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Tito 3:1-8 - Novo Nascimento para uma Nova Vida

24 de fevereiro de 202511 min de leitura

Tito 3:1-8 - Novo Nascimento para uma Nova Vida

Nicodemos era uma pessoa muito respeitada na época de Jesus. Ele era fariseu e fazia parte do tribunal religioso de Israel. Ele era piedoso, conhecedor de teologia e admirado. Para os padrões daquela sociedade, ele era um homem honrado, admirado, do bem.

Mas ele foi se encontrar com Jesus e o resultado da conversa foi chocante. Jesus disse que ele não estava apto para entrar no Reino de Deus. Por qual razão? Porque ele não havia nascido de novo. Ele ainda não havia experimentado o milagre do novo nascimento, a obra do Espírito de Deus que chamamos regeneração. Alguém considerado bom pode ir para o inferno por não nascer de novo.

Erickson define regeneração como "a face divina da conversão”. É a obra exclusiva de Deus que transforma as pessoas dando-lhes vida e direção espiritual. A regeneração cria uma realidade que reverte nossas tendências naturais para o pecado.

Regeneração é ato de nascer de novo para uma nova vida. Paulo está interessado no novo nascimento e nas consequências dele. Ele sabe que o novo nascimento gera uma nova vida para boas obras.

As boas obras são como um sanduíche neste texto. Há referências a elas no v. 1 e no v. 8. A Regeneração é o ponto central no meio da passagem, v. 5-6. Assim, regeneração, nascer de novo, e boas obras estão intimamente ligadas. A salvação se dá pela obra de Deus e se demonstra em boas obras. Paulo divide sua análise da relação entre regeneração e boas obras em três partes.****

Devemos estar prontos para boas obras Tito 3: 1-3 Deus nos salvou para que praticarmos boas obras. Efésios 2: 10 nos lembra que fomos criados em Cristo Jesus para boas obras. Boas obras nunca salvam, mas são evidências de salvação. A ordem aqui é vital. Paulo ensina que os crentes de Creta devem viver de uma maneira diferente. Eles devem viver uma nova vida v. 1-2 e abandonar velhos hábitos. v3.

No presente, podemos ajudar os outros (Tito 3: 1-2)

1 Lembre a todos que se sujeitem aos governantes e às autoridades, que sejam obedientes e estejam prontos para toda boa obra. 2Que não difamem ninguém. Que sejam pacíficos, cordiais, dando provas de toda cortesia para com todos.

Lembre a todos é um chamado a pensar no que já havia sido ensinado. Esses versículos mostram como o evangelho deve ser vivido. Há sete ordens aqui que podem ser agrupadas em 4 categorias.

A primeira categoria é: Nós nos submetemos e obedecemos (3: 1). Devemos “nos sujeitar aos governantes e às autoridades e ser-lhes obedientes.” Jesus, em Mt. 22:21, nos ensinou a dar a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Paulo, em Rm 13:1, instrui:

1 Que todos estejam sujeitos às autoridades superiores. Porque não há autoridade que não proceda de Deus, e as autoridades que existem foram por ele instituídas.

Cristianismo e anarquia não combinam. Cristianismo não é compatível com desobediência civil. Os cristãos só não devem cumprir ordens contrárias à Palavra de Deus. Mesmo nesta situação, é uma desobediência passiva, que aceita as consequências. Cristãos se deixam martirizar, mas não negam a Deus. Quando nos submetermos às autoridades demonstramos nossa submissão e confiança em Deus.

A segunda categoria: desejamos servir (3:1). Devemos “estar prontos para toda boa obra”. A palavra “toda” indica que o comando é abrangente. Gálatas 6:10 afirma:

10 Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé.

Tito 2:14 nos lembra que Cristo nos redimiu para formar um povo exclusivamente seu, dedicado à prática de boas obras. O crente ativamente busca ajudar os outros, ele busca oportunidades para isso.

A terceira categoria: Falamos gentilmente (3:2).

Não difamamos ninguém e devemos viver de forma pacífica. Isso é muito abrangente. Não amaldiçoamos, nem provocamos conflitos, não caçamos confusão ou destilamos má vontade. Devemos ser pacíficos e cordiais, tolerantes e atenciosos. Os crentes devem ser razoáveis, devem recusar guardar rancor e dar o benefício da dúvida aos outros.

Uma pessoa regenerada se recusa a cultivar e dar vazão a abuso verbal ou físico. Na medida do possível, buscamos viver em paz com todas as pessoas, conf. Rm 12: 18.

**Quarta categoria: Mostramos humildade (3: 2).**Devemos “ser cordiais e dar provas de cortesia (gentileza) para com todos”. Nosso comportamento precisa ser o oposto dos difamadores que provocam confusão. Demonstrar “cordialidade e gentileza” é viver de forma humilde, preferindo os outros em honra. É ter a mesma atitude de Jesus, possuir a sua mente. Paulo sabia que uma maneira de marcar o novo estilo de vida é lembrar como nós éramos sem Jesus.

**Como erámos no passado?**No passado, éramos tóxicos Tt 3:3

3 Pois nós também, no passado, éramos insensatos, desobedientes, desgarrados, escravos de todo tipo de paixões e prazeres, vivendo em maldade e inveja, sendo odiados e odiando-nos uns aos outros.

Por meio do novo nascimento, somos novas criaturas (2 Co 5:17). Que diferença Jesus fez! Paulo mudou tanto, nós também. O v. 3 começa com um sonoro nós. Do que fomos salvos? Além da separação de Deus e do inferno? Fomos salvos do pecado. O pecado é como uma sucuri que se enrosca na sua presa. Ele nos prende de todas as formas e nos esmaga. No final, ele nos mata. Spurgeon disse que esses versículos lembram o quanto apreciávamos o mal.

Se quisermos entender o quanto precisávamos nascer de novo, devemos ter consciência de como o pecado nosso pecado nos afetava. Paulo lista seis maneiras em que o pecado nos prendia.

O pecado engana. Todos aqui já fomos iludidos pelo pecado. Éramos insensatos, gente ignorante das realidades espirituais. Todos aqui já fomos iludidos, fomos desviados da verdade e guiados para um lugar errado. Em resumo, o pecado nos engana e nos faz sofrer.

O pecado desobedece. Nós éramos “desobedientes”. Nossa inclinação natural é a de desobedecer e viver do nosso jeito: desobecemos a Deus, aos pais, às autoridades, a todos. Éramos rebeldes egocêntricos, vivemos no autoengando e entregues ao Diabo.

O pecado escraviza. Éramos “escravizados de todo tipo de paixão e prazeres”. Nós achávamos livres, mas éramos escravos de nós mesmos. Nossos prazeres e paixões nos controlavam. Tentávamos satisfazer nossos desejos, mas nada era suficiente. Prazeres e paixões prometem muito, mas entregam muito pouco.

O pecado detesta. Estávamos “vivendo em maldade”. Vivíamos com “uma atitude mental maligna que se apresentava com uma má vontade e com um desejo de ferir”. Essa atitude revela um caráter perverso que não busca o bem das outras pessoas.

O pecado inveja. Vivíamos com um desejo insaciável de possuir o que não temos. MacArthur diz que a pessoa invejosa não consegue ficar satisfeita com o que é sempre deseja mais”. O pecado sexual é um exemplo. Quem busca o que não é seu acaba descobrindo que nem um tipo de experiência será o suficiente.

O pecado destrói. Éramos odiados e odiávamos. Nossa natureza e atitude eram odiosas. Isso é um resultado natural da inveja. “Detestar” pessoas fazia parte do nosso caráter e atitudes. Percebam como isso contrasta com a ordem que Jesus nos dá para amar. Nossa vida odiosa demonstra que erámos discípulos do Diabo.

O v. 3 é um retrato do que nós éramos, não do que somos em Cristo. O evangelho muda tudo! Quem nasceu de novo é nova criação e está pronto para boas obras. Mas como? Como isso é possível?

Fomos regenerados para boas obras Tito 3: 4-7

Mas quando se manifestou a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor por todos, 5ele nos salvou, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo a sua misericórdia. Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, 6que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, 7a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna.

Depois de mostrar quem éramos antes, Paulo revela o que foi feito por nós. Antes estávamos mortos, condenados e depravados, “Mas Deus”, ... Antes éramos cadáveres espirituais, controlados pelo pecado, por Satanás e pelo mundo. Estávamos perdidos, condenados, nosso destino era juízo. “Mas a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor . . . se manifestaram”, diz Tito 3: 4. Louve a Deus por isso. Há quatro verdades preciosas aqui.

Deus cuida de nós(Tito 3: 4) Paulo afirma uma verdade básica e linda: Deus nos ama. Sua bondade e amor se manifestaram. Bondade, amor e misericórdia têm como fonte Deus nosso Salvador. Essa disposição caridosa tem como alvo pecadores odiosos que precisavam de um Salvador.

**Deus nos transforma (Tito 3:5)**Aqui está o maior versículo da Bíblia sobre a doutrina da regeneração, que é a transformação experimentada por aqueles que se arrependem de seus pecados e passam a confiar completa e exclusivamente em Jesus Cristo.

Paulo começa afirmando que somos salvos não por nossas obras de justiça. A salvação não é conquistada. A regeneração não é obtida por esforço. Você estava morto, espiritualmente — suas boas obras eram como trapos de imundícia, como absorventes usados. Mesmo nos seus melhores dias, você era orgulhoso e não tinha nada para oferecer a Deus. Quem não entende isso, não conhece o que é salvação.

Não conseguimos conquistar o Céu, mas ele “nos salvou ... segundo a sua misericórdia.” Ele nos libertou do pecado, da escravidão, da morte, do inferno da sepultura. Por quê? Bondade, amor, misericórdia. O que Ele nos deu? Salvação. Como? Pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo.

A regeneração é dupla. Ela remove a sujeira do pecado e produz renovação. As duas ações acontecem por intermédio do Espírito Santo. A regeneração nos lava e purifica num novo nascimento. Essa purificação, essa lavagem, não é pelo batismo, um ato externo. É por uma ação interna do Espírito Santo. Essa ideia de lavagem vem de Ezequiel 36: 25-27:

25 Então aspergirei água pura sobre vocês, e vocês ficarão purificados. Eu os purificarei de todas as suas impurezas e de todos os seus ídolos. 26Eu lhes darei um coração novo e porei dentro de vocês um espírito novo. Tirarei de vocês o coração de pedra e lhes darei um coração de carne. 27Porei dentro de vocês o meu Espírito e farei com que andem nos meus estatutos, guardem e observem os meus juízos.

Efésios 5:26 fala de uma lavagem purificadora pela Palavra. O Espírito trabalha pela Palavra para nos renovar em Jesus Cristo. No v. 6, mostra que essa é uma ação generosa de Deus. Deus “derramou sobre nos ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador.” O mesmo Espírito de Pentecostes se derrama sobre todo o crente que crê.

Deus nos consola (Tito 3:7) Ser “justificado” significa ser declarado justo. Porque Deus nos considera justos em Cristo, Deus nos enxerga como se nunca tivéssemos pecado. Nós não somos justificados; nós somos declarados justificados. A justificação é pela graça de Deus. Deus se move em nosso favor por sua bondade, amor, misericórdia e graça. (v. 7).

Depois dessa operação maravilhosa, Ele ainda nos consola falando sobre nosso futuro: Somos “herdeiros com a esperança da vida eterna”. Esta já é uma verdade agora, embora não tenhamos posse total dela. Não há dúvida de que isso acontecerá. A Trindade está envolvida nisso. Deus trino, o Pai (v. 4-5), o Filho (v. 6) e o Espírito Santo (v. 5).

**Por fim, v.8, Seremos recompensados ​​por boas obras Tito 3: 8 Fiel é essa Palavra...**É uma referência aos v. 4-7. Esses versículos deveriam ser cantados, decorados, repetidos. Essas verdades têm uma aplicação direta, diária e pessoal. Devemos estimular os crentes às boas obras.

Paulo orienta Tito a repetir essa ideia. “Quero que você insista nessas coisas. . . . Estas são boas e proveitosas para todos.” Estas são palavras de verdade, de origem divina, e fazemos uma boa obra ao ensiná-las repetidamente.

Viver as boas obras produz bençãos. Aqueles que creem em Deus, aqueles que foram regenerados e renovados pelo Espírito Santo, devem se empenhar na prática das boas obras.

O novo nascimento produz uma nova vida. A morte é substituída pela vida. A carne é agora escrava do Espírito, não mais do pecado. As obras más dão lugar às boas obras. Essa mudança produz coisas excelentes e proveitosas para todos, crentes e descrentes.

As boas obras servem o corpo, a igreja, e testemunham ao mundo sobre o Cristo que nos transformou. Se Cristo pode mudar pessoas odiosas e invejosas como nós erámos, ele pode mudar qualquer um.

Conclusão.O mundo precisa ouvir que há necessidade de nascer de novo. Não basta ser um cara respeitável, religioso e culto como Nicodemos. Não basta ser um cidadão de bem, uma esposa honrada, um adolescente submisso. Nada disso pode salvar. O que salva é a ação soberana de Deus, marcada por bondade, amor, misericórdia e graça.

Você pode frequentar essa igreja a vida inteira. Se você não tiver um encontro pessoal com Jesus, você não receberá o perdão de seus pecados, você continuará escravo de si mesmo. É necessário crer em Jesus no coração e confessar com a boca, a primeira boa obra que se espera de alguém que foi perdoado: dizer abertamente; eu crio e por isso fui salvo.

Quem é salvo, então, deve viver uma vida marcada por boas obras que testemunham sobre a bondade do nosso Deus e Seu amor por todas as pessoas em Jesus Cristo. Este é o poder do evangelho. Este é o novo nascimento para uma nova vida.

Novo Nascimento para uma Nova Vida (Tito 3: 1-8)

I. Devemos Estar Prontos para Boas Obras (3: 1-3).

A. No presente, podemos ajudar os outros (3: 1-2).

1. Nós nos submetemos obedientemente (3: 1).

2. Nós servimos ansiosamente (3: 1).

3. Nós falamos gentilmente (3: 2).

4. Nós mostramos humildade (3: 2).

B. No passado, prejudicamos os outros (3: 3).

1. O pecado engana.

2. O pecado desobedece.

3. O pecado dita.

4. O pecado detesta.

5. O pecado deseja.

6. O pecado destrói.

II. Fomos Regenerados para Boas Obras (3: 4-7).

A. Deus cuida de nós (3: 4).

B. Deus nos transforma (3: 5).

C. Deus veio por nós (3: 6).

D. Deus nos conforta (3: 7).

III. Seremos recompensados ​​por boas obras (3: 8).

A. Devemos afirmar boas obras.

B. Devemos ser ativos em boas obras.