossas vidas. Tiago diz: durante sua vida, ore, louve e convide outros a orar por você. Essa vida de fé é uma fé abrangente, mas é também uma fé que ora, uma fé intercessória. v. 14:

14 Alguém de vocês está doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. 15E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará. E, se houver cometido pecados, estes lhe serão perdoados.

Tiago descreve aqui uma fé que ora em meio ao desafio das enfermidades. Assim como o resto do mundo, nossa igreja também não é imune às dificuldades, às pressões e aos desafios das doenças.

Precisamos ser cautelosos com esse trecho para não cairmos em confusão e erro teológico. Esses versículos são abusados em determinados círculos. Isso gera grandes problemas e decepções.

Para Tiago e para muitos escritores bíblicos, muitas vezes existe uma correlação entre a presença do pecado e da doença. Mas Jesus é muito claro, no Evangelho de João, afirmando que não podemos traçar uma linha direta entre a doença e a presença de um pecado específico.

O próprio Tiago, aqui, toma esse cuidado e, ao se referir ao pecado, ele coloca a partícula “se”: “se houver cometido pecados, estes lhe serão perdoados.” Tiago é cuidadoso aqui. Há nuances, sutilezas. Nós cristãos devemos olhar para as Escrituras e devemos preservar suas nuances. Tiago ensina algumas coisas aqui:

Primeiro, o convite aos presbíteros para que orem por um enfermo grave, não garante automaticamente a cura. Esse convite aos líderes é um convite à igreja, ao envolvimento do corpo na vida de um cristão em sofrimento. É um convite para que aqueles que estão encarregados de pastorear sua alma orem por você.

Segundo, não há qualquer suporte bíblico para dizer que curas milagrosas tenham ficadas confinadas no tempo dos apóstolos. Deus continua curando. Tiago tem em mente aqui que é uma expressão saudável de fé, nos momentos difíceis, evidenciar dependência e confiança no Senhor.

Essa disposição e dependência do Espírito Santo é necessária a cada passo, mas é ainda mais sensível quando enfrentamos a dura contatação da nossa fragilidade e fraqueza diante da doença.

Em tempos de enfermidade, é salutar pedir que o Espírito Santo nos ajude a enxergar se há algum pecado operando em nossa vida, não para desatar um nó espiritual que nos dá cura física, mas para simplesmente estar em paz com Deus. O crente deve orar assim: Sl. 139:23-24

23 Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; 24vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno

Ou Salmo 19:13-14

13 Também da soberba guarda o teu servo; que ela não me domine. Então serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão. 14As palavras dos meus lábios

e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, Senhor, rocha minha

e redentor meu!

As doenças são oportunidades para pedir que o Senhor traga não apenas cura física, mas também espiritual. Mas lembrem-se que pecado e doença não são conectados diretamente por Tiago. Mas o que fazer com a continuação do versículo?

15 E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará. E, se houver cometido pecados, estes lhe serão perdoados.

isso significa que quando oramos ao Senhor pedindo cura tendo fé, alguém será curado? Bem, sim. Mas a questão é o que queremos dizer com isso? Sim, há uma promessa de cura, mas a cura nem sempre é a cura da doença. A verdade completa é que ou a pessoa será curada ou ela experimentará a cura completa e definitiva da ressurreição.

Lembram de Paulo orando a respeito de seu espinho na carne? Ele não foi curado e não temos qualquer motivo para duvidar da fé de Paulo.

Sim, a oração por cura será aqui ou quando nossos corpos ressuscitarem dentre os mortos e estivermos para sempre com o Senhor. O texto afirma: “O senhor o levantará”. Esse ser levantado, tanto pode ser aplicado a ideia de ser revigorado, quanto é a palavra técnica para ressurreição.

Sim, há relatos maravilhosos de cura em nosso tempo. O senhor ouve as orações daqueles que oram por cura, e alguns, graças a Deus, experimentaram curas milagrosas e curas pela graça comum da medicina.

Mas temos pessoas aqui que oraram por seus entes queridos e eles não foram curados desta forma, mas estão curados diante do Senhor. Mas essa cura ainda é um prenúncio. Eles terão corpos restaurados na ressurreição. Graças a Deus.

Tiago nos encoraja o orar fervorosamente, a orar com expectativa, não ancorada no vigor da nossa fé, que é menor do que grãos de mostarda, mas crendo naquele que Aquele que nos ressuscitará no último dia pode também restaurar fisicamente hoje. Esta é a questão aqui. Uma vida de fé abrange todos os aspectos da vida e nos leva a orar. Mas ela não para por aí. Ela é uma fé confessante, uma fé que leva à confissão.

Cremos nisso? O texto vai ficar ainda mais desconfortável. Tiago, no v. 16, afirma que uma vida de fé deve nos levar à confissão:

16 Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros, para que vocês sejam curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.

Depois disso, Tiago nos dá um exemplo do poder da oração usando as orações fervorosas de Elias como uma ilustração bíblica.

7 Elias era humano como nós. Ele orou fervorosamente para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e meio. 18Depois, orou novamente, e os céus enviaram chuva, e a terra produziu os seus frutos.

Algumas coisas que precisamos afirmar, aqui, Tiago, no v.16, para de pensar na cura de um indivíduo e passa a considerar a cura do dentro da corpo de Cristo, a cura dentro da igreja.

Como uma vida de fé se caracteriza por ser uma vida confessante? Precisamos levar à sério nossas fragilidades espirituais e nossos pecados e pedir que outros nos ajudem, nos encorajem, nos abracem, nos responsabilizem por nossas ações e nos fortaleçam.

Tiago está propondo uma mutualidade. Algo que deve ser feito uns para com os outros. Assim como devermos orar uns pelos outros, nos alegrar uns com os outros, nós precisamos nos confessar uns aos outros.

É certo que devemos confessar e pedir perdão quando pecamos contra alguém, mas a ideia aqui é confessar, em transparência, padrões de pecado residual, lutas que enfrentamos no processo de santidade, sendo transparentes e ficando vulneráveis diante dos nossos irmãos.

Tiago deseja que uma vida de fé confessante produza em nós mais saúde espiritual. Não devemos ficar fingindo que somos algo que ainda não somos. Nós oramos e pedimos perdão, em orações vagas, que fazem parecer que está tudo bem.

Como você está? Tudo bem irmão, na mais absoluta paz de Cristo. E as lutas, meu irmão? Estão por aí, estou apenas cansado. Conversas triviais de porta de igreja não produzem essa cura.

Precisamos de espaços de intimidade e honestidade para sermos verdadeiras sobre as lutas contra padrões pecaminosos que já sabemos que existem em nossas vidas.

O texto não é um convite para uma confissão para todas as pessoas da igreja, mas certamente envolve confessar pecados para irmãos e irmãs na caminhada de fé.

Aqui entra a importância dos nossos grupos de discipulado. Neles buscamos construir relacionamentos mais profundos uns com os outros. Esses são os espaços ideias para os membros confessarem os próprios pecados e lutas. Nesses espaços, de intimidade e lealdade, pessoas irão orar com você e por você.

A pacificação para com Deus não é apenas vertical. Ela é horizontal, também. Ela se projeta para relacionamentos. Sim, Jesus morreu na cruz por nós e ressuscitou ao terceiro dia. Quando nos arrependemos e confessamos a Ele nossos pecados, ele nos perdoa e nos dá a vida eterna. Nós gostamos da reconciliação vertical, mas esquecemo-nos da necessidade da reconciliação horizontal, convidando outras pessoas a nos ajudarem na caminhada.

Renunciar esse privilégio, por orgulho, é como sair para pedalar com alguém sem levar um reparo para os pneus ou uma câmara extra. Aí o meu pneu fura, mas eu continuo a me esforçar e pedalar tentando manter a cadência, até cansar. Então eu paro e sento ao lado da pista.

Então, passa meu amigo. E aí tudo bem? Tudo bem. Estou descansando aqui. Precisa de algo? Não, tá tudo bem. Seu amigo tinha como consertar seu pneu e poderia te acompanhar até em casa, mas seu orgulho e amor pelas aparências não deixou você confessar que precisava de ajuda. O que eu sou? Isso mesmo, sou um tolo que resiste à ajuda e ao serviço dos outros.

A instrução de Tiago não é a de apenas orar ao Senhor e confessar a Ele seus pecados, mas também confessar a outros. O convite é para uma confissão abrangente e plena, não apenas a Deus, mas também uns aos outros.

Ouvir confissões uns dos outros nós corresponsabiliza uns pelos outros. Não somos chamados a ser juízes, mas a avançar com as pessoas no relacionamento, na oração, e em lembrar dos recursos da graça suficiente em Cristo.

Ouvir confissões exige de nós que não sejam cúmplices dos pecados dos outros, que tenhamos coragem de falar o que é necessário, e ter maturidade para não ser surpreendido pelos pecados confessados, mas para reconhecer, também, nossa própria pecaminosidade e fraqueza.

Quando isso acontece numa igreja, o amor por Jesus é despertado em todos. Que a experiência de nossos grupos de discipulado se espalhe por toda a igreja. Que testemunho poderoso de coerência, quando a igreja se transforma num local para tratar pessoas doentes, que acolhe pecadores que buscam perdão.

Se o evangelho de Jesus Cristo não nos leva a desejar, mesmo contra todo nosso senso de autopreservação e orgulho, uma fé confessante, então, nossa fé não será tão atraente. E isso é menos do que podemos experimentar como igreja.

Como prova disso, Tiago usa Elias como um exemplo do poder da oração. A oração de Elias não fez muito por causa da justiça de Elias. A oração de Elias fez muito por confiar na vontade, na justiça e no poder de Deus.

Deve ser assim, conosco. Devemos buscar o Senhor com uma fé cheia de expectativas, sabendo que Ele é justo e poderoso, e que podemos confiar a Ele nossas vidas e de nossa família. A vida de nossos irmãos e de nossa igreja. Que podemos orar com expectativa para a transformação do mundo, a partir de nossos lares e condomínios.

O Senhor ouve orações. Devemos orar com fervor e repetidamente. A promessa é de que Ele nos ouvirá. Não que Ele nos dará o que pedimos, mas que nos dará o que precisamos. O Senhor agirá em nosso favor.

Tiago termina se dirigindo novamente à comunidade de fé:

19 Meus irmãos, se algum de vocês se desviar da verdade e alguém o trouxer de volta, 20lembrem-se disto: quem traz de volta um pecador do seu caminho errado salvará da morte a vida dessa pessoa e fará que muitíssimos pecados sejam perdoados.

A fé não um problema apenas nosso. A fé não é expressa apenas de forma individual. A fé não é somente eu e Jesus. Fomos comprados por um preço e enxertados num corpo, numa comunidade de fé, na igreja. Nós devemos nos importar com pessoas que estão se afastando da fé. Se você percebe alguém sendo seduzido pelo erro, é seu dever chamar essas pessoas, com graça e com amor para que voltem à fé.

Isso não é fácil. A moralidade secular em que vivemos é a de um novo puritanismo social. Uma vida de regras do politicamente correto em que pessoas são canceladas sem qualquer chance de perdão.

Nossa cultura está toda hora inventando novos dez mandamentos, mas sem qualquer possibilidade de perdão ou de restauração. As pessoas estão sendo caçadas para serem expostas por suas incongruências com o padrão do mundo.

E triste quando a igreja importa tal cultura de cancelamento. Uma cultura que deseja explodir alguém, e não resgatar. Quando isso acontece, dificultamos que as pessoas sejam transparentes. Talvez isso aconteça por que nós mesmos temos medo de falar a verdade.

Como igreja, somos chamados para viver o evangelho, sabendo que Cristo nos chamou para cultivar amor, graça, misericórdia, perdão e fidelidade a Ele e uns aos outros. Então devemos cuidar uns dos outros, não para policiar, mas para amar. São coisas muito diferentes.

Podemos agir de forma arrogante com os que se desviam, ou podemos ser humildes e amorosos: “irmão, amo e estou preocupado com você. Tudo o que podemos fazer é pelo evangelho, pela graça e pelo amor de Cristo. Eu te chamo ao arrependimento e para voltar para Cristo”. A resposta não depende de nós. Nossa responsabilidade é a de ir e ir com a postura correta.

A verdade é que, se desejamos viver numa comunidade cristã, devemos confiar no poder explosivo do evangelho, que nos leva a enfrentar os perigos dos relacionamentos horizontais.

Sim, precisamos demonstrar nossas fragilidades, dividir nossas alegrias, pedir socorro, prestar e pedir contas da fé, confessar pecados, agir unidos em Cristo para adorar e amar o Senhor. E somente pela graça e pela misericórdia de Deus que veremos reconciliação vertical e horizontal. Sim, é algo desconfortável, difícil.

Nossa vida prática de fé, que é o tema central da carta de Tiago, exige que Deus nos faça abandonar o conforto social para levarmos à sério a importância dos relacionamentos mútuos.

Que nossa vida de fé demonstre que estamos unidos com um Deus que pode nos surpreender, que pode nos despertar do sono e nos atrair para Ele mesmo. Como Ele é Santo, Ele nos santificará. Como Ele nos amou, somos chamados a ama-Lo e a amar aos outros.

Que a nossa vida de fé compreenda que Cristo está presente conosco em nossa alegria e no nosso sofrimento, e que Ele nos convida a orar com fé, a confessar pecados uns aos outros. Que em nós seja forjada uma comunidade de fé que se ama e que se preocupa com os que se desviam.

C.S. Lewis afirma que Deus é bom, mas não é um Deus seguro. Deus vai nos conduzir para um ponto de não retorno, mas que é muito melhor do que onde estamos para a glória de seu Nome.